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    Guia turístico de Tatuí: a cidade como real destino

    Se o bicentenário de Tatuí é um marco de memória, também é, cada vez mais, um propósito de futuro. E, entre as poucas ações que buscam traduzir essa combinação entre passado e projeção encontra-se o Guia Turístico e Gastronômico “Tatuí Cidade Ternura”, que agora chega à nona edição.

    E isso justa e felizmente no ano em que o município recebe, oficialmente, o título de estância turística. Não é coincidência que o lançamento do guia ocorra durante a 12ª Feira do Doce, o maior evento turístico e gastronômico da cidade: é a confirmação de que Tatuí deixou de ser apenas um lugar de passagem para se consolidar como destino.

    O guia, desde a primeira edição, cumpre um papel estratégico. Ele não é apenas um catálogo de atrações; é um instrumento de organização do setor, um inventário vivo do que a cidade tem a mostrar e um convite para que moradores e visitantes redescubram Tatuí.

    Em linguagem acessível e com imagens atualizadas, apresenta o calendário cultural, a história local, os principais atrativos, a rede de hospedagem, bares, restaurantes e prestadores de serviços. A publicação, portanto, ajuda a transformar potencial turístico em conquistas concretas.

    E, ao fazê-lo gratuitamente e com foco no comércio local, o guia cumpre também uma função econômica: amplia a visibilidade de quem trabalha com turismo e fortalece a cadeia produtiva da cidade.

    A escolha de lançá-lo na Feira do Doce não poderia ser mais simbólica. O evento, que reúne centenas de milhares de visitantes anualmente, é o termômetro do impacto do turismo em Tatuí.

    É ali que a vocação gastronômica da cidade se encontra com a música, com o artesanato, com a história e com a hospitalidade local. É ali, também, que o guia cumpre sua função mais imediata: orientar o visitante, valorizar o patrimônio e estimular o consumo consciente dos serviços locais.

    A Feira do Doce, nesse sentido, já é muito mais que uma festa, colocando-se como uma vitrine regional, cujo potencial se torna ainda mais eficiente quando acompanhada de um guia que organiza, qualifica e dá sentido ao passeio.

    O reconhecimento de Tatuí como estância turística, mais que oportunamente em 2026, por sua vez, extrapola o título formal. É um reconhecimento institucional de que a cidade atingiu um patamar de estrutura, diversidade de atrativos e capacidade de recepção compatível com a demanda estadual e nacional.

    E é, também, um chamado à responsabilidade: manter e elevar o padrão de acolhimento, preservar o patrimônio, investir em acessibilidade e garantir que o turismo seja, de fato, vetor de desenvolvimento sustentável.

    Também por esse motivo o guia turístico, produzido pioneiramente pelo jornal O Progresso de Tatuí, torna-se ainda mais relevante, pois funciona como uma ponte entre a política pública e a vivência real do visitante.

    É importante lembrar que esse caminho não foi óbvio nem imediato. O Progresso de Tatuí já destacava, em meio ao movimento pela valorização do turismo na cidade, na metade da década passada, que havia desconfiança sobre a viabilidade desse setor local.

    A própria Feira do Doce (então “Festa”) nasceu como aposta, e o guia surgiu como uma das primeiras iniciativas a investir na profissionalização do setor.

    A trajetória desses projetos é, portanto, um exemplo de persistência coletiva: jornalismo, iniciativa privada, prefeitura, Conselho Municipal de Turismo (Comtur) e sociedade civil se mobilizaram para transformar uma vocação em realidade econômica e cultural.

    Hoje, a cidade colhe frutos desse esforço. O turismo movimenta a economia, gera empregos, valoriza a produção local e amplifica a autoestima tatuiana.

    Com esse objetivo maior é que o guia registra e divulgar o que a cidade tem de melhor, assim contribuindo para que o visitante não veja apenas os pontos turísticos, mas compreenda a identidade deste lugar.

    Ele conecta o Conservatório Dramático e Musical “Dr. Carlos de Campos” à Feira do Doce; a Semana Paulo Setúbal ao Memorial do Rugby; o Museu Histórico “Paulo Setúbal” ao Portal da Cidade; o doce caseiro à música, à literatura e à memória! Essa integração é o que transforma Tatuí de “cidade com atrativos” em “destino turístico”.

    No ano do bicentenário, o guia ganha ainda mais sentido. Ele se torna um dos instrumentos centrais para que a celebração não seja apenas festiva, mas também organizada, acolhedora e inclusiva.

    Orientando o turista, valorizando o comércio local e dando visibilidade às ações culturais, a publicação ajuda a garantir que o legado do bicentenário não se esgote em eventos pontuais, mas se converta em vivências e lembrança duradouras.

    E, ao fazê-lo, sublinha uma lição que o próprio percurso da cidade ensina: o turismo só cresce quando é construído com planejamento, cooperação e orgulho local.

    Que a nona edição do guia “Tatuí Cidade Ternura” seja, portanto, mais que um mapa: seja um convite para que Tatuí siga se vendo — e sendo vista — como destino que acolhe, encanta e transforma. Porque, quando a cidade aprende a se mostrar, ela também aprende a se reinventar. E é exatamente isso que o bicentenário deve celebrar: uma cidade que, ao olhar para sua história, reenergiza-se para seguir em frente.

    Com todos estes saborosos propósitos, a nona edição do guia “Tatuí Cidade Ternura” chega aos visitantes da 12ª Feira do Doce, com distribuição gratuita, e na sequência, da mesma forma, aos leitores do jornal O Progresso de Tatuí, em agosto, junto aos demais eventos e iniciativas especiais em celebração aos 200 anos do município!