
Da Redação
Um caso envolvendo ameaça e violência doméstica em Tatuí foi registrado no plantão policial da Polícia Civil na noite de domingo passado, 12, tendo como vítima uma enfermeira de 37 anos.
O companheiro dela, um pintor de 36 anos, acabou preso em flagrante após uma sequência de ameaças e tumultos ocorridos ao longo do dia em uma na vila local.
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima relata manter relacionamento com o homem há aproximadamente oito anos, sendo legalmente casados. Segundo ela, o companheiro faz uso de crack e, no domingo, apresentou “comportamento alterado”.
Conforme o relato, a moça estava deitada quando ouviu a irmã do marido repreendê-lo por sua conduta. Ao verificar o que acontecia, percebeu que ele estava com as partes íntimas expostas enquanto utilizava um aparelho celular. Ao ser questionado, o homem passou a xingá-la e a própria irmã.
Ainda segundo a vítima, ela estava com o filho ainda de colo quando o companheiro avançou em sua direção e tentou lhe desferir um tapa. Nesse momento, o filho mais velho dela interveio para impedir a agressão. Conforme registrado, o suspeito afirma que não se importava em “derramar o sangue” do jovem.
Na sequência, o homem teria pegado o celular da esposa e deixado a residência. A enfermeira informa que foi atrás dele até um ponto conhecido pelo comércio de drogas para tentar recuperar o aparelho, mas ele se recusou a devolvê-lo, alegando que o telefone lhe pertencia.
Pessoas que estavam no local também relataram que o suspeito estaria vendendo joias femininas, fazendo com que ela suspeitasse de que os objetos poderiam ter sido retirados da residência.
Após retornar para casa, a vítima acionou a Polícia Militar, que enviou uma equipe ao endereço. Porém, o suspeito já havia fugido antes da chegada dos policiais.
Posteriormente, a mulher foi até uma igreja acompanhada da cunhada. Durante esse período, recebeu ligação da mãe informando que o companheiro havia retornado à casa tentando entrar com uma televisão e que, diante da recusa em abrir o portão, passou a ofender a idosa. A Polícia Militar foi novamente acionada, mas o homem deixou o local também antes da chegada das equipes.
Ainda conforme o registro policial, no período da noite, o suspeito voltou mais uma vez à residência, passou a sacudir o portão, causar tumulto e ameaçar incendiar a casa. A vítima afirma que ele também disse que, caso a encontrasse na rua, iria agredi-la, “arrebentá-la” e raspar seus cabelos.
Testemunhas que estavam em um bar nas proximidades relataram aos policiais que o homem dizia ainda que colocaria fogo na residência e nas crianças, que seria o responsável caso a companheira aparecesse machucada e que invadiria o imóvel para quebrar tudo assim que a viatura deixasse o local.
Diante da terceira solicitação de atendimento, PMs localizaram o suspeito e conduziram as partes ao plantão policial. A enfermeira também informou à PC que já havia sido agredida fisicamente pelo companheiro em duas ocasiões anteriores, quando recebeu atendimento médico e a Polícia Militar foi acionada.
Ela relata, ainda, que havia solicitado medida protetiva de urgência no passado, mas pediu a revogação após reatar o relacionamento. Agora, manifestou interesse em obter nova medida protetiva.







