Seletiva não tem transporte para ampliar

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Amanda Mageste

Cooperativa de Reciclagem trabalha com 28 cooperados

 

A Cooreta (Cooperativa de Reciclagem Tatuí) está trabalhando com apenas um caminhão, o que impede, no momento, a expansão do atendimento em novos bairros.

A cooperativa trabalha com coleta e triagem de material reciclável. É formada, basicamente, por ex-catadores de rua e atua no município desde 2005.

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A Cooreta trabalha de segunda a sexta, abrangendo, aproximadamente, 70% dos bairros do município. Porém, os cooperados estão enfrentando problemas com transporte e, em alguns locais, não conseguem efetuar a coleta na totalidade.

O presidente da Cooreta, Sandro Ricardo dos Santos, afirmou que a associação trabalha com dois caminhões, um oriundo de doação da Prefeitura e outro da empresa Proposta Ambiental. Mas, um dos transportes quebrou há algumas semanas e ainda não foi possível efetuar o conserto.

O caminhão quebrado está sob os cuidados da Prefeitura, pois a cooperativa não dispõe de verba suficiente para os reparos necessários quando os transportes quebram.

“Estamos com um caminhão só. Então, está ficando muita coisa para trás por causa de transporte, que os coletores não dão conta de pegar. Teríamos que ter uns três caminhões para ajudar na coleta e melhorar o material”, afirmou o presidente.

Nas últimas semanas, os coletores estão trabalhando em uma campanha de “conscientização” da população. De acordo com o presidente, os moradores não estão separando o lixo comum de materiais recicláveis, e isso dificulta o trabalho de triagem dos itens.

Às quartas-feiras, os cooperados estão fazendo um trabalho “batendo de casa em casa”, em alguns bairros e ruas, e entregando sacos de ráfia para auxiliar na separação de lixo e materiais recicláveis.

O presidente informou que os coletores somente pegavam o material nas ruas, mas a Prefeitura disponibilizou kits com sacos de ráfia, os quais eles entregam nas casas e, após uma semana, voltam para pegar os materiais separados.

Segundo Santos, o serviço de deixar os sacos nas casas e explicar aos moradores o que é reciclável, é “um pouco” mais trabalhoso. Mas, “em um primeiro momento, está dando certo, e está indo menos lixo (para a Cooreta)”.

O presidente afirmou que, por enquanto, os coletores estão fazendo a entrega de sacos somente às quartas-feiras, porque não há tempo hábil para efetuar em outros bairros. Quando houver mais transporte, pretende iniciar o trabalho de conscientização em todas as áreas.

“Queremos ampliar e fazer todos os bairros que a gente coleta de segunda a sexta-feira. Mas, por enquanto, sem caminhão, não adianta levarmos o material nas casas e, depois, não conseguir buscar. Então, a gente vai fazer alguns bairros, e quando esses bairros estiverem ‘bonitos’, vamos fazendo tudo”, ressaltou Santos.

Ao entregar os sacos de ráfia, os coletores explicam quais materiais devem ser colocados dentro deles e quais são considerados lixo, para que as pessoas consigam fazer a separação sem prejudicar ou atrasar o trabalho dos que fazem a triagem na sede da Cooreta.

Santos afirmou que a separação na cooperativa continuará acontecendo, pois cada tipo de material é vendido para uma empresa diferente. Portanto, não é possível somente efetuar a coleta seletiva e enviar para venda.

“De todo modo, vai precisar fazer triagem, não vai ter jeito, porque tem que separar, por exemplo, a qualidade de plástico, separar o plástico do papel. Existem vários tipos de papéis, de plásticos, portanto, tem que separar. A triagem vai acontecer do mesmo jeito, só vai diminuir o lixo”, salientou.

De acordo com Santos, a separação auxiliará na rapidez da reciclagem. Ele argumentou que o pouco tempo a mais que a pessoa pode demorar para fazer a separação representa muito tempo para os coletores, que demoram a fazer isso em todos os lixos. “Por isso, é importante que cada um faça a sua parte”.

