Luciana Gonçalves está entre 600 contratadas da ‘Academia Virtual’

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(fotos: Divulgação / Reprodução)
Da reportagem

A tatuiana Luciana Gonçalves é uma das 600 profissionais contratadas pela YoPro, marca de iogurtes e bebidas lácteas com alto teor de proteína da Danone, para integrar o projeto “Academia Virtual 24h”.

Personal trainer com mais de 17 anos de experiência em ginástica, Luciana passou por um rigoroso programa de recrutamento de professores de educação física até assinar contrato.

O processo envolveu três etapas: inscrição, seleção do perfil e envio e aprovação de vídeo. Os selecionados, como a profissional de Tatuí, ficam responsáveis por inserir conteúdo dentro da plataforma. A academia 24 horas consiste em um canal no YouTube que disponibiliza vídeos gratuitos de exercícios físicos.

São treinos preparados por professores de cross training, treinamento funcional, corrida, ioga e meditação em três níveis: básico, intermediário e avançado. Luciana preparou exercícios funcionais em nível iniciante. A aula gravada pela profissional está disponível na plataforma da Danone desde o dia 16 de abril.

O projeto de âmbito global (todas as etapas podem ser feitas remotamente, de qualquer lugar do mundo, desde que por profissionais devidamente registrados) começou com um programa de recrutamento de professores de educação física.

Luciana tomou conhecimento da seleção por intermédio de um seguidor. “É um amigo que, na verdade, eu não conheço, mas me acompanha nas redes sociais. Ele me marcou em uma publicação da YoPro, notificando que a Danone estava buscando os profissionais porque iria iniciar esse projeto”, conta.

Depois de ler o regulamento, Luciana verificou que o projeto também abrangia treinos funcionais, exatamente a modalidade na qual ela possui mais bagagem.

Além de dar aulas de ginástica e musculação, a personal trainer possui especialização no campo de reabilitação voltada à terceira idade. É nessa área que os exercícios realizados visam melhorar a capacidade funcional. Em outras palavras, a habilidade das pessoas em realizar as atividades normais da vida diária com eficiência, autonomia e independência.

“Por trabalhar há bastante tempo com pessoas deste padrão, sei, antecipadamente, quais são os erros de execução. Então, resolvi fazer a inscrição, porque entendi que poderia ajudar pessoas sendo responsável”, assinala.

Luciana fez a inscrição no início de abril. A equipe da YoPro concluiu a verificação das informações no mesmo período, enviando a confirmação da seleção para a personal na segunda semana do mês.

No dia 11, a tatuiana fez a gravação do material. Os vídeos podem ter duração de até 30 minutos. Luciana gravou a série de exercícios funcionais em tempo de 27 minutos.

“Havia toda a tensão de ter de fazer um material com profissionalismo. E a YoPro deu total liberdade para que eu pudesse gravar do jeito que costumo trabalhar”, relata.

Mesmo com os anos de vivência profissional, Luciana explica que a responsabilidade em recomendar exercícios a pessoas com condicionamentos físicos tão diversos pesou na hora de criar a série de treinos. A principal preocupação era evitar lesões em quem não estava acostumado.

“O que pensei para produzir este vídeo: primeiro, em época de total clausura, de afastamento social, que as pessoas resolveram ficar não só presas nas casas, mas presas ao comportamento ocioso. Segundo, que as pessoas que não fizeram atividade física até agora poderiam vir a se machucar”, argumenta.

Na série preparada pela tatuiana, os exercícios são voltados para quem não costuma treinar. Podem ser realizados por pessoas de várias faixas etárias. “E de maneira segura e eficaz, com itens que todo mundo tem em casa”, adiciona a professora.

Para os exercícios, são utilizados um tapete (ou toalha), um pacote de alimento com peso de um a três quilos e água, para hidratação. O treino começa com agachamento (sentar-se e levantar-se), segue com trabalho de bíceps e tríceps e combinação de movimentos para ativar abdômen, glúteos e posterior de coxa.

“Identifiquei-me muito com a ideia da YoPro, porque sei que as pessoas precisam de uma atividade física. Por outro lado, sei que há o lado do cuidado. O que eu quis mostrar, nesta época em que há um monte de personal trainer vendendo coisas, é que é preciso ter responsabilidade”, avalia.

A professora enfatiza ser necessário ter experiência para avaliar quais exercícios podem ser feitos por um público tão variado sem que haja efeito colateral.

“É como se fosse um jogo de xadrez: você precisa se perguntar o que pode acontecer se der um determinado exercício e a pessoa não fizer a execução correta. Será que ela pode se machucar?”, exemplifica a profissional.

De acordo com ela, há ainda outros aspectos que podem influenciar nos resultados dos exercícios: o fato de as pessoas terem ou não um problema de saúde.

Luciana explica que uma inflamação, por exemplo, pode piorar se a série não for adequada a quem executa. “Pensei muito em tudo o que poderia acontecer, de que forma os exercícios poderiam impactar as pessoas”, relata.

O conteúdo preparado pela tatuiana – e os outros 599 profissionais de educação física – está disponível em https://youtu.be/3y7cUORKuz4 .