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    Vereador indica opções para redução de gastos na Sta. Casa

    Vereadores debateram eventuais melhorias para redução de gastos da Santa Casa (foto: Eduardo Domingues)
    Da reportagem

    Em sessão ordinária na segunda-feira, 30 de novembro, o vereador Rodnei Rocha (PSL), presidente da CEI (comissão especial de inquérito) que apura supostas irregularidades na administração da Santa Casa de Misericórdia, apontou eventuais soluções para a manutenção e redução de gastos do hospital.

    Pelo requerimento 1.542/20, o vereador pede ao deputado federal tatuiano José Guilherme Negrão Peixoto, o Guiga Peixoto (PSL), que destine emendas parlamentares para as construções de um poço artesiano, de uma usina de oxigênio medicinal e de instalação de energia solar fotovoltaica na Santa Casa.

    Conforme Rocha, a construção do poço artesiano teria custo de R$ 120 mil, lembrando que o hospital possui dívida de água avaliada em R$ 7 milhões. Ele defende a necessidade de investimento para a construção da usina de oxigênio e da energia solar, porque ambos poderiam gerar retorno à Santa Casa a longo prazo.

    As reduções salariais e de número de vereadores – as quais Rocha insistentemente cobrou votações a respeito durante o ano -, segundo ele, “poderiam auxiliar na situação do hospital público tatuiano”.

    “Não me ouviram. Agora, os vereadores deveriam correr atrás de deputados para que ‘devolvessem’ o nosso dinheiro através de emendas parlamentares”, declarou.

    Em pedido de aparte, o médico e parlamentar Wladmir Faustino Saporito (PSDB) sugeriu o “fechamento” da Santa Casa. “Sempre falei que a Santa Casa tem de fechar, mas as pessoas ficam ‘loucas’ comigo. Não é ‘fechar’ o hospital, é encerrar o CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) e começar do zero, organizadamente, para ser ‘o hospital do município’”, afirmou.

    De acordo com Saporito, “o modelo Santa Casa não existe mais, é arcaico”. “O hospital é uma empresa, e tem de ser tratado dessa forma”, acentuou.

    Quanto à dívida, Saporito apontou ser ela “impagável”. “Infelizmente, a Santa Casa tem que virar um hospital-escola, é a única solução”, apontou.

    “Tínhamos de trazer uma faculdade, nem que seja privada, de saúde pública, para fornecer um curso de medicina, utilizando a Santa Casa como um hospital-escola, o modelo mais sustentável existente”, complementou Eduardo Dade Sallum (PT).

    Saporito expôs já ter sugerido a construção da usina de oxigênio medicinal há 20 anos, quando chegou em Tatuí, porém, diz não ter sido atendido.

    “A ideia do poço artesiano é ótima, mas perguntem se alguém quer fazer. Rocha tem a maior boa vontade e eu entendo, mas cheguei aqui em 2001 e já desisti há muito tempo daquele lugar, porque não é profissional, é amador, e as pessoas não querem melhorar”, declarou.

    Por meio do requerimento 1.510/20, o presidente da Câmara, Antonio Marcos de Abreu (PSDB), questionou quais convênios são atendidos por médicos na Santa Casa.

    Conforme Abreu, equipes médicas têm se recusado a atender por convênios e somente prestam assistência aos pacientes por meio do SUS (Sistema Único de Saúde).

    No entanto, Abreu lembrou existir uma contratualização entre a Santa Casa e a prefeitura, pela qual a administração paga pelos atendimentos feitos no hospital.

    “A Santa Casa tem de fazer um contrato com as equipes médicas para atender, não somente o SUS, mas