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    O Relacionamento





    De tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantar-se o poder nas mãos dos maus, o homem chega a rir-se da honra, desanimar-se de justiça e ter vergonha de ser honesto. (Rui Barbosa)

    O Relacionamento

    O relacionamento entre patrões e empregados é algo considerado nevrálgico. De um lado, os patrões apontam falhas em seus empregados, que vão desde o desinteresse pelas tarefas a executar à desonestidade.

    Do outro lado, os empregados reclamam de patrões excessivamente rigorosos, exigentes, desagradáveis.

    Há pouco tempo, uma pesquisa realizada por um grupo especializado em consultoria empresarial, em nosso país, mostrou, que 29% dos executivos e gerentes consideram o relacionamento com o seu superior o principal motivo de satisfação no trabalho.

    Mais do que isso, 60% dos funcionários se declararam propensos a deixar de aceitar convites de outras empresas, para permanecer ao lado do chefe. E isso até mesmo em situações em que a oferta salarial é maior.

    A razão dessa mudança no relacionamento entre chefia e subordinados está no aparecimento de um novo padrão de chefe.

    Um padrão que inclui ser o chefe uma pessoa que sabe dividir os seus conhecimentos. Não é alguém que se acredite superior a todos, dono da verdade.

    Ao contrário, passa sua experiência, sua sabedoria aos subordinados, num incentivo a que cresçam.

    Por ser um líder autêntico, não teme ser substituído e compartilha de tudo que sabe com aqueles pelos quais guarda a responsabilidade da condução e orientação.

    É também uma pessoa correta e honesta que aponta os erros aos funcionários e lhes explica a forma correta de fazer. Não retira a tarefa de quem errou, ao contrário, pede que ele refaça a atividade, sob sua supervisão e orientação diretas.

    Esse líder sabe fazer críticas, mas também faz elogios, atento a que todos necessitam de estímulos para melhor exercer as suas atividades.

    Por conhecer o seu pessoal, incentiva a equipe a desenvolver o seu potencial, estabelecendo metas e sugerindo estratégias.

    Aceita sugestões, abrindo espaços ao diálogo franco e aberto. Permite que todas as ideias sejam colocadas na mesa e, com calma, analisa uma a uma com o grupo.

    O chefe ideal é, assim, um líder que sabe trabalhar em equipe, valorizando a todos e a cada um. Por isso, para o empregado, estar subordinado a uma chefia com essas qualidades é agradável.

    De todos os líderes, o maior com certeza foi Jesus. Escolheu seus colaboradores diretos entre as camadas simples do povo, dando especial atenção às qualidades de cada um.

    Exemplificou o que esperava do grupo, trabalhando com entusiasmo e alegria. Não se cansava de ensinar, explicar, utilizando a linguagem do entendimento geral a fim de se fazer bem compreendido.

    Quando as discussões aconteciam no grupo evitava tomar parte, guardando neutralidade, mas registrando em seguida as decisões daquele punhado de homens que nele reconheciam a superioridade em todos os sentidos.

    Finalmente, antes da morte, convocou-os para o serviço especial na sua seara, levando em consideração os seus gostos, os seus interesses e as suas aptidões pessoais. Por isso, os nomeou pescadores de almas, habituados que estavam ao trabalho com redes, barcos e peixes.