
Da reportagem
A prefeitura, por meio do Museu Histórico “Paulo Setúbal”, promoveu, na noite de quarta-feira, 5, a cerimônia de premiação do 24º Concurso Paulo Setúbal – Literatura, no Teatro “Procópio Ferreira”, do Conservatório de Tatuí.
Na premiação, o aluno Vinícius Della Terra Ramos Rodrigues venceu concorrendo pelo segundo ano do ensino médio, sendo premiado pela quinta vez e somando, agora, duas distinções em primeiro lugar.
“Integrando a programação oficial da 84ª Semana Paulo Setúbal, o evento reconheceu estudantes e professores, reafirmou o compromisso do município com a formação de novos leitores e escritores e também foi marcado pela apresentação de iniciativas voltadas à acessibilidade cultural e ao incentivo à produção literária”, conforme a assessoria de comunicação do Executivo.
A solenidade reuniu estudantes, professores, gestores da Educação, escritores, autoridades, familiares e convidados. Nesta edição, o concurso registrou 190 inscrições na categoria literatura, número 46% superior ao da edição anterior.
Ao todo, foram premiados 27 estudantes, que receberam medalhas e valores em dinheiro, e 27 professores orientadores, reconhecidos pelo trabalho desenvolvido na formação de novos leitores e escritores.
“Também receberam homenagens as supervisoras de ensino, as unidades escolares participantes e os integrantes das comissões organizadora e julgadora, em reconhecimento à contribuição de cada um para o fortalecimento de uma iniciativa que, há mais de duas décadas, incentiva a criatividade, a pesquisa histórica e a produção literária entre crianças e jovens”, declara a comunicação.
Durante a cerimônia, foi apresentado o tabloide especial do jornal O Progresso de Tatuí, o qual reúne e divulga os trabalhos premiados nas modalidades literatura e artes visuais desta edição do Concurso Paulo Setúbal.
“A publicação amplia a visibilidade das produções contempladas e contribui para preservar e difundir a produção cultural incentivada pelo certame”, aponta a assessoria. O tabloide, que chega aos leitores do jornal neste final de semana, também pode ser acessado, na versão digital, pelo link: https://bit.ly/3TJ0DCD.
Nesta edição, foi implantada a categoria educação especial, criada para ampliar as oportunidades de participação dos estudantes na perspectiva da educação inclusiva.
“Mantendo o mesmo tema proposto para o concurso – inspirado na obra ‘O Príncipe de Nassau’, de Paulo Setúbal -, a nova categoria assegura diferentes possibilidades de expressão, respeitando diferentes formas de comunicação, e valoriza o potencial de cada participante”, sustenta a assessoria.
“Um exemplo desse propósito foi a conquista da estudante Kerolany Vitória Rodrigues Pereira, que participou pela categoria educação especial. Porém, a aluna teve a produção literária avaliada junto aos trabalhos do terceiro ano do ensino médio, conquistando o primeiro lugar”, acrescenta a assessoria.
“O resultado evidencia que a inclusão se fortalece quando são garantidas igualdade de oportunidades, respeito às diferenças e valorização do potencial de cada estudante”, acentua a comunicação.
Premiados
Ao longo da cerimônia, foram anunciados os estudantes vencedores em nove categorias do concurso: educação especial, educação de jovens e adultos (EJA), ensino fundamental (sexto ao nono ano) e ensino médio (primeiro ao terceiro ano). Além das medalhas, os primeiros colocados recebem premiação em dinheiro, assim como seus respectivos professores orientadores.
Na categoria educação especial, foram premiados: Ryan de Jesus Rodrigues dos Santos, aluno da professora Luzalina Novaes Garajau, da E.E. PEI “Prof.ª Altina Maynardes Araújo” (primeiro lugar); Gabriel Vinicius Garcia Raposo, aluno da professora Luzalina Novaes Garajau, da E.E. PEI “Prof.ª Altina Maynardes Araújo” (segunda colocação); e Arthur Vinícius Vicente Ferreira, aluno da professora Luzalina Novaes Garajau, da E.E. PEI “Prof.ª Altina Maynardes Araújo” (terceiro lugar).
Na educação de jovens e adultos (EJA), o primeiro lugar ficou com Darion Prestes de Camargo, autor da obra “A História do Brasil e sua Importância para a Sociedade”, orientado pela professora Aparecida Ferreira de Almeida, da E.E. PEI “Chico Pereira”.
