O Valor da Vida!

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RAUL VALLERINE

Há quatro questões de valor na vida: O que é sagrado? Do que é feito o espírito? Pelo que vale a pena viver? e pelo que vale a pena morrer? A resposta a cada um é a mesma, só o amor.

Johnny Depp

A vida é cheia de mistérios. Coisas que nós não conseguimos desvendar, se não refletirmos um pouco, principalmente sobre as perguntas que, frequentemente, surgem no nosso cotidiano.

Por que que estamos aqui? Qual é a nossa missão? Qual é o verdadeiro valor dessa vida? Quais os atos que podem concorrer para se mudar o mundo para melhor?

Se pararmos para pensar um pouco mais sobre isso, veremos que a primeira coisa que vem à nossa mente é que a vida é feita de coisas materiais, como a necessidade de possuir dinheiro, para adquirirmos bens como joias, automóveis, imóveis etc.

Nem sempre as pessoas param para refletir sobre o verdadeiro significado das coisas. Iludem-se com a riqueza vinda do acúmulo de bens e, principalmente, do dinheiro. Trocam a vida pela incessante busca dos valores materiais.

Acreditam que, ao se sacrificarem trabalhando de sol a sol, finalmente ao fim da vida farão jus à riqueza e consequentemente à felicidade. Poucos percebem que tropeçam na riqueza todos os dias, sem se darem conta que são felizes e que a felicidade não depende o dinheiro.

Há uma antiga história que fala de um grande imperador que, ao ver sua morte se aproximar, chamou um de seus vassalos e fez a seguinte observação.

Quando eu morrer quero que meu caixão seja carregado pelos melhores médicos desse reino. Que toda minha fortuna, ouro, joias, dinheiro, seja espalhada pelo cortejo até o cemitério e, por último, que minhas mãos fiquem estendidas fora do caixão.

Sem nada entender, o criado pediu explicações sobre esse pedido inusitado. O imperador então explicou. Quero que as pessoas vejam que, por mais rico que uma pessoa seja e mesmo que ela possa pagar os melhores médicos, ela não conseguirá vencer a morte.

Não há medicina, nem se conhece nenhuma ciência que tenha vencido a morte, mesmo quando há enormes verbas investidas.

Quando peço que espalhem minha fortuna pelo caminho quero que todos saibam que por mais rico e poderoso que alguém possa ser, não poderá comprar a morte. Tudo que aqui adquirimos aqui vai ficar.

Ninguém levará bens materiais junto a si. Até entendo essas mensagens de vida, meu senhor – disse o criado – mas porque as mãos para fora do caixão? Então o imperador prosseguiu: É para que todos vejam que nós viemos para este mundo de mãos vazias e é dessa forma que sairemos dele.

Com certeza esta história nos serve de reflexão. Antes de valorizarmos o dinheiro, a riqueza, deveríamos dar real valor ao milagre da vida.

Quando se vai a um hospital podemos encontrar lá muitas pessoas que dariam tudo para poder respirar, sem aparelhos, o ar que nós temos de graça.

Quantos não gostariam de beber uma pura e suave água, sentindo aquele maravilhoso frescor quando este preciosos liquido passa pela garganta e se aloja em seu organismo, ao invés de submeter-se a agulhas que levam soro a suas veias?!

Ou então poder conversar com as pessoas, ver os amigos, conversar com os filhos, receber um abraço e dar um grande beijo, ao invés de ser submetido a amargos remédios, dolorosas aplicações de drogas em seu corpo?!

Onde você deposita seus valores? Em qual banco? Em qual cofre? Saint-Exupéry escreveu que “Apesar da vida humana não ter preço, agimos sempre como se certas coisas superassem o valor da vida humana”.

No entanto, basta uma pequena reflexão para entendermos que nada tem mais valor na vida que a própria vida.

Com todos seus contratempos, com todas suas mazelas, a vida ainda é o nosso maior bem. Porque então não investir mais numa vida plena e maravilhosamente rica em saúde, cercada de bons amigos?