Samu nega atendimento por Capela

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    Diferentemente do que o vereador Eduardo Dade Sallum (PT) afirmara na sessão da Câmara nesta segunda-feira, 1º, de acordo com a coordenadora da base local do Serviço de Atendimento Móvel de Urgências, Cássia Stela Rodrigues Alvares, o município é subordinado ao Samu 192 Regional Itapetininga.

    Em razão disso, ela informa, todas as ligações feitas em bairros urbanos locais são direcionadas e essa cidade e, posteriormente, repassadas à unidade tatuiana.

    A coordenadora ressaltou que Capela do Alto não possui unidade do Samu desde 2013. Também segundo ela, não há registros de ligações realizadas nos bairros Santa Rita de Cássia, Tanquinho e Vida Nova Tatuí que não tenham sido direcionadas para Itapetininga.

    Ela reforça que a CRU (Central de Regulação de Urgência) de Itapetininga, responsável pelas ligações geradas em Tatuí, já notificou a Anatel. Contudo, por se tratar de telefonia móvel, de fato, algumas ligações são direcionadas de acordo com as torres de comunicação.

    Cássia afirma que, quando a solicitação de atendimento é feita de um bairro rural ou dependendo da operadora de telefonia móvel, algumas ligações são direcionadas a Sorocaba.

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    Quando isso acontece, os atendentes sorocabanos fornecem o telefone da base tatuiana. Ela revelou que este não é um procedimento comum, pois acaba retardando o envio das ambulâncias.

    “Nestes casos, que são exceções, a base de Tatuí faz a triagem e repassa para Itapetininga, para fazer o despacho da viatura”, expôs.

    A coordenadora revelou que alguns tatuianos, independentemente da região em que estão localizados, ligam diretamente para a base local, acreditando que o envio da viatura acontecerá mais rapidamente.

    Ela aponta essa iniciativa é tomada porque, geralmente, “as pessoas não gostam de ligar no ‘192’, para não precisarem responder a uma série de perguntas necessárias para enviar os recursos corretos, antes do despacho de cada viatura”.

    Segundo Cássia, são essas perguntas que definem a necessidade de o atendimento emergencial ser feito por uma viatura de suporte básico ou por ambulância de suporte avançado, com um médico.

    “Algumas pessoas não querem responder as perguntas da central e ligam direto na base, achando que acaba sendo mais rápido, mas, infelizmente, isso retarda o envio da viatura”, observou.

    “As ambulâncias de Tatuí são subordinadas à central de Itapetininga. Nem eu, como coordenadora do Samu, tenho essa liberdade para despachar uma viatura, pois há procedimentos para serem seguidos”, concluiu Cássia.

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