Complexo da Polí­cia Civil de Tatuí­ teve inauguração oficial na sexta

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David Bonis

Unidade centraliza serviços e conta com Central de Flagrantes

 

Embora as obras já estivessem concluídas e os serviços, em funcionamento, a cerimônia oficial de “inauguração” do novo complexo da Polícia Civil de Tatuí aconteceu na sexta-feira, 12.

O evento serviu também para a apresentação do delegado que irá tomar conta do complexo. Trata-se de Francisco José Ferreira de Castilho, que assumiu a titularidade do cargo no final do mês passado.

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Além dele, autoridades locais participaram da solenidade. Entre elas, o prefeito José Manoel Correa Coelho, Manu, o diretor do Departamento Municipal da Segurança Pública, Onofre Machado da Silva Junior, Sonia Maria Sacon Brunheroto, da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), e o vereador Fábio Menezes, entre outros.

A obra, que custou R$ 1,37 milhão, foi efetivada em parceria entre o governo do Estado de São Paulo e a Prefeitura Municipal. Desse total, grande parte da verba (R$ 1,1 milhão) veio dos cofres estaduais.

Enquanto ressaltava esses números durante a solenidade, o prefeito aproveitou para falar sobre as supostas irregularidades cometidas pela antiga gestão no emprego da verba repassada pelo governo do Estado para a construção do complexo.

“Quando assumi a Prefeitura, o prédio estava 70% construído, e eu imaginava que, por isso, eu teria só 30% da dívida para pagar. Mas, foi justamente o contrário. Fiquei com quase R$ 1 milhão e R$ 100 mil para pagar”, afirmou Manu.

“No início de 2013, o proprietário da construtora responsável pela obra foi bater na porta da Prefeitura para cobrar a dívida”, acrescentou.

Durante o evento, o prefeito também assinou um novo contrato de parceria com a Polícia Civil, para que funcionários pagos pela municipalidade continuem trabalhando na delegacia.

Segundo ele, sem essa parceria, seria impossível a continuidade dos trabalhos na unidade. “Hoje, cerca de 80% dos funcionários que atuam aqui na delegacia são da Prefeitura”, completou o prefeito, logo após a solenidade.

O objetivo da obra, concluída no final do ano passado, era a unificação entre a Delegacia Central com os 1º e 2º Distritos para centralizar os serviços, projeto pioneiro na região. A única unidade não incorporada à nova estrutura foi a Delegacia de Defesa da Mulher.

Na opinião do novo delegado titular do complexo, a mudança possibilitará um ganho no trabalho da polícia.

“Se houvessem três delegacias no município, eu estaria em uma, doutor Emmanuel (dos Santos Françani) em outra, e o doutor Paulo (Cezar Tolentino), em outra. Ao passo que, neste modelo, nós temos uma junção de forças”, pontuou.

“Hoje, nós temos uma unidade policial melhor, estruturada com os mesmos recursos. Por exemplo, temos apenas um policial para fazer estatísticas e o restante, investigando”.

“Se fossem três delegacias, teriam que ser três policiais diferentes para fazer levantamento de estatística e outros serviços, mas fora das investigações”, considerou Castilho.

Ele acredita, inclusive, que a unificação entre as unidades policiais em um mesmo complexo vai ajudar na solução dos futuros crimes cometidos na cidade.

Mas, para isso, ele pede, também, ajuda da população, que pode ser por meio de denúncias sigilosas, sobretudo pelo número 181.

“Vamos apurar tudo? Vamos zerar? É uma utopia. Mas, esforços a gente não vai medir”, complementou Castilho.

Questionado se a unificação das delegacias pode dificultar o acesso a quem mora afastado do centro – pela diminuição do número de locais para acesso aos serviços das unidades -, ele ponderou: “Pode até prejudicar um pouco a comodidade da população, mas o que você prefere? Chegar em uma unidade onde os recursos sejam menores e você leve entre duas a três horas para registrar um boletim de ocorrência, ou gastar 20 minutos a mais no trajeto para ter bom atendimento?”

“Você pode gastar um tempo a mais para chegar, só que terá um atendimento mais dinâmico. E apuração de crime é dinamismo”, concluiu.

No novo complexo da Polícia Civil, há uma central de flagrantes. Além disso, o complexo abriga todos os demais serviços para a população, como registro de ocorrências, início das investigações e abertura de inquéritos. Conta, também, com uma unidade especial criminal.


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