
Da reportagem
As obras de acesso em Tatuí avançaram em mais uma etapa nesta terça-feira, 15. No quilômetro 115 da rodovia Antônio Romano Schincariol (SP-127), a concessionária SPVias, uma empresa Motiva, realizou o lançamento das quatro vigas que integrarão o novo viaduto.
A atividade contou com sinalização e acompanhamento das equipes responsáveis, com orientação aos motoristas e medidas voltadas à segurança viária.
O novo viaduto integra o conjunto de intervenções projetadas para modernizar os acessos da SP-127 em Tatuí e reorganizar a circulação viária em pontos estratégicos do município.
O pacote contempla três novos dispositivos, nos quilômetros 110, 113 e 115, estabelecendo conexões com o anel viário, com a SP-129 e a rodovia Castello Branco, com a avenida Vice-Prefeito Pompeo Reali e com a região do fórum.
Com investimento estimado em R$ 230 milhões e previsão de geração de cerca de 400 empregos, as intervenções são resultado da articulação entre a prefeitura da estância turística de Tatuí, o governo do estado de São Paulo, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), a Agência Reguladora de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) e a concessionária responsável pelo trecho.
“O projeto é considerado estratégico para a mobilidade, a segurança viária, a logística e o desenvolvimento urbano e econômico do município”, conforme a assessoria de comunicação da prefeitura.
O Executivo acompanha o andamento das intervenções e mantém interlocução com os órgãos envolvidos “para contribuir com o planejamento das etapas da obra e com as estratégias destinadas a minimizar impactos no trânsito e no cotidiano da população durante a execução dos trabalhos”, conforme informado.
Sobre os acessos
As intervenções ocorrem após uma série de etapas técnicas, administrativas e institucionais. No dia 17 de março, a prefeitura realizou, no paço municipal, uma reunião técnica com representantes do poder público, do DER e da concessionária SPVias, com o objetivo de alinhar as etapas operacionais.
Antes disso, a autorização oficial das obras já havia sido confirmada por meio da deliberação número 617 da Artesp, publicada no Diário Oficial em 11 de novembro de 2025, que permitiu a remodelação de três pontos estratégicos da rodovia, nos quilômetros 110, 113 e 115.
A liberação foi formalizada em evento no anel viário “Guaraci de Oliveira”, que marcou a assinatura do termo autorizativo e consolidou o início do projeto, considerado uma demanda histórica aguardada há mais de 30 anos e que, agora, prevê investimento integral entre R$ 225 milhões e R$ 230 milhões.
Não haverá custos diretos para o município. Como contrapartida, foi autorizada a ampliação do prazo de concessão da rodovia. O projeto contempla a implantação de três dispositivos de acesso.
No quilômetro 110, será construído um complexo com dois viadutos de passagem superior e um inferior, conectando o município ao anel viário e à SP-129, com acesso à rodovia Castello Branco.
No quilômetro 113, haverá melhorias no acesso pela avenida Vice-Prefeito Pompeo Reali, na região do Spani Atacadista. Já no quilômetro 115, será implantado um novo viaduto para transposição da rodovia, nas proximidades do fórum.
De acordo com o gerente de engenharia da SPVias, Fábio Stocco, este primeiro momento concentra os trabalhos preliminares, como limpeza, marcações e levantamentos topográficos.
As obras dos quilômetros 110 e 115 serão executadas simultaneamente, com prazo estimado de aproximadamente dois anos, incluindo etapas de aterro, fundação e implantação das estruturas.
Consideradas estruturantes para o futuro do município, as intervenções visam reorganizar o fluxo de veículos, ampliar a segurança viária, melhorar a fluidez do tráfego e fortalecer a logística regional, facilitando o escoamento da produção industrial e o deslocamento de moradores e visitantes.
Viabilização das obras
As intervenções previstas na SP-127 fazem parte do modelo de concessão rodoviária adotado pelo estado de São Paulo, no qual a administração das rodovias é repassada à iniciativa privada por meio de contratos.
Nesse sistema, a concessionária SPVias é responsável por operar, manter e modernizar a rodovia, além de prestar serviços aos usuários, como atendimento 24 horas, guincho e ambulância. Em contrapartida, a empresa explora economicamente a via, principalmente por meio da cobrança de pedágios.
Como as obras nos quilômetros 110, 113 e 115 não estavam previstas originalmente no contrato, a Artesp reconheceu o chamado desequilíbrio econômico-financeiro, uma vez que as intervenções geram custos adicionais à concessionária.
A solução adotada foi a ampliação do prazo de concessão, permitindo que a empresa recupere o investimento ao longo do tempo. A medida foi aprovada pelo conselho diretor da Artesp e formalizada por meio do termo aditivo modificativo 23/2025, incorporado ao contrato de concessão número 010/CR/2000.