Em seguida, foram premiadas Andrea Cristiane da Silva, autora da obra “Paulo Setúbal: Literatura, História e Identidade Nacional”, orientada pela professora Aparecida Ferreira de Almeida, da E.E. PEI “Chico Pereira”, e Gabriela Pereira, autora da obra “História e Literatura nas Obras de Paulo Setúbal”, orientada pela professora Aparecida Ferreira de Almeida, da E.E. PEI “Chico Pereira”, respectivamente.
No ensino fundamental, Geovana Benedito Calixto, autora da obra “Cartas de Recife: 1640”, orientada pela professora Mariana R. Plens Ferreira, da E.E. PEI “Barão de Suruí”, conquistou o primeiro lugar no sexto ano.
Já Marcela Ferreira de Moura, autora da obra “Meu Diário”, orientada pela professora Dara Bossolan, da E.E. PEI “Prof.ª Altina Maynardes Araújo”, ficou em segundo lugar; e Ana Luiza Rodrigues, autora da obra “O Banheiro do Tempo”, orientada pela professora Beatriz Dionísio dos Santos, da E.E. PEI “Prof.ª Altina Maynardes Araújo”, em terceiro.
No sétimo ano, a classificação ficou da seguinte forma: primeiro lugar para Jefferson Aquiles Soares de Souza, autor da obra “O Despertar do Príncipe”, orientado pela professora Patrícia de Fátima Soares, do Núcleo de Educação Básica Municipal “Ayrton Senna da Silva” (Nebam); segundo lugar para Pedro Lucas Silva, autor da obra “Quando o Passado Trocou com o Futuro”, orientado pelo professor Rafael Levi Garcia, da E.E. PEI “Prof.ª Altina Maynardes Araújo”; e terceiro lugar para Daniel Marques Ribeiro, autor de “O Julgamento de Nassau”, orientado pelo professor Rafael Levi Garcia, da E.E. PEI “Prof.ª Altina Maynardes Araújo”.
No oitavo ano, foram premiados: Pedro Gabriel Pires, autor da obra “Entre Pontes e Liberdade”, orientado pela professora Gabriella Trevisani, da E.E. PEI “Barão de Suruí”, em primeiro lugar; Stephani da Silva Soares, autora de “A Live Perdida de Nassau”, orientada pela professora Jéssica de Lima Borba Venâncio, da E.E. PEI “Prof.ª Altina Maynardes Araújo”, em segundo lugar; e Rafaelly Bezerra dos Santos, autora de “Vozes do Engenho”, orientada pela professora Gabriella Trevisani, da E.E. PEI “Barão de Suruí”, em terceiro lugar.
Finalizando o ensino fundamental, no nono ano, em primeiro lugar, ficou Daphne Alves Santos, autora da obra “Mauritsstad sem Cores”, orientada pela professora Marisete Machado, da E.E. PEI “Prof.ª Altina Maynardes Araújo”; em segundo lugar, Sthefany Wilians Tobias Santos, autora da obra “A Era de Nassau – Conto de um Príncipe”, orientada pela professora Cleusa E. C. Fidêncio de Oliveira, da Emef “Eunice Pereira de Camargo”; e em terceiro lugar, Luiz Henrique Souza Ribeiro, autor de “A Última Carta de Francisco”, orientado pela professora Natalia K. Campos de Aragão, do Núcleo de Educação Básica Municipal “Ayrton Senna da Silva” (Nebam).
No ensino médio, Beatriz Nunes Correa, autora da obra “Raízes Esquecidas”, orientada pela professora Fernanda Junqueira Simões Medeiros, do Colégio Bem Me Quer, conquistou o primeiro lugar no primeiro ano.
Em seguida, ficaram: Ana Júlia Alves da Silva, autora de “O Apagamento da História: Por que não Podemos Esquecer quem Somos?”, orientada pela professora Ana Caroline Prestes de Souza, da E.E. PEI “Prof.ª Altina Maynardes Araújo”, e Lucas Costa Fiusa, autor de “Virtude da Nação”, orientado pela professora Fernanda Junqueira Simões Medeiros, do Colégio Bem Me Quer, respectivamente.
No segundo ano, o campeão foi Vinícius Della Terra Ramos Rodrigues, autor da obra “Eu e Meu Amigo”, orientado pela professora Mariana Fogaça Calviño, do Colégio Anglo.
Em seguida, ficaram: Isabella Rodrigues de Almeida, autora de “A Importância da Diferenciação de Nassau Literário ou Histórico”, orientada pelo professor João Luiz Azevedo, da E.E. PEI “Barão de Suruí”, e João Gabriel Antonio, autor de “A Importância da Compreensão Histórica e a Obra Príncipe de Nassau”, orientado pela professora Lisandra Campubri Santiago, da E.E. PEI “Prof. Ary de Almeida Sinisgalli”, respectivamente.
