Vereadores voltam de recesso com mais críticas aos serviços da UPA

Poder Legislativo deseja disponibilização de vagas de urgência em UBSs

Vereadores retornam ao plenário após 20 dias de recesso (foto: Eduardo Domingues)
Da reportagem

Após cerca de 20 dias de recesso parlamentar, os vereadores retornaram ao plenário da Câmara Municipal, na segunda-feira, 1º, abordando novamente um tema recorrente no ano: a UPA (unidade de pronto atendimento) “Augusto Moisés de Menezes Lanza”.

Dos 17 parlamentares, sete assinaram requerimentos com diversas reinvindicações sobre unidade de saúde. Entre as principais manifestações, eles reclamam da demora no atendimento aos pacientes.

Com o intuito de “desafogar” e diminuir o tempo de espera na UPA, Fábio Antônio Villa Nova, Micheli Cristina Tosta Gibin Vaz (ambos do PP), Paulo Sérgio de Almeida Martins (PRTB) e Jairo Martins (PSD) protocolaram o requerimento 2.037/22.

Eles pedem para que o prefeito Miguel Lopes Cardoso Júnior informe sobre a possibilidade de criar vagas de urgência em UBSs (unidades básicas de saúde), com a finalidade de “atender às necessidades da população de todos os bairros”.

Conforme Micheli, “a sugestão é válida, uma vez que existe superlotação na UPA, pois as UBSs não oferecem vagas para atendimentos de urgência”. Segundo a vereadora, apesar do tempo variar de uma UBS a outra, as consultas costumam ser agendadas para atendimento entre 30 e 60 dias posteriores.

“Desta forma, o munícipe não precisa ir à UPA para aguardar de quatro a seis horas por um atendimento médico, podendo ser atendido próximo à casa dele. Esta estratégia ainda diminuiria o número de pessoas que se deslocam à UPA”, exemplificou Micheli.

De acordo com Villa Nova, a demora nos atendimentos na UPA não é decorrente de uma eventual falta de médicos, apontando que, atualmente, o quadro de profissionais corresponde à necessidade.

O parlamentar relatou que, conforme o contrato firmado com a atual gestora, são seis médicos de plantão no período diurno e quatro no noturno. Ele reconhece a possibilidade de profissionais não poderem trabalhar quando adoecem ou têm imprevistos, mas garantiu que a escala está completa.

De forma semelhante, Márcio Antônio de Camargo (PSDB) apresentou o requerimento 2.054/22, questionando a prefeitura se há estudo para tornar mais ágil os atendimentos dos pacientes.

Já o presidente do Legislativo, Antonio Marcos de Abreu (PSDB), é o autor do requerimento 2.004/22, endereçada à Comissão de Avaliação da UPA. Ele pede que a comissão informe se a gestora da unidade está cumprindo com o contrato e todas as metas estipuladas.

Ainda em relação à UPA, o requerimento 2.066/22, protocolado pelo vereador Eduardo Dade Sallum (PT), questiona se o Executivo pretende tomar providências para solucionar a “grave situação” em que se encontra a unidade de saúde.

Ainda sobre a área da Saúde, pelo requerimento 1.996/22, José Eduardo de Morais Perbelini (Republicanos) pede que a prefeitura crie um cargo de médico clínico-geral no Cemem (Centro Municipal de Especialidades Médica) “Dr. Jamil Sallum”, para atender exclusivamente funcionários públicos municipais.

“É merecedor que os quase 4.000 funcionários públicos de Tatuí sejam atendimentos por um profissional no Cemem. É uma valorização importante, que acredito que a prefeitura poderá atender”, concluiu Perbelini.

Na primeira sessão ordinária pós-recesso, os parlamentares debateram e aprovaram, ao todo, 88 documentos. A pauta da reunião foi composta por 9 indicações, 71 requerimentos e 8 moções de aplausos e congratulações.

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