
Raul Vallerine
Se você se sente só, é porque provavelmente construiu muros ao invés de pontes! (William Shakespeare)
Se você se sente só, é porque provavelmente construiu muros ao invés de pontes.
Li e concordo com essa frase, pois muitas vezes nem nos percebemos de quando erguemos muros ao invés de tentarmos as pontes da comunicação entre as pessoas com quem gostaríamos de conviver.
Pois os obstáculos não são somente físicos, mas, muitas vezes simplesmente insinuados, o que pode tirar inteiramente a disposição de interlocutores de emitirem suas opiniões, seus valores pessoais, suas ideias a respeito de qualquer tópico abordado inicialmente.
Se já no início de um determinado assunto nos colocamos com uma opinião inflexível, fica difícil argumentarmos sem que se crie um mal-estar inicial.
Temos que estar abertos a novos argumentos para que consigamos o ideal que seria o diálogo, a conversa, a exposição de pontos de vista, com os quais podemos aprender se estivermos dispostos. Mas para isso, devemos ter a nobre humildade de expor as diferenças de opiniões sem que haja críticas ou ofensas desnecessárias.
Mesmo porque, no caso de somente ouvirmos comentários desagradáveis, essa atitude pode interferir demais na nossa autoconfiança, e com isso diminuir nossa produtividade e criatividade.
Por isso, se construímos pontes simbólicas de comunicação, para que as críticas não ofendam a quem queremos ajudar, essas pontes poderão ser transpostas com simpatia e interesse.
O que, nesse caso, facilita tremendamente a abordagem no sentido de ajudarmos na transformação ou na atitude a ser tomada, sem que a pessoa se sinta ofendida, porque se isso acontece, ao invés de se sentir ajudada, ela vai resistir até mesmo a uma ajuda que lhe poderia ser extremamente útil.
Assim, a abordagem, mesmo quando oferecemos algo, deve ser cautelosa para não construirmos um muro, o que dificultaria tremendamente a comunicação, mas sim uma ponte.
A ponte é um meio de entendimento, de entrosamento entre as pessoas para que tudo possa transcorrer de maneira mais fácil e, com isso, podermos obter os resultados pelos quais lutamos.
Basta olharmos uma figura de uma ponte para compreendermos que significa um meio de acesso a outros locais, muitas vezes diferentes e nos quais observamos e aprendemos.
Já os muros sempre nos dão a ideia da falta de travessia, de diálogo, de troca de conceitos, nos impedindo de aprender, e, portanto, de progredir.
É simbólica e importante essa troca, pois vemos exemplos no mundo, tanto político, como social e geográfico.
Ao ser derrubado o muro de Berlim, foi possibilitada a aproximação das pessoas, que antes estavam tão próximas, e, no entanto, não conseguiam se encontrar ou se ver.
Quantas descobertas devem ter ocorrido, quantas surpresas ao descobrirem um mundo novo além daquele muro, que os impediu por tantos anos de acompanhar o progresso e conhecer pessoas com outras ideias, outras intenções e outras realizações.
Construamos, portanto, pontes que nos levarão a progressos de todas as formas, e a aprender e viver outras histórias, sempre com as novidades que nos serão apresentadas, uma vez derrubada nossa resistência.
Muros ou Pontes? Diante desta pergunta, paramos para refletir sobre a importância de constantemente avaliarmos se, em nossas vidas, nas relações humanas que estabelecemos e nutrimos ao longo de nossa história, construímos muros ou pontes.
Tem uma frase sobre Cristo em um livro de Augusto Cury que diz: “Nunca alguém tão grande se fez tão pequeno para tornar grandes os pequenos”.
Ele com certeza foi o maior e melhor construtor de todos os tempos, e que obra grandiosa ele nos deixou.
E então, como anda sua jornada? No caminho há mais pontes ou mais muros?



