Três vereadores mudam de legenda e dividem maior bancada com o PT

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A Câmara Municipal tem nova composição de partidos desde o final do mês passado. O Pros (Partido Republicano da Ordem Social) passou a ter bancada composta por três parlamentares, efetivada após convites e desfiliações.

Os vereadores Fábio José Menezes Bueno, Wladmir Faustino Saporito e Rosana Nochele Pontes oficializaram a mudança de legenda no dia 21 de outubro. Eles deixaram o PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) e o PMN (Partido da Mobilização Nacional).

Procurados pela reportagem, os dois primeiros alegaram que trocaram de partido “por questões de ideologia e porque têm outras pretensões na vida pública”. Rosana não pôde ser contatada até o fechamento desta edição (terça-feira, 17h).

Com apenas 27 dias “de vida” (o partido teve aprovação do Tribunal Superior Eleitoral no dia 24 de setembro), o Pros ganhou projeção considerável em Tatuí. Desfalcou o PSDB e o PMN, este que deixou de ter assento.

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Até então, os tucanos compunham a maior bancada da Câmara, com quatro vereadores. No momento, a legenda é integrada por Márcio Antonio de Camargo e Luís Donizetti Vaz Júnior, que sustentam a base de oposição ao prefeito José Manoel Correa Coelho, Manu. Já o Pros deve adotar “postura neutra”.

O partido, no entanto, tem pretensões de lançar candidatura própria para as eleições gerais de 2014. De acordo com Menezes, o diretório está estudando a possibilidade de apresentar candidato ao cargo de deputado (federal ou estadual).

Menezes afirmou que mudou para o partido porque, no momento, não está vinculado a nenhum grupo político da cidade. “Acho que é melhor, para nós que estamos na Câmara, ficarmos independentes”, argumentou.

O vereador justificou a segunda troca de legenda no período de três anos alegando que o Pros tem nova ideologia. Em 2011, ele integrava o DEM (Democratas). Depois, transferiu-se para o PSDB e, agora, para o Pros.

Ele também negou especulações de que seria o presidente do diretório municipal do novo partido. Falou, ainda, que não poderá – nem Saporito e Rosana – concorrer ao cargo de deputado.

O motivo é que a filiação dos três teria de ocorrer um ano antes das eleições de 2014 – portanto, em 5 de outubro deste ano. Menezes, Saporito e Rosana filiaram-se no dia 21.

O vereador afirmou, ainda, que teve prazo curto para se decidir pela filiação: cinco dias para pensar num convite feito por “representantes do partido”.

De acordo com ele, a troca ocorreu de maneira rápida porque os vereadores tinham de mudar antes do prazo de 30 dias de fundação do Pros.

Do contrário, corriam o risco de perder seus mandatos para os respectivos partidos pelos quais se elegeram – neste caso, PSDB e PMN.

“Na verdade, tivemos de decidir naquela semana, porque a lei fala que só poderíamos deixar os nossos partidos para irmos a um novo”, argumentou o vereador.

Menezes disse que ele e os outros dois parlamentares tiveram cinco dias para tomar a decisão. Conforme ele, o que mais pesou na decisão dos vereadores era a possibilidade de o partido igualar a bancada do PT, com três membros.

Líder da bancada do Pros na Câmara, o vereador afirmou que a saída dele não estaria ligada a nenhum tipo de pressão exercida pelo PSDB.

Apesar de integrar a oposição, o parlamentar sustenta ter adotado postura “neutra”, não se envolvendo em embates com PMDB e PT, que fazem “dobradinha” na administração.

“Nunca o PSDB me pediu nada. Tenho e continuo tendo bom relacionamento com o pessoal desse partido. A troca ocorreu, mesmo, por conta do momento político. Achei por bem mudar, e tive oportunidade”, completou.

Também em entrevista, Saporito disse que optou pelo novo partido porque “estava querendo crescer”. O médico cardiologista fez carreira na política pelo PSDB e deixa o partido após uma eleição e uma reeleição ao cargo de vereador.

Ele alegou que a ideologia do partido tucano não estava “batendo mais com a dele”. Afirmou, ainda, que deixou a legenda sem brigas e ressentimentos, e que foi muito bem acolhido no novo partido. “Torço para que o PSDB possa continuar ajudando Tatuí e fazendo a cidade crescer”, falou.

Saporito tinha pretensão de ingressar no Rede Sustentabilidade, da ex-senadora Marina Silva (que teve criação rejeitada pelo TSE no mês passado), mas juntou-se ao Pros porque quis “formar um partido forte”. Ainda afirmou que o Pros é um partido “sem tendências”.

“Vamos continuar na linha do partido que não é ligado a ninguém, no momento. Então, vamos esperar o final do ano e conversar com os líderes do partido de SP para nos posicionarmos. Estamos começando agora”, concluiu.


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