Quadra e Milagre lamentam fato de municí­pio não eleger

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Candidatos a deputado federal residentes em Tatuí, Marcos Rogério de Campos Camargo (Marcos Quadra) e Rogério de Jesus Paes (Rogério Milagre) não conseguiram se eleger.

O primeiro obteve 11.407 votos no Estado, 10 mil votos a menos que precisava para ocupar uma cadeira na Câmara dos Deputados, em Brasília; o segundo, somou 1.788, dos mais de 30 mil necessários.

Em Tatuí, Quadra teve 12,20% dos 52.029 votos válidos. Ele contabilizou 6.349 votos. Já Milagre somou 1.714 votos no município, o equivalente a 3,29% dos válidos.

Procurados por O Progresso, os políticos comentaram o desempenho nas urnas. Ambos lamentaram o fato de Tatuí não ter conseguido eleger um deputado federal.

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Em resumo, Marcos Quadra atribuiu o resultado a “sucessivos ataques mentirosos” e Milagre afirmou que a falta de recursos para a campanha atrapalhou.

“Tatuí perdeu uma oportunidade única de eleger o primeiro deputado federal de sua história. Ficamos a apenas 10 mil votos desse sonho”, afirmou Quadra, em nota.

O político também divulgou nota de agradecimento à população em rede social e, no material encaminhado ao jornal, disse ter tido o nome associado “como idealizador do aumento do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano)”. O tributo teve reajuste que variou de 34% a mais de 100%.

“Chegaram até mesmo a dizer que minha candidatura havia sido impugnada e que eu era primo do prefeito Manu (José Manoel Correa Coelho), fatos que também não são verdadeiros”, destacou o candidato, por meio de assessoria.

No mesmo material, o político sustenta que “essas e outras mentiras” haviam sido veiculadas em panfleto no qual constava CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) do ex-prefeito Luiz Gonzaga Vieira de Camargo, do PSDB.

Conforme a assessoria do ex-prefeito, Quadra representou contra o material junto ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de São Paulo, mas “perdeu na análise do mérito da questão”. A sentença ficou a cargo da juíza Claudia Lúcia Fonseca Fanucchi, em decisão monocrática, no dia 25 de setembro.

Conforme o candidato, por conta do que chamou de “ação orquestrada pela oposição”, ele perdeu votos. Quadra afirmou que chegou a ter mais de 45% das intenções, o equivalente a 30 mil votos, segundo pesquisas internas de avaliação.

“De qualquer forma, quero agradecer a essa votação significativa, em minha primeira experiência eleitoral, e, especialmente, ao carinho e a receptividade do cidadão tatuiano. Mas, este não é o fim, e, sim, o começo de uma nova fase”, disse.

O ex-secretário municipal da Administração também declarou que o PRB deverá participar da base do futuro mandato do governador reeleito Geraldo Alckmin.

A informação teria sido passada a ele por meio de telefonema pessoal do deputado federal eleito Celso Russomano – o mais votado em todo o Estado de São Paulo, com 1.524.361 votos válidos (7,26%).

Também segundo Quadra, alguns parlamentares eleitos pelo PRB deverão assumir cargos estratégicos no primeiro escalão do Estado. Caso isso aconteça, existe a possibilidade de “suplentes assumirem vagas no Congresso Nacional”.

Em contato com a reportagem, Milagre também agradeceu a população pelos votos. Ele fez questão de frisar o apoio que obteve dos eleitores e de lembrar que realizou campanha “bem simples”. O candidato do PTC enfatizou, ainda, que trabalhou sozinho e utilizou apenas um carro de som. “Eu mesmo dirigia”.

Milagre avaliou o percentual de 3,29% dos votos válidos em Tatuí e de 0,01% no Estado como bom. “Me saí bem”, declarou, referindo-se ao número de votos obtidos em comparação com o investimento feito na campanha.

Em entrevista, o funcionário público municipal considerou o fato de Tatuí não ter conseguido eleger nenhum deputado como “triste”.

Conforme ele, por conta disso, o município ficará dependendo de investimentos que poderão ser enviados por eleitos de outras cidades. “Isso é ruim, às vezes”, ponderou.

Milagre antecipou que voltará a ter o nome nas urnas daqui a dois anos. Ele pretende candidatar-se a vereador em 2016. “Tenho um sonho e não vou desistir”, disse.

A meta, no entanto, é terminar o mandato de vereador – caso eleito – e, posteriormente, candidatar-se a deputado federal novamente.

“A ideia é fazer um trabalho em longo prazo. Estou pensando em trabalhos culturais e educativos nos bairros para a população me conhecer. É difícil tentar fazer isso durante a campanha. Tem que ser um trabalho anterior”, encerrou.


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