Protetores de animais se unificam para colocar legislação em prática

Grupo votou estatuto da Assiprot na quarta e tem como 1ª meta as castrações

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(foto: Cristiano Mota)
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A Assiprot (Associação de Protetores de Animais de Tatuí), formada por pessoas que trabalham em prol do bem-estar animal, foi formalizada na noite de quarta-feira, 22.

Na data, a entidade promoveu a primeira reunião, no auditório “Vereador Cristobal Lourenço Blanco”, da Câmara Municipal, às 19h. Ela reuniu amantes dos animais que atuam em diversos grupos.

“Havia uma necessidade de os protetores se unirem, e nós estamos tentando atender a isso, a partir de uma nova entidade”, argumentou protetora de animais Silvia Helena Camargo Gonçalves.

Silvia desenvolve, na cidade, trabalho voltado ao resgate e cuidado de cães. Entretanto, ela explicou que a Assiprot atuará para garantir cuidados a todos os animais.

De acordo com ela, a proposta da associação não é de promover ações de resgate de animais, tampouco realizar cirurgias ou, simplesmente, fornecer medicamentos.

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Pelo menos, não no sentido mais amplo. As duas últimas medidas podem ter a colaboração de membros da entidade, mas desde que sejam direcionadas a grupos que possuam representantes no quadro da Assiprot.

“O propósito é de somarmos forças, não é para pegarmos cachorro na rua”, acrescentou. Segundo ela, ao reunir diferentes grupos, a nova associação terá condições de “pleitear a efetivação de políticas públicas’.

Conforme Silvia, a meta é orientá-los para que todos possam buscar recursos ou solicitar que a Prefeitura realize determinadas ações.

O trabalho de unificação começou a ser elaborado por Joice Lisboa. Ela atua como voluntária, prestando ajuda. “Auxilio vários grupos, um pouco de cada vez. Optei por não fazer parte de uma associação exatamente para atender todo mundo”, argumentou.

Joice se ligou à proteção animal depois de ter encontrado uma gata com tumor. “Ele era do tamanho de uma laranja”, recordou-se. A doença havia atingido a barriga da felina, que precisou ser levada aos cuidados de um grupo de pessoas.

“Sempre ajudei, mas, nesse dia, precisei buscar apoio de outros voluntários, porque não tinha condições de fazer a cirurgia que a gata precisava. Na época, ampliei meus contatos e conheci muitas pessoas”, descreveu.

Em decorrência da proximidade com diversos protetores, Joice resolveu unificá-los, primeiro, no ambiente virtual. Ela criou um grupo que conversa pelo “WhatsApp”. Por esse canal, os protetores trocam informações, solicitam orientações e, principalmente, apoio com rações e medicamentos.

“Há muitas pessoas que socorrem. Foi daí que vimos que a união já existia, mas que precisava ganhar contorno mais prático, mais palpável”, acrescentou Silvia.

A protetora ressaltou que a Assiprot terá a missão de garantir o cumprimento de leis, como a que prevê castrações de cães e gatos. “Essa será, com certeza, a nossa primeira meta de trabalho”, anunciou.

Os demais propósitos incluem a propagação de ferramentas, como uma guia na qual os cidadãos podem fazer denúncia de maus-tratos. Joice comentou que o serviço está sendo disponibilizado pela Prefeitura, no site do Executivo.

“Nós ainda não estamos vendo resultados, mas é porque a administração lançou essa ferramenta há umas duas semanas, mais ou menos. Mas, nós estamos programando uma campanha para propagar o serviço e para orientações”, contou.

A Assiprot quer viabilizar, ainda, palestras junto às escolas públicas e particulares. O objetivo é despertar a conscientização de crianças. “Dessa forma, entendemos que poderemos ter, no futuro, adultos mais conscientes”, adicionou.

Em Tatuí, ação semelhante chegou a ser desenvolvida pela Ani+ com alunos do Nebam (Núcleo de Educação Básica Municipal “Ayrton Senna”). Contudo, devido à dimensão do projeto, ele não pôde ser estendido a outras unidades.

Para o ano que vem, os membros da nova associação devem organizar bazares e feiras com vistas a levantar fundos para tratamento de animais. A ideia é levar esses eventos para centros comunitários ou espaços públicos, de maneira a atrair mais pessoas. As feiras atuais são desenvolvidas em casas agropecuárias.

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