No terceiro ano, a classificação ficou da seguinte forma: primeiro lugar para Kerolany Vitória Rodrigues Pereira, autora de “Um Príncipe pra Mim!”, orientada pela professora Andresa Prado de Jezus, da E.E. PEI “Prof. Ary de Almeida Sinisgalli”; e segundo lugar para Maria Júlia Amaro Bloes, autora de “A Pedra Bruta Verde e Amarela”, orientada pela professora Fernanda Junqueira Simões Medeiros, do Colégio Bem Me Quer.
O terceiro lugar foi para Davi Alexandre dos Santos, autor de “Príncipe Iluminado”, orientado pela professora Alba Mariela Defensor, da E.E. PEI “Prof.ª Altina Maynardes Araújo”.
Após a cerimônia, Rodrigues, que venceu pelo segundo ano do ensino médio, contou que participara outras vezes do concurso, sendo esta a segunda vez que conquista o primeiro lugar.
“Comecei no concurso em 2022, ficando em segundo lugar; em 2023, fiquei em terceiro; e em 2024, conquistei pela primeira vez a primeira colocação. Ano passado, fiquei em segundo e, desta vez, fui premiado em primeiro novamente”, enumerou.
Ele lembra que, em 2022, quando anunciado como um dos vencedores pela primeira vez, “ficou muito emocionado”. “Eu não esperava. Foi uma obra que escrevi e dei totalmente minha alma dentro do meu coração e, quando fui chamado pelo Vianna (Rogério Vianna, secretário-adjunto do Esporte, Cultura, Turismo e Lazer), fiquei deslumbrado”, conta.
“Estava com a minha irmã do meu lado, e a minha madrinha, que é uma pessoa muito importante para mim, não estava presente, mas estava acompanhando online. Nós ligamos para ela no momento que eu ia ser chamado, e eu, minha irmã, ela e meus pais vibramos”, acrescentou.
“Fiquei muito feliz, porque foi uma obra que eu amei escrever, e ter tido esse reconhecimento foi muito bom”, emendou, sobre o trabalho deste ano.
“Foi uma obra também que teve uma peculiaridade, porque escrevi em muito pouco tempo, mas também me dediquei de coração e alma, e, quando fui chamado, também não acreditava. Cheguei tremendo no palco”, confessou.
“Acho que a escrita encanta as pessoas e, conforme você vai evoluindo a conversa com seu leitor, vai melhorando, e é incrível para mim”, finalizou.
Kerolany Vitória, que se inscreveu pela educação especial, mas ficou em primeiro lugar no terceiro ano, conta que ficou feliz de ser premiada. Ela também agradeceu a professora e a mãe pelo incentivo aos estudos. A aluna também contou que demorara cerca de três dias para a produção do texto.
Já a professora Andresa Prado de Jezus afirmou que a expectativa para a premiação da aluna “estava grande”. “Ia passando todas as escolas, e ele chamou o terceiro e segundo lugar, mas, quando chamou o primeiro lugar, a emoção veio à flor da pele e eu comecei a chorar junto com ela. Entrei no palco tremendo, e foi muito bom”, acrescentou.
Sobre o fato de a estudante ter sido premiada pelo terceiro ano, sem precisar passar para a educação especial, a professora observou que “ela tem que continuar escrevendo, pois é uma ótima poetisa”. “Acompanho os poemas que ela faz na escola e acho que isso é um incentivo para ela sempre colocar no papel o que ela tem no coração”, finalizou.
O secretário-adjunto Rogério Vianna avaliou a entrega dos prêmios de literatura e artes “com os números mais positivos”. “Lembrando que nós não podemos avaliar somente os números, devemos avaliar também a qualidade do certame, que tem ficado cada vez mais abrangente”, acentuou.
“Prova é, hoje, a grata surpresa de ver uma aluna de terceiro ano de ensino médio que se inscreve como educação especial e passa antes pelo certame na série dela, e não precisou. Foi direto pela própria série e alcançou o primeiro lugar”, comentou.
“Então, nós vemos a grandiosidade deste certame nesses pequenos atos que são expressivamente gigantes para nossa identidade. Eles são gigantescos porque temos que dar oportunidade para todos. Nós que trabalhamos no poder público temos que sempre estar em diálogo com todos para entender em qual enquadramento precisamos melhorar, o que devemos evoluir. Fizemos várias provações esses dias para a comissão organizadora justamente para quando a ata for redigida”, explicou.
Vianna também comentou sobre a entrega das obras “Alma Cabocla” e “Confiteor”, de Paulo Setúbal, em versões braile, fonte ampliada e audiolivro. “Um projeto que vemos os frutos e a importância desses frutos”, acrescentou.
