Tatuí perde 69 postos de trabalho formal

Setor de indústria tem o pior resultado do mês de março, com a perda de 68 vagas

Saldo de março é resultado de 1.062 admissões para 1.131 desligamentos
Da reportagem

O mercado de trabalho formal em Tatuí fechou o mês de março com saldo negativo. Conforme o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), o município perdeu 69 vagas de emprego no terceiro mês do ano.

Os dados foram divulgados pelo órgão do Ministério da Economia na tarde de quinta-feira, 28 de abril. O saldo é resultado de 1.062 admissões para 1.131 desligamentos.

Com isso, o estoque de empregos com carteira assinada chegou a 27.658, o que corresponde a uma variação negativa de 0,25% em relação ao total de trabalhadores formalizados até fevereiro.

No terceiro mês de 2022, três dos cinco setores analisados pelo órgão perderam empregos formais em comparação a fevereiro. O pior saldo negativo foi do setor industrial, com o fechamento de 68 vagas, resultado de 223 admissões para 291 demissões.

A atividade econômica é a segunda maior empregadora da cidade e concentrou 30,55% do estoque de empregos de março, com 8.450 trabalhadores. O número representa variação negativa de 0,80% em comparação ao estoque do mês anterior.

Entre os subsetores da atividade econômica, somente a indústria de água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação obteve saldo positivo no mês de março. A atividade gerou duas novas vagas, advindas de cinco admissões e três demissões.

A indústria de eletricidade e gás fechou uma vaga – resultado de nenhuma contratação para uma demissão. Nas indústrias de extrativas, a perda foi de oito postos (uma contratação para nove demissões); e na indústria de transformação, a queda foi de menos 61 (217 para 278).

Em segundo lugar na lista do saldo negativo em março, está o setor de serviços, com o fechamento de 22 postos – resultado de 356 contratações para 378 desligamentos.

A atividade é a maior empregadora da cidade e concentrava 34,24% do estoque até março, com 9.471 formalizados. O número representa variação negativa de 0,23% em comparação ao mês anterior.

Na análise entre os subsetores, dois aparecem com saldo positivo: os serviços de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, com 12 postos; e informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, com duas novas vagas.

Os resultados das duas atividades, contudo, não foi suficiente para reverter o saldo negativo dos outros subsetores. Os serviços de alojamento e alimentação fecharam o mês de março com a perda de 23 postos (49 admissões para 72 demissões).

Os serviços de transporte, armazenagem e correio fecharam oito postos (78 contratações e 86 desligamentos). Já os serviços domésticos terminaram o mês com saldo negativo de uma vaga, com nenhuma contratação e uma demissão. Os outros tipos de serviços fecharam quatro postos (26 para 30).

Ainda com saldo negativo, aparece o setor de comércio, com o fechamento de três vagas. O setor contratou 366 trabalhadores e dispensou 369.

A atividade comercial é a terceira maior empregadora do município, com o estoque de 7.391 funcionários, o que representa 26,72% do total do estoque contabilizado até março e variação negativa de 0,04% em comparação a fevereiro.

Dos três subsetores do comércio, dois fecharam o mês com mais demissões. O setor varejista fechou 31 postos – resultado de 258 contratações para 289 demissões. Já o comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas fechou 13 postos (21 para 34).

O comércio por atacado (exceto recuperação de veículos automotores e motocicletas) é o único subsetor que aparece com saldo positivo, com 41 novas vagas, advindas de 87 contratações para 46 demissões.

O melhor resultado do mês de março foi do setor de construção civil, com saldo positivo de 20 novos postos formais – resultado de 64 admissões para 44 demissões.

A atividade concentra 2,75% da mão de obra contratada, com 763 trabalhadores. O resultado mostra variação positiva de 2,69% em comparação com o estoque de fevereiro.

Na área de construção de obras e infraestrutura, foram abertas 19 vagas, advindas de 24 contratações e cinco demissões. Já o setor de construção de edifícios criou nove postos no terceiro mês, resultado de 22 admissões e 13 desligamentos.

Na área de serviços especializados para a construção, o saldo de empregos ficou negativo, com a perda de oito postos de trabalho – resultado de 18 admissões e 26 demissões.

Fecha a lista dos setores, com saldo positivo, a agropecuária. O grupo, que abrange agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, gerou quatro novas vagas no terceiro mês, com 53 admissões e 49 desligamentos.

A atividade econômica é a quarta maior contratadora do município e concentrou 5,72% do estoque de empregos contabilizado no terceiro mês do ano, com 1.583 funcionários formalizados.

Ainda conforme o balanço do órgão do Ministério da Economia, na contramão de Tatuí, o Brasil criou 136.189 vagas de emprego com carteira assinada em março.

O saldo é decorrente de 1.9536.071 admissões e 1.816.882 desligamentos. Com isso, o estoque de empregos formais no país chegou a 41.293.528 vínculos, o que representa variação de 0,33% em relação ao estoque do mês anterior.

Em março deste ano, foram criados empregos formais em quatro dos cinco setores da economia: serviços (111.513), indústria (15.260), construção (25.059), comércio (352) e agropecuária (menos 15.995).

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