Mortes no trânsito em Tatuí têm redução de 75% em outubro

Dados consideram acidentes registrados no mesmo mês de 2019

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Fiscalização no trânsito é uma das ações responsáveis pela redução dos acidentes, informa o diretor do DMU Yustrich Azevedo SIlva
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Da reportagem

O número de fatalidades por acidente de trânsito continua em queda em Tatuí. Dados divulgados pelo Infosiga (Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito no Estado de São Paulo) mostram redução de 75% em outubro deste ano em comparação ao mesmo mês do ano passado.

De acordo com as estatísticas, divulgadas na quinta-feira, 19, pelo “Respeito à Vida” – programa do governo de São Paulo gerenciado pelo Detran.SP -, neste ano, um óbito por acidente de trânsito ocorreu no décimo mês do ano, contra quatro no mesmo período de 2019.

O índice representa três vidas preservadas. O óbito em outubro foi de um motociclista. Eriberto dos Santos Rocha, encarregado de 31 anos, morador de Tietê, faleceu na noite do dia 20, por volta das 20h, na Santa Casa de Misericórdia.

Conforme o boletim de ocorrência registrado pela irmã dele, uma inspetora de 33 anos, o encarregado se chocou com outra motocicleta. O acidente ocorreu na rodovia Antonio Romano Schincariol (SP-127), no dia 3, às 23h14.O homem permaneceu 17 dias internado na unidade de terapia intensiva.

Em 2019, dois motociclistas (19 e 66 anos) e dois pedestres (27 e 43 anos) morreram vítimas de acidente de trânsito.

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A O Progresso, o diretor municipal do Departamento de Mobilidade Urbana, Yustrich Azevedo Silva, disse acreditar que os motoristas e pedestres estão transitando com “mais cautela”.

“Mesmo em uma época de pandemia, o número de veículos na via não teve muita redução, então acredito que as pessoas estão mais conscientes no trânsito”, observou.

Ele ainda classificou a sinalização no trânsito e o trabalho realizado pelo setor de fiscalização municipal como responsáveis pela redução dos acidentes e mortes no trânsito.

“Nos últimos meses, não pudemos realizar pedágios e campanhas educativas nas ruas, mas intensificamos os trabalhos de engenharia de tráfego, com maior visibilidade da sinalização (horizontal e vertical) e a fiscalização ou orientação quando necessárias”, informou o diretor.

No acumulado de janeiro a outubro, as estatísticas do sistema de informações apontam redução de 22,22%. Em 2019, 18pessoas morreram vítimas de acidentes de trânsito e, neste ano,houve 14 óbitos.

Nos dez primeiros meses, as mortes contabilizam vítimas que se envolveram em ocorrências tanto no perímetro urbano (dentro do município) como nas rodovias, que estão fora da zona urbana, mas no limite territorial.

O Infosiga SP mostra que as mortes em rodovias subiram. Neste ano, o índice de fatalidades nas estradas representou 71,43% do total de óbitos, contra 28,57% dentro do perímetro urbano.

No ano passado, as rodovias envolveram 44,44% das mortes e as vias municipais, 44,44%. Outros 11,11% ocorreram em locais não especificados, conforme o relatório da base de dados do órgão estadual.

Segundo o Infosiga, nos dois anos, morreram mais homens que mulheres vítimas do trânsito. Neste ano, entre janeiro e outubro, 13 homens perderam a vida no trânsito, representando 92,86%. As mulheres representam 7,14%, com uma única vítima.

Das 18 pessoas que faleceram em 2019 em decorrência de acidentes envolvendo veículos leves, motocicletas, ônibus, caminhões e atropelamentos, duas eram mulheres (11,11% dos óbitos) e outras 16, homens – o que corresponde a 88,89% do total.

Quanto à idade das vítimas, nos dois anos, os indicadores do Infosiga apontam predominância de óbitos entre os mais jovens.

