Autoridades da capital abordam situação do Conservatório de Tatuí

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Da reportagem

Após o anúncio da demissão dos monitores do Conservatório de Tatuí, diversas autoridades saíram em defesa da instituição. Além de repercutir na Câmara local, o assunto foi pauta de sessão na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo e gerou comentários de autoridades envolvidas na área cultural.

Sobre o Conservatório, no domingo, 3, o deputado estadual Carlos Giannazi (PSOL) protocolou requerimento na Comissão de Educação e Cultura da Alesp convocando o secretário estadual da Cultura e Economia Criativa, Sérgio Sá Leitão, e a OS Sustenidos (gestora da instituição) para prestarem esclarecimentos.

Na sessão, o deputado ressaltou que a escola de música e teatro já conta com 66 anos de fundação e é reconhecida internacionalmente pelo ensino na área cultural e disse ter recebido denúncias de demissões de professores e da ameaça de novas demissões.

O deputado aponta que a “desculpa utilizada para a demissão” é a falta de recursos e de repasses da SCEC e, também, que haveria a introdução de um novo modelo pedagógico. Contudo, ele pontua que o orçamento do estado de São Paulo para 2022 é superior a R$ 280 bilhões, no qual é inserido o custeio do Conservatório.

“Como que não tem dinheiro para o Conservatório de Tatuí, que é uma referência internacional nessa área de ensino de música? São Paulo é o estado mais rico da federação, com orçamento, não é possível que não tenha dinheiro para financiar o CDMCC de Tatuí”, questiona o deputado.

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Por meio das redes sociais, o executivo Ronaldo Bianchi – ex-secretário-adjunto da Cultura do estado – também cobrou respostas da atual gestão do órgão estadual.

Na postagem, ele ressalta que o Conservatório de Tatuí faz parte do que denomina “inteligência pública”.

O empresário lembra que a escola foi fundada em 1954, formou milhares de músicos, cantores e técnicos, possui um quadro de professores de qualidade e estudantes de todo o estado, do Brasil e da América do Sul, além da oficina de luteria – de construção e reparos de instrumentos de cordas.

“O governo paulista resolveu reduzir sua função. Qual o motivo e até que ponto? Sobram professores de música no estado e no Brasil? O governo deve uma explicação”, questionou o empresário.

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