Com doação de materiais, tem início reforma na casa de Alan

    Reforma está sendo possível graças a ajuda de empresário

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    Alan terá mais liberdade e independência com novo quarto e banheiro adaptados (foto: Eduardo Domingues)
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    As obras na residência do jovem Alan Rodrigues Mendes, portador de paralisia cerebral, já foram iniciadas. A construção de um quarto e de um banheiro adaptados está sendo possível por meio de auxílio de terceiros.

    A mãe de Alan, Elenir Rodrigues, revela que as obras começaram na sexta-feira da semana passada, 4. Segundo ela, as paredes já foram erguidas e a laje seria colocada.

    Elenir conta que um empresário doou todo o material necessário para a construção do quarto e banheiro adaptados para Alan. Porém, conforme a mãe, o doador pediu para ser mantido em sigilo.

    Em dezembro, houve um jogo de futebol solidário em prol a Alan e à Santa Casa de Misericórdia, sediado no Clube de Campo. O evento, que contou com a presença de personalidades esportivas, foi realizado por Farid Ohamad Jamoul, em conjunto com dezenas de patrocinadores.

    Toda a renda adquirida com os ingressos foi revertida à família de Alan. Foram confeccionadas 2.000 entradas para a partida beneficente, porém, seria preciso comercializar todos os ingressos para alcançar o montante necessário às obras.

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    Entretanto, acabaram sendo vendidos 1.242 ingressos, não se conseguindo alcançar a meta estipulada. A mãe de Alan afirmou que, apesar de não ter comercializado todos os ingressos, o valor arrecadado já ajudava.

    “O dinheiro não foi suficiente para fazer tudo o que o Alan precisa, mas estou pesquisando preços e veremos o que conseguiremos fazer para o novo quarto dele”, declarou, na ocasião.

    Contudo, Elenir afirma que, com a doação recebida, será possível realizar a obra prevista. Segundo ela, a quantia arrecadada no futebol beneficente e com a rifa de um uniforme do Flamengo, oferecida pelo jogador tatuiano Rodinei e que segue à venda, poderá ser utilizada para outras necessidades.

    “Foi mais uma benção que recebemos. É um anjo enviado por Deus, assim como Jamoul e o pastor Paulo Sérgio de Almeida Martins”, assegura Elenir.

    Na ocasião, para acompanhar o futebol solidário, o público também precisava doar um litro de leite ou um quilo de açúcar, para a Santa Casa, mas os torcedores ofereceram uma variedade de outros produtos alimentícios.

    Além de 224 quilos de açúcar e 1.026 litros de leite, foram arrecadados 5.051 quilos de alimentos, como feijão, arroz, fubá, farofa, farinha de trigo e de milho, macarrão, achocolatado e óleo de soja.

    História de Alan

    No dia 27 de setembro de 1996, Alan nasceu prematuramente com seis meses de gestação, pesando apenas um quilo e com 36 centímetros. Ele precisou ficar internado no Hospital Regional de Sorocaba para ganhar peso e tamanho por cerca de três meses.

    Após receber alta do hospital, o médico avisou à mãe que seria um “caso especial”, pois, por falta de oxigênio em uma região do cérebro, Alan sofria de encefalopatia crônica não progressiva, a paralisia cerebral.

    A doença afetou o braço esquerdo e as duas pernas de Alan. Ele passou por cirurgias e utiliza órteses nesses membros para ajudar a se locomover, mas sempre com a ajuda de alguém.

    Dentro de casa, Alan se desloca engatinhando com o quadril em contato com o chão. A família mora em uma residência de “meio lote” e não há espaço suficiente para o jovem utilizar o andador ou a cadeira de rodas.

    Por conta disso, Elenir conta que a construção de um quarto e um banheiro adaptados seria para dar mais liberdade e independência ao filho.

    O jovem faz acompanhamentos com fisioterapeutas, psicólogos e neurologistas, além do uso contínuo de medicamentos controlados, para evitar convulsões e até paradas cardíacas, como ocorreu por duas vezes quando Alan tinha oito anos de idade.

    Por 14 anos, o menino realizou tratamento na AACD (Associação de Apoio a Criança Deficiente), em São Paulo, porém, ao chegar à idade limite de 22 anos, a unidade de saúde não pôde mais atendê-lo.

    Elenir acompanhava o filho nas idas a São Paulo. Eles utilizavam o veículo do setor de frotas da Prefeitura, mas a mãe diz que era uma rotina muito cansativa.

    “Passávamos o dia todo fora de casa. Saíamos às 3h, ficávamos o dia inteiro no hospital para passar em apenas um médico e chegávamos de volta entre 19h até 22h”, expôs a mãe.

    Para se dedicar integralmente aos cuidados com o filho, Elenir não possui emprego. O marido está desempregado há mais de dois meses. Alan é o filho mais velho da família, ao lado de um irmão e uma irmã.

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