‘Obras não seriam possí­veis sem recursos’, afirma Manu

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Cristiano Mota

Escola do Senai está entre obras ‘impactantes’ a serem inauguradas

 

A Escola do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), o Cemem (Centro Municipal de Especialidades Médicas) e a Creche-escola “Vicente de Camargo Barros” voltaram a ser assunto abordado pelo Executivo.

As obras entraram na pauta do discurso do prefeito José Manoel Correa Coelho, Manu, em evento realizado na semana passada, no Jardim Santa Rita de Cássia.

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Na ocasião, Manu reafirmou que os três prédios devem ser entregues no decorrer deste mês. O Executivo também planeja realizar outras inaugurações no prazo, como o complexo da Polícia Civil – este já concluído.

“Tem muitas obras impactantes que nós vamos entregar para a população. Só que isso não tinha como a gente fazer sem recursos”, iniciou, referindo-se ao reajuste do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano).

Em tom de resposta a críticas apresentadas pela oposição – e manifestação realizada no dia 11 de Agosto –, o prefeito afirmou que o Executivo “precisava de dinheiro para concluir as obras”. “Não existe mágica”, acrescentou.

Ainda em agosto, a Prefeitura entregou o carnê suplementar. O tributo incluiu a diferença da alíquota não cobrada no início do ano e o reajuste da Planta Genérica de Valores do Município. Esta última, utilizada como base do cálculo do imposto, que varia conforme o tipo de imóvel (terreno ou construção).

Manu também apresentou um resumo sobre as ações realizadas pela administração municipal e argumentou que precisou adotar medidas (como o reajuste do IPTU) para “equilibrar as finanças e entregar equipamentos”. Entre eles, destacou o terceiro ponto do Acessa São Paulo na cidade.

Conforme o prefeito, a Prefeitura precisou investir recursos para que o programa pudesse ser levado ao bairro. “A reforma despende de dinheiro, o prédio precisa de mão de obra. Tudo isso vai para a conta do município”, afirmou.

Manu disse, ainda, que o Executivo fez diversos investimentos no bairro. Dentre os quais, citou o PA (Pronto Atendimento), inaugurado no início de julho.

O espaço conta com médico plantonista, ambulância para transporte de casos graves ao pronto-socorro e disponibiliza remédios para pacientes. “Tudo isso depende de recurso. Sem recurso, não fazemos nada”, frisou.

O prefeito sustentou que o mesmo princípio (o de necessidade de recursos para funcionamento de serviços) é aplicado ao Senai. Para implantar a escola, a Prefeitura investiu R$ 1 milhão. “Para mantê-la, vamos gastar muito mais. Será preciso mais recursos para que a escola receba todo mundo”, falou.

Manu argumentou que precisou reajustar o IPTU para “manter a estrutura oferecida pela Prefeitura”. “Muitos me criticaram, e nós sabemos que isso faz parte da vida do gestor público. Não é só tapinha nas costas, não é só cortar fita e dar risadas. Tem as ações que são amargas, mas necessárias”, emendou.

O prefeito pediu “compreensão” da população, especialmente com relação às ações que são cobradas. Conforme ele, oferecer mais médicos de modo a reduzir o tempo de espera em filas e remédios demanda dinheiro. Caso da conclusão do novo prédio do Cemem, anunciado como um “mini-hospital”.

Manu disse que, ao contrário de cidades que recebem o AME (Ambulatório Médico de Especialidades), o Cemem não tem custeio do governo do Estado.

O funcionamento do centro fica a cargo da Prefeitura, que registra gastos de manutenção de unidades básicas de saúde e do Pronto-Socorro Municipal “Erasmo Peixoto”, cujo custo mensal se aproxima de R$ 1 milhão.

“É muito dinheiro. Não dá para fazer mágica. Todo mundo quer, realmente, um melhor atendimento, mas tem que entender que isso custa”, reafirmou.

Também no discurso, o prefeito disse que está “consertando o município” e que as ações tomadas pelo Executivo (como o reajuste do IPTU) são para “melhorar a vida das pessoas”. “O dinheiro do imposto vai ser revertido em obras grandiosas, que vão ser impactantes na vida de todo cidadão”, adicionou.

Manu também citou que parte do recurso obtido com o reajuste será aplicada na finalização (do projeto paisagístico) do complexo da Polícia Civil. Conforme ele, a Prefeitura precisou investir mais R$ 1 milhão para completar a construção. No total, o prefeito disse que o complexo custou R$ 2 milhões.

“Tenham certeza que estamos trabalhando com vontade e garra para deixarmos a cidade do jeito que ela merece. Ainda estamos na fase de ajustes, mas tenho certeza que, em 2015 e 2016, vamos começar a fazer o nosso sonho de transformar a cidade na mais próspera e bonita se realizar”, concluiu.


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