
Da redação
O livro infantil “Eulívia e Olli e os Segredos do Museu” passa a integrar as ações de projeto educativo do Museu Histórico “Paulo Setúbal” de Tatuí.
“A publicação aproxima literatura, imaginação e educação patrimonial, apresentando o museu às crianças como um espaço de descobertas, pertencimento e construção de memória”, divulgou a assessoria de comunicação do município.
A obra está sendo disponibilizada ao público do museu por meio do projeto “Educativo do Museu Paulo Setúbal e Equipamentos de Memória”, que viabiliza a circulação de 150 exemplares entre setembro e novembro.
A distribuição integra as atividades educativas previstas para o encerramento de 2026 e será acompanhada, em novembro, por uma ação voltada aos alunos da rede de ensino, “ampliando as possibilidades de mediação e de contato das crianças com o patrimônio histórico e cultural de Tatuí”, acrescenta a assessoria.
O livro também receberá o selo “Edição Histórica do Bicentenário de Tatuí – Tatuí 200 Anos”, passando a integrar as iniciativas culturais relacionadas às comemorações de emancipação político-administrativa do município.
A história de “Eulívia e Olli e os Segredos do Museu” nasceu da experiência do projeto “Visita Teatralizada: Os Segredos do Museu Paulo Setúbal”, escrito por Fernnanda Kézia e contemplado pelo 3º Festival de Arte e Cultura de Tatuí.
Na proposta teatral, a personagem Eulívia, interpretada pela atriz mirim Helena Nardini, “conduzia os visitantes pelo museu de maneira lúdica e curiosa”.
O envolvimento despertado pela personagem motivou Fernnanda Kézia a transformar a experiência de mediação cultural em uma narrativa literária destinada ao público infantil.
“Dessa forma, a proposta ultrapassa o espaço físico do MHPS e cria uma nova maneira de apresentar suas histórias às crianças, podendo chegar às escolas e aos lares por meio da leitura”, argumenta a assessoria.
Na narrativa, conforme o setor de comunicação, Eulívia é uma menina encantada pelas histórias que existem por trás das coisas. Durante uma visita ao Museu Histórico “Paulo Setúbal”, “ela se depara com um universo de descobertas e, em uma tarde marcada pelas flores do saudoso ipê-rosa, encontra muito mais do que imaginava”.
O próprio Museu Histórico “Paulo Setúbal” é uma das principais fontes de inspiração da publicação. “A arquitetura, os objetos e as histórias relacionadas à memória de Tatuí, incluindo referências aos tropeiros, a Seu Chico Pereira, à música e à literatura de Paulo Setúbal, aparecem como elementos que ajudam a apresentar o patrimônio local ao público infantil por meio da imaginação e das ilustrações”, informa a comunicação.
A personagem Olli, companheiro de aventuras de Eulívia, também nasceu de uma referência afetiva da autora. O coelhinho foi inspirado em sua gatinha Paçoca, que possui deficiência em uma das patas e cuja personalidade “amorosa e singular” serviu de referência para a criação de Olli.
“Ao transformar referências da história e da memória de Tatuí em uma aventura destinada às crianças, a publicação contribui para aproximar as novas gerações do patrimônio cultural do município e estimular a curiosidade sobre os personagens, acontecimentos e elementos que fazem parte da identidade tatuiana”, defende a assessoria.
“Para o projeto educativo do museu, o livro representa uma ferramenta de mediação cultural que amplia as possibilidades de trabalho com escolas, professores e estudantes”, acentua.
“A publicação permite que os conteúdos relacionados à memória e ao patrimônio sejam abordados de maneira lúdica e acessível, utilizando a literatura e as ilustrações como instrumentos de aprendizagem”, acrescenta o setor de comunicação.
A ação também fortalece a integração entre os equipamentos de memória de Tatuí. O projeto contempla o Museu Histórico “Paulo Setúbal” e o Complexo Cultural de Memória, que integra o Museu da Imagem e do Som – MIS Tatuí “Jornalista Renato Ferreira de Camargo” e o Memorial do Rugby 1928 “Dr. Gualter Nunes”.
“A proposta é ampliar o alcance das ações educativas e possibilitar que o conteúdo desenvolvido pelo educativo seja trabalhado em diferentes linguagens e formatos, fortalecendo a relação da comunidade com os espaços de memória do município”, finaliza a assessoria.