Em 2020, a maior incidência aconteceu entre pessoas na faixa de 25 a 29 anos, com três falecimentos. Em seguida, aparecem as faixas de 18 a 24 anos, 40 a 44 e 60 a 64, com dois óbitos cada, e ainda: 30a 34 (um), 35 a 39 (um), 45 a 49 (um), 70 a 74 (um) e não definido (um).

Nos dez primeiros meses de 2019, o Infosiga registrou quatro mortes de pessoas entre 18 e 24 anos. Os demais acidentes vitimaram pessoas com idades entre 25 e 29 anos (três mortes), 35 a 39 (duas), 40 e 44 (duas), 65 e 69 (duas), 30 e 34 (uma), 45 e 49 (uma), 50 a 54 (uma), 70 e 74 (uma) e não identificado (uma).

Entre os modais, o considerado mais perigoso continua sendo a motocicleta. Conforme o Infosiga, oito das 14 pessoas que perderam a vida neste ano envolveram-se em acidentes com motocicleta (57,14%). Três ocorrências vitimaram pedestres (21,43%) e três ocupavam carros (21,43%).

No ano passado, sete motociclistas morreram em decorrência de acidentes – o que representa 38,88%. Os outros 61,12% envolveram pedestres (cinco mortes), automóveis (dois), outros não identificados (três) e caminhão (um).

“Estamos conseguindo reduzir os acidentes com motocicletas, mas, para o próximo ano, a intenção é focar em ações com os motociclistas. Vamos investir na informação, com educação no trânsito, aliada aos pedágios educativos ao longo das vias com maior circulação”, antecipou Silva.

“Nossa luta maior nos próximos meses será reduzir o número de acidentes com moto, de modo preventivo e trazendo muita informação para este pessoal”, completou o diretor.

As colisões vitimaram mais pessoas nos dois anos, com sete óbitos de janeiro a outubro deste ano e seis no mesmo período do ano passado. O número de mortes por atropelamento aparece em seguida, com três em 2020 e seis em 2019.

As mortes por choque (ocasião na qual um dos veículos ou objeto atingido não está em movimento) registrou dois casos neste ano e três no ano passado.

Já os óbitos provocados por “outros tipos” de acidentes (capotamento, tombamento e quedas) ou causas não identificadas em boletins de ocorrências registraram duas mortes em 2020 e três em 2019.

Os índices do Infosiga ainda mostram uma redução de 15,47% nos acidentes não fatais entre os meses de janeiro a outubro com relação ao mesmo período do ano passado, caindo de 698 para 590 ocorrências.

Neste ano, a maioria dos casos não fatais foi registrada nas tardes de segunda-feira e noites de sexta-feira. Quase metade dos acidentes refere-se a colisão (43,72%), sendo que 83,73% ocorreram dentro do perímetro urbano.

Os números do Infosiga são atualizados mensalmente pela Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal e Corpo de Bombeiros. As corporações encaminham informações do SioPM (Sistema de Informações Operacionais da PM), que reúne dados de acionamento de viaturas para atendimento.

O município seguiu a tendência estadual de redução. No estado de São Paulo, houve redução de 9,5% no número de acidentes com vítimas fatais em outubro, passando de 486 óbitos, em 2019, para 440, neste ano.

A mesma situação ocorreu entre janeiro e outubro deste ano, com 4.085 mortes em todo o Estado, em redução de 9,5%, considerando-se 4.514 fatalidades em 2019.

Em outubro, jovens com idade entre 18 e 29 anos corresponderam a 24% das vítimas de trânsito no estado. A maioria é homem (81%) e condutor do veículo (60%). Cerca de 50% das vítimas faleceram nos hospitais.

As ocorrências estão concentradas no período noturno (57%) e nos finais de semana (44%). Colisões contra outros veículos são o principal tipo de acidente (34%), seguidas pelos atropelamentos (22%) e choques contra objetos fixos (20%).

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