“Já temos as atividades educativas com o braile e com a fonte ampliada, mas agora estamos trazendo a obra de Paulo Setúbal, e se ele, dentro da semana, é o grande protagonista, temos que valorizar o protagonismo”, opinou.
“E temos que agradecer imensamente a família Setúbal, porque nós vemos os panoramas das cidades no Brasil, e elas não conseguem produzir e fomentar se não tiverem o apoio das pessoas – de pessoas que realmente querem fazer e não que falam que fazem”, acrescentou.
“Nós vemos uma criança do sexto ano comemorando a primeira vez a possibilidade de pisar no palco do Teatro ‘Procópio Ferreira’, nessa parceria com o Conservatório de Tatuí. É a casa de espetáculos de Tatuí”, lembrou.
“Um sonho que parece ser difícil de alcançar, mas, a partir do momento que você vem a primeira vez, muda a forma de vez. Você não passa na frente, você está dentro, se olha e se vê ali dentro”, emendou.
“Então, a Semana Paulo Setúbal é isso para Tatuí. Fora todas as atividades culturais que acontecem, de apresentações, os certames que o museu promove, é cada vez mais essencial para que continuemos ampliando e intensificando a valorização da nossa identidade tatuiana “, finalizou.
Publicação de livros
Além da premiação do concurso, a cerimônia também marcou a apresentação oficial dos cinco projetos contemplados pelo edital 03/2026 – Publicação de Livros “Leila Salum Menezes da Silva”, do Museu Histórico “Paulo Setúbal”, iniciativa da prefeitura que incentiva a produção literária e amplia as oportunidades para escritores locais publicarem suas obras.
Nesta edição, foram selecionados os livros: “O Cordão da Confusão!”, de Fernnanda Kézia; “Assombrações da Tatuí Velha – Contos de Rachar o Pé Vermeio de Medo”, de Ivan Camargo; “Cordão dos Bichos – Nossa Cultura Tatuiana, Alegria de Festejar”, de Raquel Prestes; “Cartas ao Invisível”, de Cristina Siqueira; e “O Talento que o Cordão não Revela”, de Brian Pietro.
“Um dos momentos mais simbólicos da noite foi a participação do estudante Brian Pietro, da rede municipal de ensino, contemplado pelo segundo ano consecutivo no edital ‘Publicação de Livros’”, frisa a assessoria de comunicação.
“Ao compartilhar sua experiência com o público, ele incentivou outros estudantes a acreditarem em seus sonhos e aproveitarem as oportunidades oferecidas pelos editais culturais promovidos pelo município, reforçando a importância das políticas públicas de incentivo à leitura, à escrita e à formação de novos autores”, acrescentou.
Ampliação da acessibilidade
Na sequência da cerimônia, o gestor executivo financeiro do projeto “Educativo do Museu ‘Paulo Setúbal’ e Equipamentos de Memória”, Donny Barros, apresentou uma das principais ações de acessibilidade cultural desenvolvidas no âmbito das comemorações do bicentenário de Tatuí.
O público conheceu o projeto que viabilizou a produção das obras “Alma Cabocla” e “Confiteor”, de Paulo Setúbal, em versões em braile, fonte ampliada e audiolivro, ampliando o acesso de pessoas cegas, com deficiência visual e baixa visão às obras do escritor tatuiano.
“Desenvolvido pela Fundação Dorina Nowill para Cegos, o projeto integra a programação oficial do bicentenário de Tatuí – Tatuí 200 Anos e reafirma o compromisso da prefeitura com a democratização do acesso ao patrimônio cultural”, comenta a assessoria.
A iniciativa é realizada pela RV Produções Culturais, por meio do projeto “Educativo do Museu ‘Paulo Setúbal’ e Equipamentos de Memória”, contemplado pela Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), com recursos do governo federal, operacionalizados pelo governo do Estado de São Paulo, por meio do Programa de Ação Cultural (ProAC Editais).
“Ao reunir o reconhecimento aos estudantes e professores, o incentivo à produção literária, a valorização dos novos talentos e o lançamento de iniciativas voltadas à acessibilidade cultural, a cerimônia reafirmou o papel da 84ª Semana Paulo Setúbal como um dos mais importantes eventos culturais e educacionais de Tatuí”, aponta o setor de comunicação.
“Em pleno ano do bicentenário, a iniciativa demonstra que preservar o legado de Paulo Setúbal também significa investir na formação de novos leitores e escritores, ampliar o acesso à cultura e fortalecer a identidade histórica e cultural do município para as futuras gerações”, finaliza.








