Garotos tatuianos seguem para testes em núcleo do Flamengo

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Luís Felipe, Miguel, Felipe Turri, Rafael e Alemão passaram por avaliações na primeira semana de fevereiro (Foto: Divulgação)
Da reportagem

Durante o mês de fevereiro, sete jovens atletas tatuianos viajaram a Curitiba (PR) para nova etapa de avaliações do Trieste Futebol Clube, núcleo de captação de atletas do Clube de Regatas do Flamengo.

Para permaneceram por uma semana no clube de base na capital paranaense, sendo observados, os jogadores participaram de uma “peneira” em um dos treinos do Bom de Bola, no estádio “Professor José Simeão Sobral”, na vila Jurema, em novembro do ano passado.

Conforme Diego Barros, treinador do Bom de Bola, o Trieste solicitou que as avaliações fossem feitas de maneira “diferente”, em forma de amistosos, os quais foram disputados contra o Saint Roch, de Boituva, e o Projeto Resgate, de Itapetininga.

Na oportunidade, o goleiro Marcus Vinícius, da categoria sub-11, o zagueiro João, da sub-14, o lateral-direito Kauã, da sub-10, os meio-campistas Rafinha e Miguel, da sub-9, e o atacante Riyan, o Alemão, também da sub-9, foram selecionados.

Além deles, o Trieste ainda selecionou outros três jogadores do Bom de Bola em uma avaliação realizada em Boituva: Matheo, da sub-9; e Gabriel e Luiz Guilherme, ambos da categoria sub-11.

Anteriormente, o núcleo de captação já havia realizado peneiras na região – inclusive, em Tatuí -, em fevereiro de 2020. Entre os 11 tatuianos, na ocasião, alguns deles também tiveram as viagens agendadas para este mês.

No dia 11 de janeiro, alguns dos atletas, acompanhados dos respectivos responsáveis, deveriam embarcar para etapa de treinamentos na sede do Trieste. Barros também iria à capital paranaense para passar por período de estágio.

Entretanto, três dias antes da viagem, a prefeitura de Curitiba publicou decreto municipal prorrogando a “bandeira laranja”, com medidas restritivas para frear a disseminação do novo coronavírus, por mais 15 dias.

A viagem de Luís Felipe, Miguel, Felipe Turri, Matheo, Rafael e Alemão aconteceu somente na primeira semana deste mês, entre os dias 1º e 5. Eles ainda deverão retornar para uma nova etapa de avaliações.

Na semana passada, foi a vez de Luiz Guilherme e Paulinho embarcarem para as avaliações em Curitiba. Já nesta semana, os tatuianos observados pelos profissionais do Trieste são Gabriel e João.

Segundo Barros, os garotos mais novos devem integrar um projeto de monitoramento, justamente por conta da pouca idade. “Por eles terem de oito para nove anos, é necessário observar com mais carinho, pois são muito novos”, reconhece.

O treinador afirma que alguns garotos “sentem um pouco” a adaptação e necessitam de uma nova etapa, após um período de treinamento, onde eles residem. O Trieste enviou ao Bom de Bola um relatório para que seja observada a evolução de cada jogador.

Entre os atletas que estiveram na capital paranaense no início do mês, segundo o técnico do Bom de Bola, Miguel foi quem mais agradou ao Trieste.

Contudo, os outros continuarão sendo observados para, em breve, passarem por uma nova avaliação. O resultado de Luiz Guilherme Paulinho, até então, não havia sido divulgado.

De acordo com Barros, o processo realizado em Curitiba é muito rigoroso. Ele conta que, além do desempenho dentro de campo, os jogadores têm os comportamentos observados por profissionais do clube de base.

“Alguns sentem a ansiedade e outros brincam demais. Tudo isso é muito normal na idade deles”, admite o técnico do Bom de Bola.

Barros reforça que o núcleo do Flamengo é extremamente cuidadoso e frisa ser importante a compreensão dos pais no processo de captação de atletas. “Atualmente, desconheço uma estrutura que realize este trabalho de captação”, garante Barros.

“Alguns pais que estiveram em Curitiba, agora, poderão decidir dar continuidade ou não a este processo. Cada pai sabe o que é melhor para seus filhos”, complementa.

Ele garante ter ficado bastante contente em ver os jogadores felizes, durante a etapa de avaliação, sem se preocuparem com o futebol desempenhado. Conforme Barros, “é preciso entender avaliações como etapas de crescimento e não como uma vitória ou derrota”.

“Às vezes, nos cobramos demais e esquecemos o quanto foi importante estarmos com os garotos, durante uma semana, fazendo o que mais amam”, reconhece.

“Tem garotos que viajam sete, oito vezes pra Curitiba até uma decisão ser tomada, e alguns deles decidem seguir outros caminhos”, completa Barros.

Em breve, os jovens atletas tatuianos seguirão para novas avaliações. No entanto, não há data estipulada. Isto ocorre porque, após 29 dias na bandeira amarela (menos restritiva), a prefeitura determinou, na quarta-feira, 24, a regressão à bandeira laranja, impedindo as avaliações pelo menos até 10 de março.