Tatuí recebe 1.270 doses da vacina da AstraZeneca contra coronavírus

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Primeira fase de vacinação prioriza profissionais da Saúde (Foto: Diléa Silva)
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Da reportagem

A Secretaria Municipal de Saúde recebeu na tarde de quarta-feira, 27, o primeiro lote da vacina contra a Covid-19 da AstraZeneca, produzida junto à Universidade de Oxford e que, no Brasil, é distribuída pela Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz).

O estado destinou 1.270 doses do imunizante ao município. As ampolas foram retiradas em Sorocaba, na sede do Grupo de Vigilância Epidemiológica, e trazidas a Tatuí por um funcionário da VE tatuiana.

Este é o segundo lote de imunizantes contra a Covid-19 destinado a Tatuí. Na quarta-feira da semana passada, 20, a cidade recebeu 1.680 doses da Coronavac, produzida em parceria entre o Instituto Butantan e a farmacêutica chinesa Sinovac Life Science, do grupo Sinovac Biotech.

De acordo com a secretaria municipal da Saúde, Tirza Luiza de Melo Meira Martins, esse total junta-se ao restante das doses da Coronavac, ainda tendo como público-alvo os profissionais da Saúde, seguindo cronograma estabelecido pelo Plano Municipal de Imunização.

A técnica de enfermagem Sandra Daniele Maranho, de 40 anos, foi a primeira tatuiana a receber o imunizante contra o novo coronavírus. A profissional foi vacinada na tarde de quarta-feira da semana, 20, e a campanha de imunização começou no dia seguinte.

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Tirza explicou que as imunizações do público-alvo ocorrem por grupos. “Estamos realizando a aplicação conforme o envio dos lotes pela Vigilância Epidemiológica do estado. A previsão é de que novas doses cheguem semanalmente e, assim, seguimos o cronograma de vacinação”, argumentou a secretária.

O PMI contempla, como prioridade, imunizar nesta primeira fase os profissionais de saúde e, na sequência, os idosos, divididos por faixa etária, somando população de 22.114 mil pessoas e totalizando a aplicação de 44.228 doses.

Para a vacinação, são considerados os profissionais que atuam em espaços e estabelecimentos de assistência e vigilância em saúde, sejam hospitais, clínicas, ambulatórios, laboratórios ou outros locais.

Desta maneira, estão sendo contemplados médicos, enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, biólogos, biomédicos, farmacêuticos, dentistas, fonoaudiólogos, psicólogos, assistentes sociais, educadores físicos, veterinários e respectivos técnicos e auxiliares.

Também estão incluídos os trabalhadores de apoio, como recepcionistas, segurança, auxiliar de limpeza, cozinheiro e auxiliares, motorista de ambulância e outros que trabalham nos serviços de saúde.

Incluem-se, ainda, os profissionais que atuam em cuidados domiciliares, como cuidadores de idosos e doulas/parteiras, bem como os do sistema funerário e demais que conduzem o processo de enterro e têm contato com cadáveres/covas potencialmente contaminados.

Entre os 21 e 24, o órgão municipal priorizou profissionais da Saúde atuantes na Santa Casa, gripário, Pronto-Socorro “Erasmo Peixoto”, Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), UPA (unidade de pronto atendimento), hospital da Unimed e SAD (Serviço de Atendimento Domiciliar).

De segunda-feira, 25, até quarta-feira, 27, as doses foram aplicadas em profissionais de 17 UBSs (unidades básicas de saúde), do Cepcar (Centro de Estimulação Precoce e Adaptação e Reabilitação de Tatuí), do Centro de Fisioterapia, do Cemem (Centro Municipal de Especialidades Médica) “Dr. Jamil Sallum”.

Ainda, forma contemplados profissionais da Casa do Adolescente, Caps (Centro de Atenção Psicossocial), Assistência Farmacêutica, Ambulatório Curativo, Pronto Atendimento (vila Angélica e Jardim Santa Rita de Cássia), Vigilância Epidemiológica, Residências Terapêuticas e CEO (Centro de Especialidades Odontológicas).

Na quinta-feira, 28, a prioridade para a vacinação foi para os profissionais que atuam em cemitérios, funerárias, funcionários de instituições de longa permanência de idosos e servidores da sede da Secretaria de Saúde.

Do dia 20 de janeiro até às 9h de sexta-feira, 29, a VE contabilizava 1.733 profissionais da Saúde imunizados com a primeira dose das vacinas do Butantan e da Oxford/AstraZeneca.

Dando sequência, entre sexta-feira, 29, e segunda-feira, 1º, a prioridade é imunizar os funcionários de clínicas de serviços médicos, odontológicos, de fisioterapia, centros de exames de imagem, laboratórios de análises clínicas e anatomopatológicos.

“Conforme formos recebendo a quantidade de doses, vamos informando os próximos profissionais para que todos sejam vacinados. A intenção é que tudo ocorra sem aglomeração e de uma maneira organizada, atendendo a todos que precisam”, afirmou Tirza.

Além das doses de Oxford, Tirza apontou aguardar um novo lote da Coronavac. Segundo ela, o município ainda não tem previsão de data de chegada.

“Nós não sabemos quando vamos receber mais lotes, mas recebemos nesta semana, recebemos na passada e vamos aguardando, dia a dia, as informações do estado”, acrescentou.

Nesta próxima semana, a cidade disponibiliza doses na: ESF “Othoniel Cerqueira Luz”, na CDHU; ESF “Roseli de Oliveira Camargo”, no Jardim Santa Rita de Cássia; ESF “Mesquita Tibellio Mota”, Jardins de Tatuí; e UBS “Dr. Almiro dos Reis”, vila Dr. Laurindo com atendimento de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 16h.

