Museu ‘Paulo Setúbal’ recebe palestra sobre patrimônio cultural

Sônia Rampim realiza palestra no Museu Paulo Setúbal (foto: AI Prefeitura)
Da reportagem

O Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico e Artístico de Tatuí (Condephat) realiza nesta quinta-feira, 21, das 18h às 20h, no Museu Histórico “Paulo Setúbal”, da prefeitura de Tatuí, a palestra “Patrimônio Cultural: A Ampliação do Conceito e os Desafios da Preservação”, ministrada pela socióloga e tatuiana Sônia Regina Rampim Florêncio.

Sônia, além de socióloga, é doutoranda em “ambiente construído e patrimônio sustentável”, pela UFMG, mestre em educação e especialista em sociologia rural, pela Universidade de Campinas (Unicamp), e especialista em políticas públicas de proteção e desenvolvimento social, pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap).

Sônia também é servidora do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), onde atua como professora do mestrado profissional, e sócia do “Icomos Brasil”, onde coordena o Comitê Científico de Interpretações do Patrimônio.

Para o presidente do Condephat de Tatuí, Antonio Celso Fiuza Júnior, o objetivo da palestra é “trazer conhecimentos atualizados sobre as questões envolvendo a preservação, despertando o senso crítico sobre a preservação do patrimônio material e imaterial”.

“Queremos conscientizar a todos sobre a importância de se preservar a memória do nosso povo. As futuras gerações aprenderão com a nossa história, cultura e tradições, por isso, é essencial que os patrimônios sejam mantidos”, destacou Fiuza.

“Quero trazer para o público uma reflexão sobre o que é patrimônio cultural sob a perspectiva de um conceito ampliado”, disse Sônia. Segundo ela, após a Constituição Federal de 1988, esta ideia foi ampliada para a questão “imaterial”, como festas, celebrações e formas de expressão, fazendo com que os patrimônios não fossem somente edificações antigas. “A Constituição avançou na questão de mostrar que toda cidade é histórica e tem patrimônio”, destacou.

Para Sônia, patrimônio diz respeito a todos os grupos formadores da sociedade brasileira. Ela destaca que “houve um tempo em que a memória preservada foi a de determinados grupos sociais, como a elite, por exemplo”.

Sônia salientou que debaterá os principais desafios da preservação, levando em conta o “pacto interfederativo”, que é a relação entre município, estado e a federação. “Patrimônio é algo do presente e não só do passado”, ressaltou.

De acordo com Sônia, a Companhia de Fiação e Tecelagem São Martinho, inaugurada em 1881, está em processo de tombamento federal graças ao movimento que tem sido feito pela sociedade civil, que se mobilizou e pediu ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) que o processo de fosse iniciado.

“Quando falamos sobre a fábrica São Martinho, grande parte da população tem uma relação de afetividade e de memória, pois teve parentes que trabalharam lá, lembra da importância que ela teve na cidade durante o tempo em que funcionava”, mencionou Sônia, que também abordará este tema durante a palestra.

Para ela, o complexo São Martinho não pode se tornar um lugar no qual poucas pessoas tenham acesso e, sim, que “seja do povo”. Sônia acrescentou ser necessário pensar em usos para esse espaço de maneira que toda a população tenha acesso, e não um tombamento para a utilização particular.

O Museu Histórico “Paulo Setúbal”, local da palestra gratuita, está situado na praça Manoel Guedes, 98, centro.

 

Museu sedia palestra nesta quinta-feira (foto: AI Prefeitura)

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