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    Analista registra ameaça em Tatuí após fazer “observação” a motorista

    Da Redação

    No sábado da semana passada, 20, um caso de ameaça em Tatuí foi registrado no plantão policial após desentendimento entre uma passageira e um motorista de aplicativo durante uma corrida no Jardim Planalto.

    De acordo com o boletim de ocorrência, o caso teve início durante o período da manhã, quando uma analista de vendas de 50, por meio de um aplicativo, pediu transporte para sair da casa dela, localizada nas proximidades do Portão dos Flamengos.

    Segundo o relato da vítima, ao descer para encontrar o veículo, percebeu que o motorista havia ultrapassado o local onde normalmente os passageiros aguardam o embarque. Ao entrar no carro, ela teria comentado que, caso soubesse que ele retornaria pela via, teria esperado naquele ponto.

    Ainda conforme o BO, o motorista “reagiu de forma agressiva à observação”, afirmando que a passageira havia demorado e passando a proferir comentários ofensivos.

    A mulher relata que tentou esclarecer que apenas havia feito uma observação sobre o local de embarque, sem intenção de qualquer transtorno, mas o condutor continuou alterado durante o trajeto.

    Diante da situação, a passageira solicitou que a corrida fosse encerrada e ela, deixada novamente no local de origem. Segundo o registro policial, o motorista inicialmente se recusou a continuar a viagem, alegando que não transportaria uma passageira “igual a ela”, realizando em seguida uma manobra brusca para retornar ao ponto de partida.

    Após desembarcar, a mulher entrou no prédio para solicitar outra corrida, mas percebeu que havia esquecido a bolsa dentro do veículo. Pouco tempo depois, o motorista retornou ao local e, conforme relatado pela vítima, arremessou a bolsa na grama do local enquanto novamente a ofendia.

    O motorista ainda teria afirmado que, se fosse outra pessoa, teria ficado com a bolsa e que, caso a passageira fosse homem, ele já teria “dado um jeito nela”.

    A mulher também informa que o condutor permaneceu por algum tempo nas proximidades do condomínio observando o local, “comportamento que lhe causou receio e sensação de intimidação”.