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    Concórdia e discórdia na Terra do Sol

    Aqui, Ali, Acolá

    José Ortiz de Camargo Neto *

    “Parece que o fanatismo, indignado depois de pouco sucesso da razão, se debate contra ela com mais raiva” (Voltaire).

    Caros amigos:

    A palavra “concórdia” (com + cordis) significa “com o coração”, indicando algo feito com amor, afeto, tolerância, compreensão. Só tal caminho leva à realidade.

    “Discórdia”, briga, guerra, tem sentido exatamente oposto. “Dis” significa afastamento, oposição, privação ao verdadeiro sentimento do coração, que é o amor.

    Examinando nossa situação vemos que predomina amplamente a discórdia, de lado a lado. Ou seja: o desamor, sinônimos de ódio.

    Todos nós, como indivíduos ou como grupos temos virtudes e erros, ninguém é perfeito.

    Porém nas disputas ideológicas de hoje, cada grupo se vê totalmente certo e o outro totalmente errado, sendo incapaz de ver em si mesmo as falhas que enxerga no outro.

    Será que o outro grupo não tem nada certo? Será que meu grupo não tem erro algum? Como chegar ao meio termo?

    Tal pergunta só surge quando usamos o coração, buscando a concórdia.

    Só nesse caso, conseguimos tirar a trave que está em nosso olho para podermos tirar o cisco do olho de nosso irmão. E essa conscientização é a única chave para nosso equilíbrio e saúde.

    Conforme Aristóteles, a virtude está no meio, não nos extremos, o diálogo democrático, afetivo e sereno é o único caminho para a concórdia.

    O único meio de a nação aproveitar os acertos de cada grupo e evitar seus enganos.

    Fora disso, é a ruína.

    Até breve.

    * Jornalista e escritor tatuiano