
Da reportagem
A Associação Recanto Betel de Tatuí (originalmente denominada Recanto Santa Cruz) foi fundada em 5 de agosto de 1976 e este mês completou 50 anos. A instituição foi fundada pela pastora Aline Castejón Mattar, com o objetivo de oferecer atenção socioassistencial a crianças em situação de vulnerabilidade social e exclusão no bairro Valinho.
Ao longo dos anos, o Recanto Betel consolidou sua trajetória como uma entidade de referência na execução de ações socioassistenciais, pautadas na promoção da proteção social e no atendimento continuado de crianças e adolescentes.
“Ao longo desse período, a instituição tem contribuído de forma significativa para o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários, atuando de maneira articulada com a rede socioassistencial e reafirmando seu compromisso com a garantia de direitos e o desenvolvimento integral dos usuários atendidos”, afirma a instituição, por meio do seu site oficial.
“Esse volume expressivo de atendimentos reflete o compromisso institucional com a proteção social, o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes e o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários, consolidando a entidade como um importante agente de transformação social ao longo de sua trajetória histórica”, acrescenta.
A instituição é inscrita no Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS) desde 2005 e no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) de Tatuí, executando o chamado “Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos” (SCFV) com um histórico de 2.540.400 atendimentos realizados ao longo de sua trajetória, na faixa etária de 6 a 15 anos, conforme a Tipificação Nacional dos Serviços Socioassistenciais.
Em consonância com essa tipificação, a entidade desenvolve ações integradas voltadas ao desenvolvimento de potencialidades, à socialização e à proteção integral dos usuários.
Além disso, a instituição ainda efetiva apoio ao desempenho escolar de crianças e adolescentes matriculados na rede pública de ensino, com ênfase na redução da defasagem e no estímulo ao protagonismo estudantil e oficinas socioculturais, com atividades de expressão artística, cultural e criativa por meio do projeto Samaritano, “promovendo identidade, autoestima e desenvolvimento de habilidades socioemocionais”, diz a organização.
A instituição também oferece atividades esportivas coletivas e recreativas como instrumento de socialização, promoção da saúde e prevenção de situações de risco social; e acompanhamento psicossocial e odontológico dos usuários, com articulação intersetorial com a rede de saúde do município para garantia do acesso a serviços especializados.
Finalizando, o Recanto Betel ainda promove atendimento às famílias dos usuários com foco no fortalecimento de vínculos, na superação de vulnerabilidades e na mobilização para o exercício da cidadania e acesso à rede de proteção social e realização de eventos comemorativos, celebrações culturais e atividades coletivas com participação ativa das famílias, “fortalecendo o sentimento de pertencimento e a coesão social no território”.
Conforme Patrícia Conquista, presidente da instituição, o Recanto Betel foi fundado em 1976 pois a condição de vida das pessoas que residiam no bairro Valinho “era bastante precária e muito necessitada de todo tipo de cuidados”.
“Com isso, muitas crianças cresciam nas ruas, eram desnutridas e precisavam de muito carinho e atenção; havia muita gravidez precoce, crianças já viciadas em drogas, prostituição, entre outras vulnerabilidades”, conta ela.
“Mediante muitas crianças que pulavam a porteira de um terreno que estava vazio, da fundadora Aline, para brincar e jogar bola, ela, sensibilizada em ver as crianças o dia todo sem comer, sozinhas, sem referência alguma, sentiu de começar a dar lanche e contar histórias para as crianças que ali estavam”, lembra.
“Com o passar do tempo, o número de crianças aumentou significativamente, sendo necessário formalizar e dar início a um projeto social”, complementa.
Ainda conforme ela, atualmente, são atendidas cem crianças de 6 a 12 anos de idade, todos os dias, das 13h às 17h. Além disso, Patrícia conta que mais de 15 mil crianças já passaram pela associação ao longo dos 50 anos de funcionamento.
A instituição é mantida por doações diversas de pessoas físicas e jurídicas, associados e voluntários, e também através de recursos municipais, estaduais e do Fundo da Criança e Adolescente de Tatuí.
“As doações são de suma importância para manter os trabalhos da Instituição, sendo elas em alimentos, roupas, realização de projetos, valores financeiros”, acentua ela.
No dia 13, a instituição realizou uma celebração de aniversário. “Foi uma grande alegria receber amigos, parceiros, apoiadores e pessoas que fazem parte da nossa trajetória e que, de diferentes formas, contribuem para que o trabalho desenvolvido pelo Recanto Betel continue acontecendo”, diz a instituição.
“Este momento foi, acima de tudo, uma oportunidade de agradecer e reconhecer todos aqueles que caminham conosco”, acrescenta.
“Ao longo dessas cinco décadas, muitas pessoas deixaram sua contribuição nessa história, ajudando a construir uma instituição que acredita no acolhimento, na educação, na convivência e na transformação de vidas”, sublinha Patrícia.
A celebração ainda contou com uma apresentação de balé conduzida por Rosinha Orsi. Já no dia 14, a instituição recebeu a medalha comemorativa “Tatuí 200 Anos”, com indicação do vereador Paulo Sérgio de Almeida Martins (PSD).
Ainda foi homenageada pela moção de aplauso e congratulações pelos 50 anos de existência, por propositora das parlamentares Rosana Nochele Pontes Pereira (PSD) e Elaine Leite de Camargo Miranda (PL).
Além disso, a fundadora da associação recebeu uma moção de aplauso e a instituição, um requerimento de congratulações apresentado na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) pela deputada estadual Fabiana de Lima Barroso Souza (PL).






