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    Cabo de energia solto na zona rural mata jovem de 20 anos

    Ayan Martins, também conhecido como Monge, era lutador de jiu-jitsu (crédito: Arquivo pessoal/Facebook)

    Um cabo de energia elétrica, solto da rede e desencapado, matou um jovem de 20 anos na manhã de segunda-feira, 20, em um sítio da zona rural de Tatuí. O atleta profissional Ayan Gonçalves Martins, morador de São Paulo, morreu no local da descarga elétrica.

    Martins estava com a namorada e alguns amigos um sítio de propriedade da família dela. O grupo caminhava em direção a outro sítio para chegar ao rio Sarapuí. No caminho, tiveram que desviar de alguns bois.

    De acordo com o boletim de ocorrência, registrado pela namorada do jovem na Delegacia Central, ainda perto da sede do sítio, Martins pisou em cima de um cabo de energia rompido, rente a um poste.

    Segundo as testemunhas, o atleta gritou inesperadamente, pedindo ajuda. Um dos amigos levou um choque ao tentar levantá-lo, achando que tivesse sido picado por algum animal.

    Conforme o BO, o cabo elétrico ficou preso em uma das pernas de Martins por cerca de 30 minutos. Nesse período, os amigos tentaram soltar o atleta, mas não conseguiram. Quando o cabo foi retirado, a vítima já estava desacordada.

    O grupo levou Martins até o pronto-socorro e uma equipe médica do plantão ainda tentou fazer procedimentos de reanimação.

    O médico declarou o óbito às 11h05 e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal. A Polícia Civil registrou o boletim de ocorrência como homicídio culposo, quando não há intenção de matar, e citou a concessionária de energia Elektro entre as partes.

    A reportagem de O Progresso tentou contato por telefone e e-mail com a assessoria de imprensa da Elektro, mas não obteve resposta. Também houve tentativas de contato por telefone com o escritório da empresa em Tatuí.

    MONGE

    Martins era conhecido como “Monge” e lutava jiu-jitsu no Centro de Treinamento PSLPB “Cícero Costa”. Nas redes sociais, vários atletas e segmentos ligados ao esporte prestaram homenagens pela morte do jovem.

    O “Clube do Faixa Preta” decretou luto pela morte do atleta. De acordo com a agremiação, depois de um velório em São Paulo, o corpo seria levado até Macapá, capital do Amapá.

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