O presidente explicou que os materiais recicláveis são separados por qualidade, colocados em “fardos” e enviados a empresas da cidade e região. “O plástico a gente vende para Tatuí, papelão vai para Porto Feliz e sucata, para Itapetininga”, contou.

Santos explicou que as coletas são divididas em cinco partes na cidade. Como são muitos bairros e poucos caminhões, ele não consegue estimar prazo para que se iniciem em outros locais, como Jardim Santa Rita de Cássia e Tanquinho.

Quanto à expansão da coleta, o presidente afirmou que, para a cooperativa, seria muito importante isto acontecer, mas ele não quer “iniciar um trabalho e deixá-lo pela metade”.

Conforme o presidente, ele está aguardando o conserto de um transporte e a doação de outro caminhão da Prefeitura para organizar todos os bairros que a cooperativa cobre e iniciar o projeto de “conscientização” neles.

O presidente explicou que a contratação de mais pessoas fica por conta da Cooreta. Ele explicou que essa é a parte mais simples da ampliação, pois, com mais caminhão, mais serviço eles terão para poderem pagar os trabalhadores, os quais recebem, em média, um salário mínimo. Há 28 cooperados na associação.

De acordo com Santos, o lucro da Cooreta, se agregar os bairros Santa Rita e Tanquinho, será muito maior, mas não compensaria no momento. Seria necessário deixar de fazer a coleta em outros locais para iniciar os trabalhos nessas áreas.

O presidente afirmou que não tem média exata de quanto material a Cooreta coleta por mês, mas acredita que seja algo em torno de 60 toneladas, incluindo todos os tipos de seletiva.

Coleta em bairros e ruas

Segunda-feira: Jardim Junqueira, Doutor Laurindo, Jardim Paulista, Colina Verde, Jardim Bela Vista, ruas Juvenal de Campos, Santa Cruz, 15 de Novembro e Prudente de Moraes (todas essas acima do Mercado Municipal “Nilzo Vanni”, sentido Coop).

Terça-feira: Europarck, Jardim Tóquio, São Cristóvão, vila Esperança, Jardim das Garças, Nova Tatuí, vila São Paulo, vila Brasil, Parque Lincoln, Village, Alvorada e centro (a partir da rua do Cruzeiro até Marechal Deodoro da Fonseca).

Quarta-feira: Três Marias, Manoel de Abreu, vila Jurema, Jardim Lírio, Doutor Laurindo, Jardim Palmira, vila Minghini, Santa Luzia, Jardim São Conrado, Jardim América e vila Primavera.

Quinta-feira: Rosa Garcia I, Inocoop, Andrea Ville, Valinho, ruas Juvenal de Campos, Santa Cruz, 15 de Novembro e Prudente de Moraes (todas acima do Mercado Municipal).

Sexta-feira: Jardim Santa Emília, Jardim Lucila, Jardim 11 de Agosto, Jardim Wanderley, CDHU e Jardim Planalto.

Materiais para seletiva

Papel: jornais, revistas, cadernos, folhas, listas telefônicas, caixas de papelão, embalagens TetraPak (caixas de leite, suco, molho, entre outros).

Metal: latas de bebidas e alimentos, panelas (sem cabo), talheres, bacias, objetos de cobre, zinco, bronze e ferro.

Plástico: garrafas de água e refrigerante, sacolas plásticas, embalagens de produtos de higiene e limpeza, brinquedos e utensílios de plástico.

Vidro: garrafas, potes e frascos de alimentos e produtos de higiene e limpeza.

Rejeitos: papel sanitário, papel carbono, fotografias, fitas, etiquetas adesivas, cerâmica, tubos/válvulas de televisão, clips, grampos e esponjas de aço.

Orgânicos restos de alimentos, cascas de frutas e legumes, folhagens e outros.

Óleo de Cozinha: coloque-o em um frasco qualquer ou em uma garrafa pet e entregue junto com os outros materiais recicláveis.


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