‘Tatuí ainda não tem identificada a variante P.1 do coronavírus’, diz VE

Órgão informou a O Progresso que a genotipagem não apontou presença

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Da redação

Tatuí ainda não registra casos de pacientes infectados pela variante P.1, do coronavírus. Em nota enviada a O Progresso, na manhã de quinta-feira, 8, a VE (Vigilância Epidemiológica) de Tatuí informou não haver confirmação da identificação da presença de uma nova linhagem do vírus entre os pacientes.

De acordo com o órgão, a Secretaria Municipal da Saúde recebeu a negativa no dia 22 de março. Na data, o IAL (Instituto “Adolfo Lutz”), em São Paulo, teria retornado os resultados de testes de genotipagem obtidos a partir de amostras de pacientes, como sendo negativos para a variante de Manaus, no Amazonas.

No comunicado, a VE afirma que “até esta data (22 de março)”, a variante não havia sido identificada. O setor não mencionou, porém, se outras amostras haviam sido encaminhadas para o mesmo instituto recentemente e se os óbitos registrados no município (que estão subindo) poderiam estar relacionados com a provável disseminação de uma variante altamente transmissível. Também não explicitou se há a presença de outras variantes no município.

A P.1 é internacionalmente classificada como uma “variante de preocupação”. Pesquisas científicas divulgadas publicamente até o momento indicam que essa variação poderia deflagrar casos mais graves da doença.

A Covid-19 atinge pessoas em diferentes níveis, sendo dividida em casos assintomáticos, leves e moderados e casos graves. Os assintomáticos consistem em pacientes que não apresentam sintomas, mas podem transmitir a doença.

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Nos casos leves e moderados, os sintomas são como os de um resfriado: febre leve ou moderada, controlável com antitérmico, tosse seca, coriza, fadiga, dor de garganta, dor de cabeça e dores musculares. Pacientes de casos leves não costumam apresentar complicados e podem ser acompanhados em casa, sem necessidade de internação hospitalar, mas com isolamento.

Os casos graves consistem na presença de falta de ar e febre alta e persistente, dificuldade para respirar e sensação de afogamento, diminuição da força física, principalmente para caminhar e se movimentar, confusão mental e queda de pressão arterial. Muitas vezes, outros sintomas podem sugerir que o vírus esteja causando danos ao pulmão, ao coração e ao cérebro, por causa da baixa oxigenação, além de inflamações e tromboses, nos quadros severos.

Um fator de preocupação para a cidade é que já há registro de mutação do vírus no interior, mais precisamente em Sorocaba. No município vizinho, a Secretaria da Saúde identificou a presença de cinco variações no dia 24 de março, dois dias depois de o IAL divulgar os resultados negativos para o município de Tatuí.

Na ocasião, as autoridades sorocabanas afirmaram que os vírus que sofreram mutações vieram do Reio Unido, e dos estados de Minas Gerais e Manaus, junto com outras duas variantes cujos nomes não haviam sido informados. Já no dia 1º deste mês, Sorocaba identificou a presença de uma variante inédita em território brasileiro, possuindo traços semelhantes à cepa sul-africana.

Em Tatuí, a possível presença da variante P.1 havia sido mencionada em um vídeo que está circulando pela internet. O material foi encaminhado pela reportagem do jornal para conhecimento da Secretaria Municipal da Saúde, junto com perguntas a respeito da relação entre a variante e o aumento de contágios. A pasta, então, enviou as questões para a VE, que descartou a informação.

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