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    Vagas de empregos formais têm alta pelo segundo mês seguido em Tatuí

    Representante do Ministério do Trabalho, Antônio Carlos de Moraes, comenta índices apresentados pelo Caged

    O mês de março registrou a abertura de 23 novos postos de trabalho em Tatuí. O resultado é decorrente de 721 novas admissões e 698 desligamentos. Os dados são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), órgão do Ministério do Trabalho, divulgados na sexta-feira, 20.

    Esta é a segunda variação absoluta positiva registrada no município em 2018 – em fevereiro, a alta havia sido de 300 novos postos. No mês de janeiro, o município perdeu 11 vagas de empregos formais.

    Nos três primeiros meses do ano, a variação positiva é de 312 novos trabalhadores empregados. Em 2017, a cidade registrou redução de 389 vagas.

    Segundo Antônio Carlos de Moraes, chefe da Agência Regional do Ministério do Trabalho em Tatuí, a avaliação é positiva, mesmo considerando-se o baixo número de empregos gerados durante o mês, sendo destacado o setor do comércio, que está estabilizando o número de demissões.

    “Tivemos esse número devido à questão do setor de agropecuária, que teve um índice de demissões bem maior que os admitidos e não contribuiu para que o número de admissões fosse maior”, observou Moraes.

    Quatro dos oito principais setores econômicos tiveram saldo positivo. O principal deles é o de serviços, com 24 novos postos de trabalho, seguido por comércio (20), indústria de transformação (20) e serviço industrial de utilidade pública (2).

    A construção civil, administração pública e extrativa mineral tiveram variação zero. O setor da agropecuária, extração vegetal, caça e pesca obteve resultado negativo de menos 43 postos de trabalho.

    “Acredito que o desempenho negativo da agropecuária seja algo sazonal neste período, uma questão de um período e que, nos próximos meses, tenha uma melhora. Nos demais setores, é possível ter uma estabilização, com tendência de alta gradativa. Números relativamente baixos, mas de um crescimento sustentável”, analisou o chefe do Ministério.

    Em março, Moraes avaliou, a O Progresso, que aguardava melhora nas vagas criadas pela construção civil, o que acabou não acontecendo. Segundo ele, os cálculos apresentados não alcançaram as pessoas admitidas depois do dia 15. Contudo, no próximo mês, é provável que as vagas sejam contabilizadas.

    O desempenho regional do mês de março, na microrregião de Tatuí, que inclui as cidades de Boituva, Cerquilho, Cesário Lange, Laranjal Paulista, Pereiras, Porangaba, Quadra e Torre de Pedra, foi de 197 novos trabalhadores empregados. Foram 2.416 pessoas admitidas e 2.219 trabalhadores desligados.

    “As cidades da nossa região necessitam de novas vagas e novos empregos. Notamos que existe um crescimento lento, porque a crise elevou muito o número de desempregados. Mesmo ocorrendo um aumento nas contratações, para quem está desempregado, fica parecendo que não surgiram novas vagas de emprego”, reconhece.

    Moraes comentou que a crise brasileira acabou afetando toda a região. “Acredito que a tendência é um crescimento lento, a não ser que ocorra a instalação de uma nova indústria. Até o mês de dezembro o salto será positivo”, ponderou.

    Das cinco regiões brasileiras, três apresentaram saldos positivos no emprego. O melhor desempenho foi no Sudeste, que conseguiu acréscimo de 46.635 postos de trabalho. O Sul teve aumento de 21.091 vagas, seguido do Centro Oeste, que criou 2.264 novos postos. Os desempenhos negativos foram no Norte (menos 231 postos) e no Nordeste (menos 13.608).

    Entre os Estados, 15 conseguiram variação positiva no saldo de empregos e 11 tiveram índice negativo. Os maiores saldos de emprego ocorreram em São Paulo (30.459), Minas Gerais (14.149) e Rio Grande do Sul (12.667). Os menores ocorreram em Pernambuco (menos 9.689), Alagoas (menos 6.999) e Mato Grosso (menos 3.018).

    Ainda segundo Moraes, a falta de confiança do empregador é o principal fator para o alto número de desempregados no Brasil. “Toda essa turbulência política que passa o nosso país não contribui em nada para que o empresário venha a investir, lançar mão do seu capital e tentar produzir”, refletiu.

    O Brasil registrou a abertura de 56.151 novos postos de trabalho, aumento de 0,15% em relação a fevereiro. O resultado é referente a 1.340.153 de admissões e 1.284.002 de desligamentos.

    “Nosso Brasil segue a rota da retomada do crescimento, com mercado aquecido e a certeza de que estamos no rumo certo. O trabalho continua e, hoje, é mais um grande dia, pois esses resultados confirmam nossa expectativa”, divulgou, em nota, o ministro do Trabalho, Helton Yomura.