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    Família sofre extorsão em Tatuí e ameaças para ‘dar seus pulos’

    Da Redação

    Um caso de extorsão em Tatuí envolve dois membros de uma mesma família, que alegam estar sendo vítimas de “cobranças abusivas e ameaças”. A ocorrência foi formalizada no plantão policial na terça-feira, 24 de fevereiro, mas os fatos teriam começado no dia 10 de outubro de 2025.

    Nessa data, um aposentado de 74 anos realizou a troca de quatro cheques com um engenheiro de 37 anos. Segundo relatado, somavam R$ 12,7 mil, e teriam sido repassados ao investigado a troco de R$ 7.500. As negociações, contudo, teriam tido sequência nos dias 6 de novembro, 1º e 10 de dezembro de 2025.

    Conforme consta o registro policial, após as transações iniciais de devolução, o acusado passou a exigir valores superiores aos acordados, alegando incidência de juros. As cobranças teriam alcançado o montante de R$ 15 mil.

    Ainda segundo o relato das vítimas, o aposentado afirma ter efetuado pagamentos em espécie que somam cerca de R$ 3.200. Já uma filha dele também passou a contribuir para quitar a dívida.

    Ela teria entregado ao investigado um telefone celular da marca Apple, modelo iPhone 16, que, segundo a vítima, teria sido vendido por aproximadamente R$ 2.400.

    A filha também relata ter trocado um aparelho da marca Motorola por outro, sob a justificativa de diferença de valor, além de ter vendido um segundo celular da mesma marca, por R$ 2.100, destinando a quantia ao pagamento das cobranças.

    As datas exatas das entregas não foram informadas, tampouco os números de Imei dos aparelhos.

    As vítimas afirmam, ainda, que o investigado tem comparecido com frequência em frente à residência da família para realizar cobranças, ocasião em que teria proferido ofensas e pressionado por novos pagamentos.

    Em uma das conversas, conforme relatado, ele já teria afirmado que a dívida seria de R$ 14 mil, orientando que a empresária “desse seus pulos” – inclusive, sugerindo a venda de móveis e outros bens, além de declarar que estaria “perdendo a paciência”.

    Os quatro cheques entregues inicialmente, porém, já teriam sido depositados pelo investigado, assegura o denunciante. A família declara estar amedrontada, inclusive, com receio de sair de casa, razão pela qual procurou a unidade policial para relatar os fatos e solicitar providências.