
Raul Vallerine
Mesmo que tenham filosofias diferentes, as religiões defendem valores semelhantes para a conduta ética e trazem a mesma mensagem de amor, compaixão e perdão! (Dalai Lama)
Nos dias de hoje, jornais, revistas, programas de televisão, redes sociais e em bate-papos com amigos é bastante comum tratarmos da importância de uma “sociedade mais ética”.
Este debate é amplo e perpassa por atitudes que vão desde a área política, pesquisas, relações pessoais, postura das empresas e uma infinidade de outros temas.
Com isso, surgem alguns questionamentos: Por que a ética é tão importante na minha vida? Vale à pena desfazer uma amizade por causa de conflitos de opinião? O que eu ganho tendo uma postura ética?
Para respondermos estas perguntas, devemos partir da premissa de que o princípio fundamental da ética é fazer bem aos outros.
Desde os primeiros pensamentos filosóficos de Sócrates e Platão, a ética esteve interligada ao sentido do bem, da virtude, do valor dos indivíduos, da educação para a justiça e da busca por uma sociedade mais justa.
Ao nascer, já nos deparamos com regras de comportamento. Em nossas famílias, aprendemos as primeiras lições de valores morais com nossos pais.
Cada indivíduo possui cultura, costumes e características distintas. Consequentemente, o lugar em que vivemos, possui uma grande variedade de pessoas com as mais distintas particularidades.
O sucesso do relacionamento social está ligado às nossas escolhas e atitudes. Não é suficiente somente conviver, temos que aceitar e respeitar as diferenças de todos os grupos que fazem parte da sociedade.
Em nosso país, ouvimos muito falar no “jeitinho brasileiro”. Este dito popular busca justificar atitudes antiéticas que são contrárias à cidadania.
É importante ressaltar que atos simples como jogar lixo no chão, não respeitar filas, estacionar em vagas exclusivas, entre outros, são mais do que “falta de educação”, estas atitudes invadem o espaço coletivo e ultrapassam o limite da individualidade, portanto, são atitudes antiéticas. Quando os princípios éticos são seguidos, acontece uma convivência mais harmônica na sociedade.
O atual panorama político do Brasil, afetou vários aspectos da vida cotidiana da população. Além da recessão, inflação e desemprego, incluímos o término de algumas relações sociais.
Em decorrência do avanço da crise econômica, houve o aumento de manifestações contra e a favor do governo e de partidos políticos, com isso, algumas amizades virtuais e reais foram abaladas ou rompidas.
O fato de “deixar de ser amigos”, por divergência de opinião e de princípios morais entre as partes envolvidas, é algo muito preocupante.
Conversas equilibradas são importantes e necessárias, a partir do momento, em que as opiniões divergentes sejam respeitadas e que as colocações dos argumentos contrários, deixe de lado aspectos pessoais dos envolvidos.
A forma com que o indivíduo age em sociedade, determina se ele é uma pessoa ética ou antiética. A pessoa é considerada ética quando possui um modo de viver considerado socialmente bom.
Para que tenhamos um convívio social harmonioso é imprescindível respeitarmos certas normas preestabelecidas pela sociedade na qual estamos inseridos.
O comportamento ético é esperado tanto na vida pessoal, quanto na profissional. A postura ética é considerada, atualmente, como um dos quesitos mais importantes para quem almeja o sucesso profissional
As escolhas feitas pelos indivíduos definem o sucesso ou o fracasso da imagem da pessoa no mercado de trabalho. Maus hábitos ou escolhas impensadas podem aniquilar ou edificar qualquer imagem profissional.
A mudança não ocorre quando aguardamos apenas a transformação dos outros, todos os indivíduos têm um papel importante na construção de uma sociedade melhor.




