Ponto MIS traz curta e longa como atrações para o Museu ‘P. Setúbal’

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Fabio Villa Nova
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Reprodução

Animação de Hayao Miyazaki mostra processo de amadurecimento, de criança para adolescente, da garota Chihiro, que conta com a ajuda de Haku

 

Um curta nacional e um longa-metragem de animação internacional são as atrações deste mês que o MIS (Museu da Imagem e do Som) reserva para Tatuí. As exibições são gratuitas e acontecem no Museu Histórico “Paulo Setúbal” por meio do Ponto MIS, programa de circulação e difusão audiovisual, que visa promover a formação de público e a circulação de obras de cinema.

De terça a sexta-feira, há sessões do curta “A Menina Espantalho” e “A Viagem de Chihiro”. O primeiro tem direção de Cássio Pereira dos Santos e 13 minutos de duração. Com classificação livre, “A Menina Espantalho” traz no elenco os atores Jane Silva, Otávio Santiago, Pâmela Silva e Vinicius Ferreira.

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A história gira em torno de Luiza, uma menina que mora no campo com os pais e o irmão Pedro. Quando o irmão começa a frequentar a escola, Luiza manifesta vontade de acompanhá-lo. O pai, autoritário, não respeita o desejo da filha e ainda a obriga a espantar pássaros de plantação de arroz. Mesmo com a adversidade, Luzia consegue se superar e aprende a ler no meio do arrozal.

Gravado em vídeo de alta resolução, o curta estreou no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, em novembro de 2008. Lá, recebeu menção honrosa, prêmio de melhor roteiro e troféu da Câmara Legislativa do Distrito Federal.

O segundo filme em exibição no “Paulo Setúbal” tem direção de Hayao Miyazaki. Produzido no Japão, em 2001, “A Viagem de Chihiro” é uma animação que conta a história de Chihiro, uma garota mimada e voluntariosa.

A personagem se vê numa situação infeliz quando os pais anunciam que vão se mudar para uma cidade do interior. Com a decisão, eles a obrigam a abandonar os amigos e a escola que Chihiro tanto gostava. Durante a viagem, os pais dela se perdem e vão parar em outro mundo, o mundo dos deuses. Chihiro tem, então, a missão de salvar os pais para tentar voltar ao mundo real.

A personagem se separa dos pais quando entra em um parque de diversões abandonado dos anos 90. Conforme eles entram no prédio, surge um “novo mundo”. Chihiro e seus parentes se deparam, então, com um local cheio de restaurantes, mas onde não há ninguém. Daí, decidem servir-se de comida disponível.

A menina é contra, e começa a explorar o local. Ela encontra um menino, que pede a ela que vá embora depressa. Quando Chihiro retorna ao lugar onde seus pais ficaram, ela se depara com eles transformados em dois porcos.

Com a ajuda do menino de nome Haku, Chihiro consegue um emprego e consegue quebrar o feitiço, fazendo seus pais voltarem à forma humana. Antes de deixar o local, ela se despede dos amigos que fez durante a aventura.

O “Ponto MIS” é desenvolvido em parceria entre o MIS e as cidades do Estado de São Paulo. Por meio dele, o Museu da Imagem e do Som entra com a programação e o material de divulgação e as cidades com a infraestrutura – o espaço adequado para as exibições. Em Tatuí, o local escolhido para abrigar as sessões é o Paulo Setúbal, à praça Manoel Guedes, 98.

Mensalmente, o MIS envia um programa de filmes diferente para ser exibido. Na maior parte das vezes, ele é composto por um curta e um longa-metragem.

Os vídeos também são acompanhados de atividades complementares. Estas podem ser um bate-papo com o diretor do filme ou uma oficina audiovisual.

A meta do MIS é levar a programação para “mais centros” e democratizar o acesso ao cinema. Em Tatuí, ele está estabelecido desde abril de 2012, quando houve a abertura oficial do ponto com exibição de “5 Minutos” e “Os 12 Trabalhos”.

Mais informações sobre as obras ou horários de exibição das sessões podem ser obtidas pelo telefone 3251-6586, ou e-mail: mhpstatui@gmail.com.


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