Boa noite, meu grande amor…

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Quando a noite descer/insinuando um triste adeus/olhando nos olhos teus/hei de, beijando teus dedos, dizer:/boa noite, amor/meu grande amor/  contigo eu sonharei/e a minha dor esquecerei/se eu souber que o sonho teu/foi o mesmo sonho meu…/Boa noite, amor/E sonha, enfim,/pensando sempre em mim,/na carícia de um beijo/que ficou no desejo/boa noite, meu grande amor!

Estes versos são da valsa que dá título e abre a cortina desta crônica. Seus autores são José Maria de Abreu e Francisco Mattoso. Seu grande e inesquecível intérprete foi Francisco Alves – o Rei da Voz -, ali pela metade do século passado. Tempos românticos aqueles!

Com ela quero homenagear a Mulher pelo seu dia internacional – 8 de março.

Merecida homenagem a quem, infelizmente, sofreu e sofre, até os dias de hoje, o martírio das violências espantosas no corpo e na alma, tanto no trabalho fora de casa como no recesso do lar, faustoso ou miserável.

Logo a mulher! A mulher que, sendo mãe ou não, jamais se despoja do sacrossanto instinto da maternidade, do amor caridoso, oblativo, amor responsável pela criação e educação de tantos filhos alheios.

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Como pode tal criatura ser explorada no seu trabalho profissional, escravizada pela ganância capitalista, humilhada, discriminada, assediada moral ou sexualmente? Como pode a professora ser agredida moral ou fisicamente por seu aluno? E esses “maridos”, “companheiros”, “namorados” espancando, covardemente, mulheres indefesas, mutilando-as – às vezes chegando ao feminicídio?!

E o trabalho da mulher na área social, espiritual e educacional? Madre Teresa de Calcutá, Irmã Dulce (na Bahia), Madre Maria Theodora (vinda da França para Itu). E a saga da mãe de Jesus!

Conta-se que um jornalista americano vendo o trabalho de Madre Teresa de Calcutá, entre os pobres e doentes, disse a ela: eu não faria isso nem por um milhão e meio de dólares, ao que ela respondeu: eu também não faço por um milhão e meio de dólares. Faço por Jesus. E Bibi Ferreira que consagrou sua vida à música e ao teatro para consolar e distrair tantos corações carentes!

Pois é. À Mulher impregnada de tantas e tantas virtudes, e tantas vezes injustiçada, eu me inclino, reverencialmente, neste dia mundial a ela consagrado, para, carinhosamente, sussurrar-lhe: Boa noite, meu grande amor…

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