Sensei é selecionado para lives do ‘KWF’

Daniel Martinho é um dos professores que ministram aulas de caratê ‘kyokushin’

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Aulas online são promovidas pela KWF (Kyokushin World Federation) (Foto: Divulgação)
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Da reportagem

O sensei Daniel Martino, proprietário da Academia Ronin de Artes Marciais, foi um dos professores selecionados para ministrar aulas online promovidas pela KWF (Kyokushin World Federation, em tradução livre, Federação Mundial de Kyokushin) Brasil, durante a pandemia.

O tatuiano, detentor de títulos nacionais e internacionais de caratê “kyokushin”, começou a dar aulas em 1999. Apesar de ter abandonado os tatames e aberto o dojô em 2009, ele segue transmitindo a experiência da carreira aos alunos.

Desde o mês de abril, Martino foi escolhido como responsável pelo planejamento de aulas virtuais da federação no país, além de ministrar as “lives” de treinamentos de preparo físico aos atletas de competição.

O shihan Antônio Fernando Pereira, que atualmente está em Portugal, é o responsável pelas atividades da federação no Brasil. Martino afirma estar satisfeito por atender ao pedido do mestre para realizar as aulas.

“Surgiu essa oportunidade de mostrarmos um pouco do nosso trabalho, e acredito que o shihan tem gostado do que tem visto”, avaliou o sensei.

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Martino conta que foi montado um planejamento com vários tópicos abrangendo a arte marcial. Segundo ele, os professores passam aos caratecas exercícios que podem ser reproduzidos em casa, tendo em vista que, neste momento, as academias estão fechadas. “Os exercícios são adaptados à atual realidade”, reforçou.

As lives são realizadas pela plataforma online “Zoom”. “Conseguimos acompanhar os alunos fazendo os exercícios. Se necessário, temos a possibilidade de corrigi-los”, apontou.

De acordo com o sensei, a maioria dos caratecas que têm acompanhado as aulas é paulista. No entanto, também há alunos de outros estados, como Minas Gerais, Ceará e Mato Grosso do Sul, e, eventualmente, estrangeiros.

Paralelamente, Martino segue realizando treinamentos aos alunos tatuianos, pela mesma plataforma, três vezes por semana. Por orientação do shihan, os demais professores realizam lives “internas”, além de duas transmissões nacionais, pela KWF, semanalmente.

O sensei aponta que o volume de treinamento é semelhante ao presencial, quando, em média, eram realizadas três ou quatro aulas semanais na academia, chegando a cinco aos atletas de competição.

Para ele, a principal mudança é que os senseis, senpais e kohais realizam uma aula presencial por mês na KWF. Atualmente, os professores têm se reunido semanalmente pela plataforma virtual.

Conforme Martino, o número de participantes por cada live da federação costuma variar. Ele revela que o shihan Pereira tem cobrado que os professores incentivem mais os caratecas a participarem das aulas.

O tatuiano afirma ser possível contabilizar somente o número de acessos simultâneos às aulas, mas não a quantia de caratecas que as estão acompanhando. Segundo ele, a maioria dos alunos assiste as lives com os pais, filhos, irmãos e amigos, que também treinam a arte marcial. “São muito poucos os que assistem sozinhos”, exemplificou.

Martino defende a união entre os professores do país em prol do esporte. “É uma união, na qual todo mundo abraçou a ideia. Afinal, a situação de todos está bastante complicada”, observa o tatuiano.

Há pouco mais de três meses com a academia fechada, Martino afirma que, neste período, os alunos estão isentos das mensalidades e que lives estão sendo disponibilizadas gratuitamente. “Tomamos essa decisão para que as aulas virtuais tenham mais aceitação. Muitos atletas podem não gostar da ferramenta, pois preferem treinar presencialmente”, reconheceu.

Ele aponta uma redução de 75% entre os alunos que estavam treinando na academia antes da pandemia e os que acompanham as lives. Martino também pede apoio aos pais e alunos para que respeitem a quarentena.

“Precisamos de um apoio maior dos pais para que as lives se tornem um compromisso. Como as transmissões não são pagas, é difícil de eu cobrar a participação do aluno. Esse é o grande dilema”, declarou.

“Muitos preferem, por exemplo, soltar pipa do que assistir uma aula online. É preciso manter o distanciamento social para evitar a proliferação do coronavírus. Desta forma, passaremos pela pandemia e retomaremos os treinos presenciais o quanto antes”, finalizou Martino.

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