Encerra-se o prazo para emitir ou regularizar título de eleitor

Quem não cumprir obrigação estará inapto ao voto em 2022

Cartório eleitoral de Tatuí recebe maior fluxo em “semana decisiva” (foto: Erick Araujo)
Da reportagem

Nesta quarta-feira, 4, encerra-se o prazo para os jovens buscarem a emissão da primeira via do título de eleitor e para os eleitores regularizarem o documento a tempo de votarem nas eleições gerais de 2022, que elegerão presidente, vice-presidente, governador, senador e deputados federais e estaduais em outubro.

Após esta data limite, apenas o eleitor que já está com a situação regular para votar neste ano e, mesmo assim, ainda precisa resolver algumas pendências (como pagamentos de multas e emissão de certidões), será atendido. Esses serviços também podem ser realizados pela internet.

Segundo o chefe do cartório eleitoral da cidade, Rodrigo Ricardo de Proença Soares, o prazo com término nesta quarta-feira, previsto no cronograma do TSE e no código eleitoral, não pode, de maneira alguma, ser prorrogado, pois é necessário o fechamento do cadastro até 150 dias antes do primeiro turno das eleições para a confecção dos cadernos de votação.

O cartório eleitoral de Tatuí, inclusive, prevê funcionamento em horário estendido nesta semana (segunda-feira, terça-feira e quarta-feira), ficando aberto cinco horas a mais que o normal, a fim de atender todos os eleitores que estão encarando filas para regularizar a sua situação eleitoral de última hora.

Ao término do prazo, jovens que não tiverem a primeira via do título e eleitores com o documento em situação de cancelado não poderão votar nas. Para as próximas eleições, porém, o prazo será novamente aberto no dia 8 de novembro deste ano.

Os jovens, que em 2020 (aproximadamente 790 mil votaram) registraram um índice bem abaixo de 2016 (mais de 1.1 milhão), estão sendo um dos principais focos neste período pré-eleição. Antes pouco engajados, nos últimos meses demonstraram maior interesse em obter seu título eleitoral.

Segundo os mais recentes dados do TSE (atualizados até 10 de setembro de 2020), então com mais de 90 mil eleitores, Tatuí teve 321 jovens exercendo o direito ao voto nas eleições desse ano, quando os eleitores elegeram, além dos vereadores, Maria José Vieira de Camargo, falecida em agosto de 2021, como prefeita.

Essa é, por exemplo, a situação de Paulo Vitor Queiroz Leandro, estudante de 16 anos que tirou o título. Leandro completou a idade mínima necessária para ter o título em março e, mesmo não sendo obrigatório, buscou o documento para conseguir votar, pois, segundo ele, “mesmo nós (jovens) não sendo de maior, temos uma voz dentro da gente que quer ajudar a ter um Brasil melhor”.

Ele ainda alerta os jovens que não tiraram o título, dizendo que “seria muito importante todas as pessoas que já completaram ou irão completar 16 ano irem votar”.

“Acho bom termos essa visão do que queremos para o futuro e que, sim, podemos fazer a diferença nas eleições”, completou o estudante, que, acompanhado do pai, esperava para ser atendido no cartório eleitoral nesta segunda-feira, 2.

Em março deste ano, 445 mil adolescentes (menores de 16 que completam aniversário antes das eleições) emitiram o documento, 28% a mais que no mês anterior, fevereiro, quando 349.160 mil haviam tirado o título. Os dados de abril ainda não foram divulgados pelo TSE.

Contudo, não só os jovens estão sendo atendidos em Tatuí. Maria Rosângela do Carmo, dona de casa de 67 anos, também estava no cartório eleitoral regularizando o título, pois, segundo ela, não teve tempo de comparecer ao local antes. Maria afirma que, desde que completou a maioridade, nunca deixou de votar.

“Acredito que o voto é muito importante, todos contam. Por isso, queria que jovens, adultos e idosos fossem todos votar, é importante para a gente. Depois, não quero ver quem não votou reclamar!”, brincou ela.

Com a idade de 65 a 69 anos, cerca de 4.500 pessoas votaram em Tatuí na última eleição. Na cidade, a maioria do eleitorado foi do público feminino (47.459 mulheres contra 43.142 homens), e com idade entre 35 e 39 anos. Os adolescentes representaram menos de 1% dos eleitores.

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