
Aqui, Ali, Acolá
José Ortiz de Camargo Neto *
Caros amigos:
De acordo com estatísticas recentes, a maior religião do mundo hoje é a cristã, com cerca de 2,3 bilhões de adeptos — quase 30% da população mundial.
Os islamitas (muçulmanos) vêm logo a seguir, somando cerca de 2 bilhões de seguidores (ao redor de 26% da população global). Por fim, o judaísmo, o tronco que originou essas grandes vertentes, surge como uma religião numericamente menor, contando com cerca de 15 milhões de pessoas no mundo.
Caso sejam corretos esses números, isso indica que mais da metade (quase dois terços da Humanidade) professa o monoteísmo, trazido ao mundo por Abraão (a quem o Criador se manifestou primeiramente).
Essa fé no Deus Único foi consolidada pelo filho e pelo neto de Abraão, Isaque e Jacó, depois por Moisés, os profetas, reis como Davi e Salomão, e sábios de sua descendência. O maior descendente de Davi entre todos é o próprio Cristo.
Diante disso, é impossível não nutrir uma gratidão profunda ao povo que aceitou primeiramente o monoteísmo e que, em sua trajetória pelos séculos e milênios, nos presenteou com a religiosidade verdadeira, pois se hoje somos cristãos, islamitas ou judeus, devemos à linda e resistente história do povo judaico.
Não podemos esquecer, por exemplo, que Jesus era judeu. Sua Mãe, Maria, também era judia. São José, igualmente, assim como todos os primeiros apóstolos pertenciam a essa mesma linhagem. Portanto, se hoje a maior religião do mundo é a cristã, há uma dívida histórica de gratidão às suas origens.
Do mesmo modo, o Islã se conecta a essa mesma árvore. Ismael, filho de Abraão com a serva Agar, é considerado o ancestral direto dos povos árabes e, logo, do profeta Maomé, que fundou o Islamismo no século 7.
Segundo a tradição e as genealogias, os povos árabes do norte são descendentes diretos de Ismael. O profeta Maomé nasceu nessa linhagem, na tribo dos coraixitas, em Meca. Portanto, historicamente e espiritualmente, os muçulmanos veem Ismael como o patriarca dos árabes, assim como Isaac é visto como o patriarca dos judeus.
No fim das contas, as três religiões monoteístas do plneta brotaram da mesma raiz. Somos todos, de uma forma ou de outra, filhos espirituais do mesmo patriarca Abraão, porque somos todos filhos do mesmo Deus que a ele se revelou.
Obrigado a todos os que aceitaram a orientação divina, dentro deste povo ancestral de todos nós!
Até breve.
* Jornalista e escritor tatuiano.




