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    Gestora de Saúde diz que trabalho para repor médicos está em curso





    Questão debatida na Câmara Municipal e divulgada em veículos de comunicação regional, a falta de médicos nas UBSs (unidades básicas de saúde) deve ser equalizada nos próximos dias. É o que declarou a O Progresso Vera Lúcia das Dores, secretária municipal da Saúde.

    Em entrevista, ela afirmou que a pasta já iniciou trabalho de reposição dos profissionais. O problema abrangeu unidades do PSF (Programa Saúde da Família) do Jardim Gonzaga e Jardim Santa Rita de Cássia e a UBS da vila Esperança.

    Para esse primeiro bairro, a secretaria conseguiu encaminhar um novo médico. Nas outras duas localizadas, a reposição deve acontecer nos próximos dias.

    Vera Lúcia ressaltou que a secretaria registrou dificuldades com contratação de médicos antes do retorno dela para a pasta. A gestora disse que a equipe atual está “conseguindo trazer mais profissionais para repor as vagas em aberto”.

    “Prova disso é que, no Jardim Gonzaga, temos um médico desde quarta-feira da semana passada (24 de junho), conforme eu combinei”, argumentou.

    Vera Lúcia explicou que a Prefeitura está aguardando somente a documentação dos novos profissionais que serão alocados no Santa Rita e na vila Esperança.

    Conforme ela, o problema no Jardim Gonzaga perdurou por 15 dias. “Esse foi o primeiro caso que peguei quando voltei para a secretaria”, afirmou. Também segundo Vera Lúcia, o PSF do bairro foi o único a ficar “descoberto totalmente”.

    A reposição foi feita com um médico da rede municipal. O profissional atende no período da tarde e deverá ser auxiliado por outro médico no período da manhã.

    Esse segundo será contratado a partir da conclusão da documentação por parte da Prefeitura. A expectativa é de que a reposição aconteça nesta semana.

    O trabalho de reposição está a cargo do médico Marcelino Mantovaneli. Vera Lúcia informou que ele está viabilizando a contratação de mais dois profissionais.

    Pelo menos um deles deve ser contratado efetivamente na segunda-feira, 6. O médico reforçará o atendimento no programa do Santa Rita, desfalcado por conta de pedidos de exoneração apresentados por dois profissionais.

    Atualmente, o atendimento é realizado por uma médica. “Não sei dizer quanto tempo o PSF do Santa Rita está nessa situação, porque fiquei um tempo afastada. Mas, assim que retornei, vi essa necessidade, que será sanada”, disse a gestora.

    Para a vila Esperança, Vera Lúcia informou que novos médicos estão sendo contatados. “Estamos verificando o que é possível fazer. Não digo que estou com essa necessidade. Eu estava, até a semana passada, mas tivemos êxito”, disse.

    Vera Lúcia alegou que o prazo para a contratação de um novo médico é relativamente demorado por conta dos trâmites e da avaliação. “Não se pode contratar qualquer um. Nós temos que nos preocupar com a necessidade do bairro, procurar um perfil que esteja de acordo”, argumentou.

    Conforme a gestora, caso a reposição seja feita sem critério, ela pode gerar reclamação. “Então, é preciso ter todo um cuidado para a escolha do profissional, verificar se ele está de acordo com a comunidade para evitarmos problemas futuros, como um desligamento por não adaptação”, comentou.

    Apesar disso, o prazo de contratação tende a ser menor. Vera Lúcia explicou que, por se tratar de uma emergência, a reposição ocorre sempre de modo mais rápido.

    “Eu não posso ficar somente com uma médica numa região populosa como o Santa Rita. Eu entendo que isso causa danos à população e também compreendo a insatisfação, mas a busca não parou”, disse.

    Quando há falta de médicos, Vera Lúcia mencionou que a secretaria orienta que seja feito um redirecionamento. No caso do Jardim Gonzaga, os moradores precisaram deslocar-se para a vila Angélica, ou para o São Cristóvão. Quem reside no Santa Rita está tendo de procurar atendimento no Rosa Garcia.

    A dificuldade no atendimento pela falta de médicos fez a agenda de espera das UBSs e dos PSFs aumentar. Mesmo com a contratação de novos profissionais, o tempo de atendimento não deve ser normalizado em prazo mais curto.