Quem poderia prever? ‘City tour’ em Tatuí!

Com doce prazer, em grande satisfação, o jornal O Progresso de Tatuí encerra uma série de editoriais focados no turismo local e na Feira do Doce, retomada neste ano após a pior fase da pandemia.

Entre tantos, são dois os principais motivos, destacando-se o extraordinário número de visitantes recebidos pelo evento. A princípio, com base nas edições anteriores e em cautela natural por conta da Covid-19, esperava-se em torno de 100 mil pessoas a prestigiar a oitava edição. Porém, compareceram cerca de 175 mil pessoas!

Como se diz, os números falam por si só, mas merecem ser observados além da matemática. Esse inesperado público é mais que significativo, justamente por ocorrer em momento ainda relativamente preocupante quanto à pandemia e pelas tantas dificuldades econômicas impostas à maioria da população nos últimos anos – as quais seguem, aliás, sem perspectiva de final feliz para breve.

A despeito das previsões menos otimistas, a Feira do Doce efetivou-se em enorme e indiscutível sucesso. Mostrou e comprovou, portanto, que não só o turismo é um patrimônio a ser cada vez mais bem explorado em Tatuí quanto que a população – daqui e do país, pelo visto – está ávida por “festa”, por um retorno mínimo a momentos de alegria – e paz, dá até para arriscar a também presumir.

Essa festa, entre tantas coisas doces, parece ter servido como um grito em algo neste sentido: “Chega de azedume!”. Ou, quem sabe: “Vamos dar um tempo nas brigas e nos divertir com música boa e doces gostosos?”. Talvez, ainda, pelo lado dos que atuaram no evento: “Que tal parar de criar caso, trabalhar e pagar nossas contas?”.

Algo tão animador, em vislumbre de alento para o futuro (quem sabe…), aconteceu concomitantemente em São Paulo, com uma Bienal do Livro absolutamente lotada! E é isso mesmo: livros! Não eram armas!

As pessoas foram no Expo Center Norte não pensando tratar-se de algum estande enorme de tiro ou para matar alguém que pensa diferente delas, mas, sim, para comprar livros! Pode um negócio desses ainda acontecer no Brasil? Pode! É fantástico, “doce”, como aconteceu em Tatuí!

A outra experiência que “deu água na boca” na Cidade Ternura foi a também inesperada realização de um “city tour” realmente organizado, com parada nos principais pontos de interesse do município.

Esta iniciativa, é justo lembrar, tem sido algo incentivado pelo jornal O Progresso desde o movimento que passou a levar a sério o potencial da cidade e que culminou com o reconhecimento de Tatuí como MIT – em particular desde que, em 2016, começou a produzir o Guia Turístico e Gastronômico “Tatuí Cidade Ternura”, exatamente com esse literal objetivo.

A novidade foi noticiada na edição deste meio de semana, registrando que, durante a oitava edição da Feira do Doce, entre estes dias 7 e 10, excursões vindas de diversas cidades do estado de São Paulo trouxeram turistas para conhecerem o evento e a própria cidade.

De acordo com os organizadores, a maioria veio de Sorocaba e São Paulo. O guia de turismo local Lúcio Rodrigues recepcionou 30 turistas da capital paulista, que chegaram na manhã de sábado, 9, para conhecerem a Feira do Doce e os pontos turísticos. A iniciativa teve apoio da Secretaria de Cultura, Esporte, Turismo e Lazer.

O roteiro começou com visita a uma fábrica de doces ABC, onde as pessoas conheceram o processo de confecção dos produtos e participaram de degustação.

Em seguida, foram ao Museu Histórico “Paulo Setúbal” e, depois, estiveram na Basílica Nossa Senhora da Conceição, onde o padre Élcio Roberto de Góes contou sobre a história da igreja.

Ainda integraram o “city tour” passagens pelos principais atrativos da cidade, como o Conservatório de Tatuí, o casarão dos Guedes, a fábrica São Martinho, a avenida Cônego João Clímaco (Avenida das Mangueiras), as praças Martinho Guedes (Praça da Santa) e Paulo Setúbal e o Paço Municipal “Maria José Gonzaga”.

Por fim, visitaram a Feira do Doce, onde compraram produtos para levarem de lembrança. Conforme Rodrigues, “a experiência comprovou que Tatuí tem potencial turístico e há pessoas interessadas em conhecer mais o município”.

“Ao saberem das demais festividades da cidade, durante o ano, os turistas afirmaram que pretendem voltar. Ficaram felizes com a receptividade e elogiaram a qualidade da feira e dos produtos”, contou o guia.

Outro fator destacado por Rodrigues foi a alta demanda por guias profissionais de turismo em Tatuí neste período. Porém, segundo ele, “a profissão se encontra escassa no município”.

“Espero que surjam mais profissionais da área, principalmente para atender aos turistas em eventos grandes”, comentou. Para ele, a Feira do Doce mostrou que há espaço para o crescimento de pessoas ligadas ao turismo na cidade.

E claramente há! Tal como possibilidades incontáveis de ganho não só entre as empresas e profissionais ligados diretamente ao setor, mas muitos outros, que acabam se beneficiando indiretamente. Enfim, um evento para fechar a boca azeda de alguns e abrir doces sorrisos de contentamento em muitos!

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