E, ainda, na unidade básica de saúde “Dr. Aniz Boneder”, na área central, com atendimento em horário estendido, das 8h às 20h, de segunda-feira a sexta-feira, e aos sábados, das 8h às 12h.

“Os polos de vacinação estão com as listas contendo os nomes e CPFs dos profissionais, os quais terão prioridade. Caso não ocorra a apresentação dos documentos, a vacinação não será realizada”, informou Tirza.

Os profissionais a serem contemplados no período de 21 a 28 de janeiro, mas que não compareceram, devem aguardar posicionamento com nova data para poderem receber a imunização.

A partir do dia 15 de fevereiro, os profissionais já imunizados começam a receber a segunda dose. Conforme a secretária, o reforço é feito com o mesmo imunizante que a pessoa recebeu na primeira aplicação.

A partir do dia 8 de fevereiro, receberão a primeira dose os idosos com 75 anos ou mais (4.309). Eles terão a segunda dose no dia 1º de março. Idosos entre 70 e 74 anos recebem a primeira dose no dia 15 de fevereiro, com reforço no dia 8 de março (3.330).

Em seguida, no dia 22 de fevereiro, serão imunizadas as pessoas com idade entre 65 e 69 anos, com reforço em 15 de março (4.298).

Já os idosos entre 60 e 64 anos serão atendidos no dia 1º de março, com reforço no dia 22 de março (5.533). Além desse público inicial, pode haver eventuais quilombolas ou indígenas (não há registros deste público no município).

Os imunodeprimidos ativos na área de saúde, seguidos de autorização médica, também fazem parte da primeira fase de vacinação.

Para os estudantes da área de saúde, somente os que estão em fase de estágio recebem a vacina na primeira fase. Para tanto, devem apresentar um comprovante emitido pela instituição de ensino.

Aposentados pela Saúde, fora das atribuições, deverão aguardar a fase de acordo com a idade, seguindo o protocolo de vacinação.

Como a vacina terá registro nominal no cadastro próprio do Ministério da Saúde, há necessidade de apresentação do Cartão SUS (Sistema Único de Saúde), um documento com foto e a carteira de vacinação, para o registro no prontuário eletrônico do paciente.

Conforme o PMI, caso o cidadão não possua a carteira de vacinação, receberá um comprovante da primeira dose, que obrigatoriamente deve ser apresentado para a aplicação da segunda dose.

No caso dos profissionais de saúde, ainda é necessária a apresentação de um comprovante da atividade laboral (do registro no conselho de classe, crachá, carteira de trabalho, holerite ou contrato de trabalho).

Os trabalhadores que não possuem registro na carteira de trabalho, como cuidadores de idosos, devem apresentar uma declaração de trabalho redigida pelo responsável direto do paciente, contendo: nome, documento (RG e CPF), endereço e contato telefônico do paciente e do funcionário.

O profissional e o empregador são responsáveis pela veracidade da declaração, ficando sujeitos à visita da assistente social e a penalizações.

Pessoas no período ativo da doença devem adiar a vacinação até o fim do isolamento, para evitar confusão com outros diagnósticos.

Para as pessoas que apresentem sintomas, a orientação é, antes de tomar a vacina, procurar o serviço de saúde para atendimento, avaliação e conduta médica, e, posteriormente, realizar a vacinação, em caso de resultado negativo.

Nos casos de resultado positivo, deve-se seguir as orientações comuns a todos. Se o paciente não realizar exame, após dez dias dos primeiros sintomas e se não mais apresentá-los, poderá receber a vacina.

Caso o paciente apresente algum sintoma pós-vacina, deverá ir ao “gripário”, acompanhado obrigatoriamente do comprovante de vacinação e seguir o protocolo (triagem, avaliação, atendimento médico, conduta). Então, será encaminhado à Vigilância Epidemiológica, através de receituário ou outros meios viáveis.

A segunda fase de vacinação ainda está em definição pelo Ministério da Saúde. Conforme anunciado pelo governo do estado, a campanha de imunização será desenvolvida segundo a disponibilidade das remessas do órgão federal.

Sobre as vacinas, embora tenham sido fabricadas com métodos e componentes diferentes, Tirza destacou que as duas têm a mesma finalidade: a imunização contra a Covid-19.

A Coronavac usa o vírus inativado, ou seja, o vírus morto. Já a AstraZeneca utiliza uma técnica nova, chamada de “vetor viral não replicante”. O intervalo mínimo de aplicação entre as doses é de duas a quatro semanas para a Coronavac e de quatro a 12 semanas para a de Oxford.

A tecnologia consiste em usar outro vírus já conhecido como vetor para introduzir genes do coronavírus nas células. O vírus foi alterado geneticamente para não se multiplicar e partes do coronavírus foram adicionadas a ele, o que faz o corpo humano produzir anticorpos ao ter contato com esse vetor.

“Ambas são aprovadas pela Anvisa, e as informações que nós temos recebido é de que são seguras e aptas para serem aplicadas. Temos visto que a Covid-19 tem levado muitas pessoas a óbito e a importância dessas vacinas é imunizar a população contra o vírus e salvar vidas”, enfatizou.

A secretária reforçou que, mesmo com a chegada das vacinas e o início da campanha de imunização, a população deve continuar seguindo as normas de segurança sanitária como forma de prevenção à Covid-19.

“Não podemos deixar de usar a máscara, lavar as mãos frequentemente e manter o distanciamento social. Esses cuidados são essenciais e precisam ser mantidos, independentemente da vacinação”, concluiu Tirza.

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