Manifestação ocorre na Matriz em ‘defesa’ do Conservatório de Tatuí

Protesto pacífico marca abertura da 60ª Semana de Música da instituição

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Manifestantes em protesto na tarde deste domingo, na Matriz (foto: Arquivo pessoal)
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Da reportagem

Na tarde de domingo, 7, um grupo de tatuianos promoveu manifestação pacífica, na Praça da Matriz, em defesa do Conservatório de Tatuí. O protesto ocorreu durante a abertura da 60ª Semana da Música, com apresentação de Toninho Ferragutti e Quinteto de Cordas.

O grupo de manifestantes ostentou cartazes com dizeres como: “Não ao desmonte do Conservatório!”, “Conservatório público e do povo já!”, “Gestão democrática já, no Conservatório de Tatuí!” e “Não às demissões dos músicos do Conservatório”.

O protesto esteve integrado por cidadãos tatuianos, alunos e ex-alunos do Conservatório. Vereadores também passaram pela Matriz e manifestaram apoio em defesa da instituição.

A manifestação foi organizada por meio de nota de convocação que circulou nas redes sociais e em grupos de aplicativos de mensagens.

No texto de convocação, a organização da manifestação sustentava que a organização social que administra o Conservatório de Tatuí, a Sustenidos Organização de Cultura, estaria pagando músicos da Emesp (Escola de Música do Estado de São Paulo) para virem tocar na abertura do evento“em nome do Conservatório, enquanto mais de 70 músicos estão para ser demitidos (do CT) até dezembro”.

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Conforme a nota, a ideia do protesto era demarcar o“respeito pelos músicos de fora”, que estariam se apresentando na Praça da Matriz, porém,ressaltando que o “desmonte” e as demissões anunciadas pela instituição no dia 29 de setembro, em reunião virtual promovida pela diretoria da OS com professores da escola, “não seriam aceitas”.

Segundo a organização, a “luta” também é para que o orçamento da escola não seja reduzido, que 70 músicos não sejam demitidos neste ano e que a gestora cumpra acordo com a prefeitura que evita desligamentos.

Secretaria de São Paulo responde

Questionada sobre a manifestação ocorrida no domingo,7, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa, do estado de São Paulo, informou que “respeita o protesto pacífico dos tatuianos”.

Quanto à apresentação de músicos de fora, em nota ao jornal O Progresso de Tatuí, a Secretaria informou que a 60ª Semana da Música do Conservatório de Tatuí terá 12 apresentações presenciais e virtuais e que, destas, dez serão dos grupos artísticos mantidos pela instituição, além dos dois grupos convidados.

Ainda em nota, a secretaria informa que a participação de grupos e artistas convidados nas apresentações faz parte das metas pactuadas entre as organizações e a pasta, sendo “amplamente incentivada”.

“É importante destacar que promover o intercâmbio entre os projetos culturais do estado, bem como a participação de artistas convidados, também é um objetivo previsto pela política pública que regulamenta os conservatórios, pois permite uma enriquecedora troca de experiências e conhecimentos com os alunos das instituições, o que só beneficia a sua formação”, conclui a nota.

Apoio ao CT

O deputado estadual Raul Marcelo (PSOL) esteve na noite de quinta-feira, 4, em reunião que informou ter sido “contra o fechamento” do Conservatório de Tatuí, acrescentando ser a escola um “patrimônio cultural do Brasil”.

Conforme a assessoria de comunicação do parlamentar, um requerimento de informações, de autoria de Raul Marcelo, foi protocolado na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) para cobrar do governo o não fechamento do Conservatório de Tatuí.

“O governo Doria vem desde o início do seu mandato reduzindo os investimentos no setor de cultura. E isso está sendo refletido no Conservatório de Tatuí, que demitiu funcionários e diminuiu o número de cursos”, divulgou Raul Marcelo, pela assessoria dele.

“A partir desse sucateamento promovido pelo governo Doria, tanto funcionários quanto alunos estão com receio de que o Conservatório de Tatuí possa fechar as portas. Não vamos deixar que isso aconteça”, conclui o deputado, por meio da nota à imprensa.

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