
Da reportagem
O saldo de vagas de empregos em Tatuí neste ano, entre janeiro e setembro, chegou a 2.678 (16.736 admissões e 14.058 demissões), de acordo com os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).
O número é 22% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando o município abriu 3.461 postos de trabalho (15.006 admissões e 11.545 demissões).
Em comparação entre o trimestre recente (julho, agosto e setembro) e o anterior (abril, maio e junho), foram abertos 304 postos de trabalho (5.179 admissões e 4.875 desligamentos), número 63% menor que o do trimestre anterior, quando se somaram 840 novos postos (5.520 admissões e 4.680 demissões).
Já em comparação ao mesmo trimestre do ano anterior (julho, agosto e setembro de 2025), neste ano, foram abertos 85% menos postos de trabalho. No período anterior, houve 5.955 admissões e 3.789 desligamentos, resultando em saldo de 2.166 vagas.
Em relação ao mês mais recente divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, em setembro, foram abertos 167 novos postos (1.745 admissões e 1.578 demissões). O saldo representa aumento de 50% em comparação ao mês anterior (agosto), que registrou 111 novas vagas, com 1.731 admissões e 1.620 desligamentos.
Já na comparação com o mesmo mês do ano anterior (setembro de 2025), houve queda de 79%, sendo que, na época, foram abertas 815 vagas, com 2.171 admissões e 1.356 demissões.
O Caged também divulga os dados por setor (serviços, indústria, construção, comércio e agropecuária). Neste ano, até setembro, o setor com maior saldo positivo foi o de serviços, com 1.909 vagas (6.824 admissões e 4.915 demissões).
Em seguida, apareceram: indústria, com 555 (4.499 admissões e 3.944 desligamentos); construção, com 206 (779 admissões e 573 demissões); e comércio, com 26 (3.827 admissões e 3.801 desligamentos). A agropecuária registrou saldo negativo de 18 postos (807 contratações e 825 demissões).
No mesmo período do ano anterior, o setor que mais contratou também foi o de serviços, com saldo de 2.058 novos postos (5.491 admissões e 3.433 desligamentos).
Em seguida, apareceram: indústria, com 1.038 novas vagas (4.334 admissões e 3.296 demissões); comércio, com 159 (3.650 contratações e 3.491 desligamentos); agropecuária, com 111 (853 admissões e 742 demissões); e construção, com 95 (678 admissões e 583 desligamentos).
Em setembro deste ano, três setores tiveram saldo positivo e dois, negativo. Os que registraram aumento foram: serviços, com mais 96 (680 admissões e 584 demissões); construção, com 41 (91 admissões e 50 desligamentos); e indústria, com 37 (484 admissões e 447 demissões).
Em contrapartida, o comércio e a agropecuária fecharam o mês com saldo negativo. O comércio perdeu um posto (418 admissões e 419 desligamentos), enquanto a agropecuária perdeu seis (72 admissões e 78 demissões).
Em agosto deste ano, três setores também tiveram saldo positivo, enquanto dois perderam postos de trabalho. Entre os que ganharam vagas, estão: serviços, com 132 novos empregos (711 admissões e 579 demissões); agropecuária, com 45 (113 admissões e 68 desligamentos); e indústria, com quatro (478 admissões e 474 demissões).
Os setores que perderam postos foram a construção e o comércio. A construção registrou queda de oito vagas (61 admissões e 69 desligamentos), enquanto o comércio perdeu 62 (368 admissões e 430 demissões).
Já em setembro de 2025, todos os setores tiveram crescimento. O que mais contratou foi o de serviços, com saldo de 660 vagas (1.090 admissões e 430 demissões).
Em seguida, apareceram: indústria, com 65 (461 admissões e 396 desligamentos); agropecuária, com 46 (120 admissões e 74 demissões); comércio, com 27 (440 admissões e 413 desligamentos); e construção, com 17 (60 contratações e 43 demissões).
No trimestre mais recente (julho a setembro de 2026), o setor que mais contratou foi o da construção, com 107 novos postos (279 admissões e 172 demissões).
Em seguida, aparecem: serviços, com 99 (1.899 admissões e 1.800 desligamentos); agropecuária, com 62 (290 admissões e 228 demissões); e indústria, com 56 (1.465 contratações e 1.409 desligamentos). Já o comércio fechou o trimestre com saldo negativo de 20 postos, com 1.246 admissões e 1.266 demissões.
Em relação às vagas criadas no mesmo período do ano passado, o setor que mais contratou foi o de serviços, com saldo de 1.397 postos (2.592 admissões e 1.195 desligamentos).
Em seguida, apareceram: indústria, com 640 (1.711 admissões e 1.071 demissões); agropecuária, com 72 postos (289 admissões e 217 desligamentos); comércio, com 34 (1.195 admissões e 1.161 demissões); e construção, com 23 (168 admissões e 145 demissões).
