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    Donos de imóveis interditados serão ressarcidos pela Sabesp





    A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) informou que os donos das casas interditadas no Jardim Gonzaga, por conta de rachaduras, serão indenizados. A decisão foi tomada com base em laudo da perícia técnica concluído no dia 30 de maio e divulgada a O Progresso no final da semana passada.

    Em nota à redação, a empresa não detalha o teor do documento. Relata, apenas, que os moradores das casas de números 10, 14 e 18 – localizadas na rua Roque Bueno de Campos – terão ressarcidos os danos materiais provocados pelas rachaduras.

    Conforme a companhia, os proprietários haviam sido notificados da decisão na semana passada (início de junho). Na ocasião, também receberam orientações sobre os “procedimentos para que a empresa finalize o caso”.

    Ainda segundo a Sabesp, no dia 30 de maio, a Defesa Civil realizou nova vistoria nas propriedades. Ao final do procedimento, o órgão teria constatado que não havia risco estrutural das edificações em duas residências.

    “Apenas na casa de número 14 ainda será mantida a interdição parcial de dois cômodos até que os reparos sejam concluídos”, citou a Sabesp.

    “A companhia lamenta pelos fatos e se coloca à disposição dos moradores para qualquer outro esclarecimento”, concluiu a empresa, por meio de assessoria de imprensa.

    Os moradores tiveram de deixar as casas no dia 18 de maio, por conta de trincas e rachaduras, conforme contou um dos proprietários, o comerciante João Maciel, 38.

    Em entrevista a O Progresso, ele relatou que os problemas surgiram depois de a Sabesp ter sido acionada para resolver questão de falta de água.

    Maciel afirmou que a equipe da companhia havia feito uma primeira avaliação e dito que voltaria com equipamento necessário para fazer o conserto. “Nesse intervalo, uma caminhonete passou pela rua e o asfalto acabou cedendo, fazendo com que o veículo ficasse preso”, declarou o morador.

    A caminhonete foi retirada pelos próprios moradores, que constataram um vazamento. Maciel disse que, assim que os funcionários da Sabesp tiravam a terra para conter o vazamento, foram aparecendo rachaduras nas casas próximas ao local. O vazamento foi contido, mas três imóveis tiveram danos nos cômodos da frente.

    A Defesa Civil compareceu ao local ainda no domingo e orientou as famílias a passarem a noite na casa de parentes ou amigos. No dia seguinte, 19, um engenheiro da DC esteve no local para fazer avaliações.

    O profissional produziu relatório e determinou a interdição das propriedades.