Prefeitura estuda transferência de terminal

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Cristiano Mota

‘Minirrodoviária’ que funciona na lateral do Mercado Municipal ‘Nilzo Vanni’ pode ser readequado a partir de projeto cogitado pela Prefeitura

 

O terminal de ônibus urbano que funciona na Rodoviária Municipal “Pedro de Campos Camargo” pode mudar de endereço. A possibilidade vem sendo estudada pelo Executivo, conforme declarou o prefeito José Manoel Correa Coelho, Manu, em entrevista a O Progresso.

De acordo com ele, representantes do Executivo realizaram diversas reuniões para discutir uma solução para a mobilidade urbana. Além das mudanças de sentido de mão de direção e de estacionamentos, a cargo do Demutt (Departamento Municipal de Trânsito e Transportes), a Prefeitura prevê um novo terminal urbano de ônibus, no Mercado Municipal “Nilzo Vanni”.

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“Realizamos diversas reuniões e chegamos à conclusão de que vamos, além de fazer uma bela reforma no Mercado Municipal, transformá-lo num terminal”, disse Manu.

Por conta do projeto, o Executivo alocou R$ 400 mil no Orçamento deste ano para a implantação de um novo ponto de embarque e desembarque de passageiros.

Em função disso, a Prefeitura está avaliando a possibilidade de transferir o terminal que atualmente funciona na avenida Coronel Firmo Vieira de Camargo, ao lado do Poupatempo, no centro, para o “Nilzo Vanni”.

A rodoviária, na qual estão instaladas empresas que fazem transporte intermunicipal e interestadual, é administrada pela Plataforma 15 – Terminais Rodoviários.

Conforme o prefeito, a empresa também está participando das discussões que direcionarão os investimentos cogitados pela Prefeitura.

Manu disse que o estudo engloba, ainda, a implantação do “bilhete único”, tema de promessa de campanha eleitoral.

A empresa que realiza o transporte público em Tatuí oferece, atualmente, a “integração temporal”, na qual o usuário pode usar uma unidade de passagem (de um cartão recarregável) para pegar mais de uma condução em um período de uma hora.

Segundo o prefeito, a reforma do Mercadão está envolvida no estudo que pode alterar a rota de ônibus urbanos. Ele conta com a colaboração dos diretores dos departamentos municipais da Cultura e Desenvolvimento Turístico, Jorge Rizek, e da Comunicação e Gestão Estratégica, Alexandre Scalise.

Participam, ainda, representantes das empresas Plataforma 15 e da viação Rosa (que faz o transporte coletivo), arquitetos e engenheiros da Prefeitura e membros do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial).

O prefeito explicou que a Plataforma 15 e o Senai são fundamentais para que o projeto possa ser realizado, caso a transferência do terminal urbano seja a opção.

A primeira porque administra, também, a “minirrodoviária” do Mercadão; e a segunda, porque possibilitará a restauração do “Nilzo Vanni”.

O Senai realizará, em parceria com a Prefeitura, um curso de formação de restauradores. Em princípio, a capacitação será realizada dentro do mercado, com aulas práticas para a recuperação do prédio.

Manu informou, no entanto, que a reforma do Mercado Municipal depende da obtenção de recursos que estão sendo pleiteados em Brasília. O prefeito antecipou que o Executivo tem ideia de “uma nova concepção de layout” para o espaço.

A proposta da Prefeitura é “atrair turistas” para o Mercadão e não apenas promover uma reforma simples. “Tenho ido lá, de vez em quando, e o pessoal tem me cobrado. Pediram para passar uma mão de tinta, mas nós não vamos fazer nada superficial. Vamos fazer bem feito”, comprometeu-se.

De acordo com ele, as adequações dependerão de colaboração do “público interno” (comerciantes que mantêm bancas de vendas dentro do Mercadão). “Eles vão ter que se adequar a algumas mudanças, porque, se não mudarem do jeito que a gente imagina, vai atrapalhar a logística”, declarou.

O novo terminal urbano deverá ocupar o “entorno do Mercado Municipal”. A ideia da Prefeitura é instalar novos pontos de ônibus em praticamente todos os cantos do prédio, de modo a permitir que o passageiro vindo de um bairro atravesse o edifício e possa embarcar em outro coletivo no lado oposto.

“Estamos pensando em fazer uma baia só para os ônibus entrarem”, descreveu Manu. Desta forma, afirmou que não haverá “fila dupla” de coletivos, o que poderá desafogar o trânsito de veículos na rua 7 de Abril.

Manu disse que o estudo está “sendo muito bem feito e que a mudança vai ser uma das mais positivas já realizadas pelo governo dele”. “Vai trazer um benefício muito grande para a população da nossa cidade e atrair turistas”, projetou.

Também pensando na questão de mobilidade, o Executivo está desenvolvendo outro projeto. A Prefeitura busca recursos junto à Agência de Desenvolvimento Paulista – Desenvolve São Paulo para pavimentar pelo menos três ruas do centro: 11 de Agosto, 15 de Novembro e Prudente de Moraes.

Além do asfalto, o projeto prevê a delimitação de áreas para passeio ciclístico e de pedestres. “Vamos fazer um trabalho bem bonito e de acessibilidade, que visa atender à questão da mobilidade urbana”, concluiu.


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