Enquete aponta que lei de cotas não é eficiente na contratação

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A maioria dos leitores que visitaram a página do jornal O Progresso ao longo da semana passada e votaram em enquete não acredita que a lei de cotas seja eficiente para contratação de pessoas com deficiência. O resultado da pesquisa virtual apontou que 60% deles não acreditam na eficiência da lei.

Do total, 40% discordaram da maioria. Ao responder ao questionamento do bissemanário, eles consideraram a lei como eficiente na contratação de deficientes.

A pesquisa virtual esteve acessível em “O Progresso Digital” (www.oprogressodetatui.com.br) desde o sábado, 2. Os leitores puderam votar – e consultar resultado parceria – até a tarde de sexta-feira, 8, quando a votação foi encerrada.

A enquete teve como base reportagem publicada na edição de domingo, 3, e que tratou de dificuldades enfrentadas por deficientes para conseguirem empregos. De acordo com a presidente da Apodet (Associação dos Portadores de Deficiência de Tatuí), Solange Sales Abude, de modo geral, as empresas instaladas na cidade limitam a contratação de pessoas com deficiência.

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A presidente disse que há muitas vagas abertas para pessoas com deficiência, devido à lei de cotas. Porém, as empresas não buscam “qualquer deficiente para incluir no mercado de trabalho”: preferem os com deficiência menos severa.

“O que as empresas querem é o congênito, que é aquele que nasceu com uma deficiência e não vai tomar remédio, porque a deficiência veio com ele”, declarou.

“Até eu tenho falado com as empresas. Eu insisto muito. Mas eles (empresários) não têm condições de pegar, e nem querem. Eles acabam limitando. Querem gente que não tenha um dedo, por exemplo”, salientou Solange.

Para ela, a não contratação de alguns deficientes é a falta de acessibilidade dentro das empresas. A presidente acredita que os empresários querem evitar o custo para adaptações nos locais de trabalho.

Solange informou que realiza, dentro das empresas, um serviço que consiste na montagem de um posto de trabalho. Nesse espaço, ela projeta quais mudanças seriam necessárias para que a contratação de um deficiente.

Ainda conforme a Apodet, os cegos são os deficientes menos procurados pelas empresas que desejam atingir a proporção definida na lei de cotas. A presidente afirmou, ainda, que a falta de procura dos empresários por pessoas com deficiência não é o único motivo pela “baixa contratação” das empresas. Outro ponto que dificulta é o benefício assistencial pago para os deficientes.

Nesta semana, O Progresso aborda como tema da enquete os direitos das pessoas com deficiência. Este é um dos assuntos a serem discutidos pela Apae (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais) durante a “Semana da Excepcionalidade”.

O evento acontece entre os dias 21 e 28 deste mês (matéria nesta edição), sendo composto por atividades que visam integração e conhecimento sobre os direitos dos deficientes. Este ano, ele inclui encontro promovido pela Apae de São Paulo.

Na ocasião, coordenadores de área ajudarão no desenvolvimento de discussões que serão levantadas sobre os direitos dos deficientes. A respeito disso, o bissemanário questiona: “Você sabe quais são os direitos dos deficientes?”.

A pergunta pode ser respondida com “sim” ou “não” desde a tarde deste sábado, 9. O processo de votação será encerrado na próxima sexta, 15, com publicação do resultado na domingo, 17.


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