Aluno grava áudio com ameaças de morte à colegas de escola em Tatuí

“Não estou na terra para ajudar, e sim para matar”, afirma adolescente

Escola estadual “Chico Pereira” informa estar tomando providências (foto: arquivo pessoal)
Da reportagem

O áudio de um aluno da Escola Estadual “Chico Pereira”, ameaçando matar colegas de classe, causou pânico em Tatuí. A mensagem circulou por meio do WhatsApp na semana passada.

Diversos pais de alunos manifestaram-se pelas redes sociais, preocupados com a situação. “Pelo sim ou pelo não, prefiro manter meus filhos em casa nos próximos dias”, disse a mãe de um estudante em publicação na rede social.

“Como que a gente fica tranquila mandando o filho pra escola, sabendo que está acontecendo essas ameaças. Só Deus mesmo pra guardá-los”, diz outra mãe de aluno em postagem.

“Meu Deus, tem que ter policiais nas escolas. Por favor, não podemos ficar quietos esperando. E se acontece como já aconteceu em outras escolas, por favor”, escreve outra mãe, pedindo por segurança.

No áudio, o adolescente (que não teve a idade divulgada) não diz exatamente o que faria na escola, mas afirma que “algo de ruim” iria acontecer com os estudantes que comparecessem às aulas nesta semana (de 25 a 29 de abril), o que gerou medo.

“Desta vez, eu não estou brincando, estou fazendo isso enquanto eu tenho controle, enquanto eu tenho sanidade. Eu recomendo vocês faltarem da escola na semana que vem. Se possível, falte a semana inteira ou escolha um dia e torça para ter sorte, porque algo de ruim vai acontecer”, afirma o adolescente no áudio.

No material, divulgado por meio de grupo da escola, o aluno diz que alguns estudantes sabem que ele sofre de problemas mentais e acrescenta: “Eu simplesmente aceitei que eu sou um doente mental e que eu não estou na terra para ajudar, e sim para matar”.

“Então, aceitei de uma vez isso e estou recomendando: quem puder faz este favor para mim: falte! Não apareça na escola na semana que vem; se aparecer, vai sair machucado”, enfatiza o aluno.

Em comunicado oficial, a direção da escola sustenta que o áudio e as diversas publicações que “incitam ao ódio, a violência, a agressividade são fatos isolados que não devem tirar a paz, o bom convívio e a boa relação entre escola, família e comunidade!”.

A direção afirma que “todas as providências estão sendo tomadas, com o devido rigor, com responsabilidade em todos os aspectos legais. O responsável está sendo cientificado da gravidade do áudio e deverá, no âmbito da justiça, reparar danos causados”.

Em nota, a escola ainda informa estar à disposição para esclarecimentos oportunos, pelos telefones 3251-1545, 3205-2255 e 3205-2724.

A reportagem de O Progresso de Tatuí entrou em contato com a direção da escola e com a Diretoria de Ensino de Itapetininga, contudo, os órgãos de ensino alegaram não poderem se manifestar sobre o assunto.

Apenas disseram que a situação “está sob controle”, alegando ter afastado das aulas, desde sexta-feira, 22, o aluno responsável pelo áudio, para que pudesse realizar tratamento de saúde.

Em nota ao jornal nesta terça-feira, 26, a Seduc (Secretaria da Educação do Estado de São Paulo) informou que, “assim que tomou conhecimento dos fatos, a gestão da unidade acionou os responsáveis pelo aluno para tomar as medidas cabíveis”.

Conforme o órgão estadual, o caso foi inserido na Plataforma Conviva SP – Placon, que acompanha o registro de ocorrências escolares na rede estadual de ensino, e será conduzido por profissionais do “Psicólogos na Educação”, mediante autorização dos responsáveis.

“O Gabinete Integrado de Segurança e Proteção Escolar (Gispec), que atua na área de segurança das escolas e no planejamento de estratégias de acolhimento, também acompanha o caso”, informou a Seduc.

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