
Aqui, Ali, Acolá
José Ortiz de Camargo Neto *
Este fato, absolutamente real, foi-me contado há três dias. Confesso que fiquei admirado. Quem me relatou foi a Sra. L…, uma amiga de longa data, nonagenária. Eis a sua narrativa:
“Minha sogra, já idosa, tinha muito medo de morrer. Um dia adoeceu e entrou em coma. Ficamos todos apreensivos na família, pois ela ‘desligou’ completamente. Passou assim a sexta-feira, o sábado e o domingo. Na segunda, quando imaginávamos que o fim estava próximo, ela subitamente sentou-se na cama e começou a rir — ria com vontade! Em seguida, disse:
— Eu vou morrer, mas sei para onde vou!
Todos ficamos chocados com aquela cena inusitada. A neta dela, então, interveio:
— Vovó, não morra! Tenho provas na faculdade esta semana. Se a senhora partir, vou ficar arrasada e não conseguirei nem passar!
Minha sogra respondeu:
— Não vou morrer agora. Vou esperar você fazer sua prova.
A neta realizou os exames ao longo da semana, concluindo-os na sexta-feira. Ao retornar para casa, abraçou a avó, que apenas disse: ‘Agora posso ir’. E faleceu.”
O que pensa o leitor sobre isso? Quanto a mim, conheço a Sra. L. há anos: uma pessoa íntegra, lúcida e sem qualquer motivo para inventar uma história como essa.
Como estudioso diletante sobre EQM (Experiências de Quase Morte), vejo que há grande quantidade de casos semelhantes (pessoas que morrem por minutos, são ressuscitadas por massagens cardíacas, e contam o que viram no além – para que lugar poderão ir. Mas algumas são orientadas a voltar, para concluir alguma missão na Terra.
Este outro fato mostra que muito do que consideramos crendices dos selvagens, têm na verdade fundamento. Está relatado no livro “Metafísica Trilógica Vol. 2 – Fenômenos Sensoriais Transcendentais”, de Norberto Keppe, 2ª. Edição, Proton Editora, 2002. p. 35:
“Alexandre Frascari contou que determinada pessoa no Brasil era amiga de um índio que adoeceu com malária; ele pediu ao companheiro que fizesse os mesmos passes realizados pelo pajé, no que foi atendido. Qual não foi sua surpresa ao ver que algum tempo depois o enfermo se recuperou inteiramente da doença.
Esse fato mostra que, se for aceita a energia vital que percorre a criação, haverá condições de curar e desenvolver a natureza e a humanidade.”
Como se vê, este genial cientista estava mostrando que tal cura ocorreu por transmissão energética de um ser humano com afeto a outro, não havendo nada de magia ou superstição nisso.
Daí que o nome do livro não é “Fenômenos Extrassensoriais”, mas Fenômenos Sensoriais, portanto naturais, atinentes a todos os seres humanos. Naturais e ligados à transcendência.
Como dizia Pascal: “Entre o céu e a terra há mais mistérios do que o sonha nossa vã filosofia.”
Até breve.
* Jornalista e escritor tatuiano.