Já no trimestre anterior (abril a junho deste ano), o setor que mais contratou foi o de serviços, com 423 novas vagas (2.092 admissões e 1.669 demissões).
Em seguida, aparecem: indústria, com 233 (1.525 admissões e 1.292 desligamentos); comércio, com 156 (1.402 admissões e 1.246 demissões); e construção, com 80 (271 admissões e 191 desligamentos). Já a agropecuária perdeu 52 postos, com 230 admissões e 282 demissões.
O diretor do Desenvolvimento Econômico de Tatuí, Hamilton Silva, frisou que o município ocupa a 17ª posição no estado de São Paulo em números absolutos entre os municípios com mais de 100 mil habitantes e a quarta posição em números proporcionais na geração de empregos.
“A comparação com os anos anteriores mostra que a cidade está com o mercado de trabalho aquecido e em franco crescimento”, acrescenta. Ainda conforme o diretor, esse resultado é fruto da abertura econômica promovida pela administração do prefeito Miguel Lopes Cardoso Júnior.
“Principalmente, quanto às obras de infraestrutura e à confiança institucional, que têm atraído muitas empresas em busca de corredores para escoar suas produções e encontram seriedade no poder público em suas tratativas”, acentua.
“Nosso maior desafio, agora, é qualificar a mão de obra local, preparando os trabalhadores para as novas exigências do mercado e para as oportunidades geradas pela chegada de novos empreendimentos”, afirma Silva.
Ainda conforme o diretor, nesse sentido, o município conta “com uma importante rede de formação e capacitação”, oferecendo diversos cursos gratuitos, inclusive de nível superior, por meio de instituições e programas como Senai, Sebrae, Fatec, Qualifica-SP e Trampolim.
“Nosso objetivo é aproximar cada vez mais a formação profissional das necessidades das empresas, ampliando as oportunidades de empregabilidade, valorizando os talentos locais e garantindo que o desenvolvimento econômico de Tatuí também se traduza em melhores oportunidades para sua população”, finaliza.
Para o prefeito, a sequência de resultados positivos demonstra o momento vivido pelo município com relação ao desenvolvimento econômico.
“Tatuí vive um momento muito positivo, isto é fato. Com as novas entradas da cidade, a partir da rodovia SP-127, mais oportunidades de negócios serão criadas. As obras já estão acontecendo. E temos ainda a concessão do Aeródromo Municipal, com novos projetos, mais tecnologia e negócios”, afirma.
Para o chefe do Poder Executivo, “Tatuí firma-se a cada dia como um polo regional em vários setores da economia”. Um exemplo citado pela assessoria de comunicação da prefeitura é a área da indústria. Recentemente, a Santista Têxtil, que possui uma fábrica na cidade, anunciou investimentos de cerca de R$ 30 milhões para a criação de uma nova linha de produção e geração de pelo menos 40 postos de trabalho na unidade. A expansão deve ocorrer a partir de 2027.
Outro indicador comentado é o setor de MEI (microempreendedor individual), a categoria jurídica mais simples no Brasil para quem trabalha por conta própria e quer ter um negócio formalizado.
Em 2026, foram abertos 2.851 registros de MEI em Tatuí, número já superior ao ano de 2025, que somou 2.801. As informações são do PAT (Posto de Atendimento ao Trabalhador).
No comércio local, algumas franquias de diferentes segmentos anunciaram recentemente a abertura de unidades em Tatuí: Renner, Kopenhagen e Milky Moo, entre outras, que devem ser inauguradas nas próximas semanas.
“Tatuí está passando por um forte momento de expansão econômica e consolidação como polo comercial na região. A chegada de grandes marcas nacionais e franquias de peso reforça o amadurecimento do mercado local, atraindo investimentos que geram empregos e diversificam as opções de consumo na cidade”, acrescenta.
“Investimentos em infraestrutura e mobilidade, a modernização dos serviços de segurança e o fortalecimento da condição de estância turística também contribuem para ampliar a atratividade do município para empresas, investidores e trabalhadores”, finaliza o prefeito Miguel.
Mercado nacional
A economia brasileira criou 121.305 postos de trabalho com carteira assinada em setembro deste ano, com 2.214.437 admissões e 2.093.132 demissões.
O número é 43% menor em relação ao mesmo mês do ano passado, quando foram criados 214.609 novos postos, com 2.309.645 admissões e 2.095.036 desligamentos.
Em relação ao mês anterior, na comparação entre setembro e agosto deste ano, houve aumento de 24% na criação de vagas. Em agosto, foram criados 161.062 novos postos, com 2.325.032 admissões e 2.163.970 demissões.






