‘Nós não podemos deixar a peteca cair’

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AI Conservatório / Kazuo Watanabe

André Nunes Fernandes é apresentado pelo diretor do Conservatório (blusa verde)

 

Aumentar a captação de verba junto à Secretaria de Estado da Cultura está entre as primeiras metas a serem cumpridas pelo novo diretor administrativo e financeiro da AACT (Associação dos Amigos do Conservatório de Tatuí), organização social que administra o Conservatório.

 

O administrador de empresas André Nunes Fernandes, paulista de Santo André, assumiu a função oficialmente na quinta-feira, 15, ocupando cargo deixado pelo economista Dalmo Magno Defensor.

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Dia 14, ele esteve na redação de O Progresso, acompanhado do diretor executivo da instituição, Henrique Autran Dourado, e da gerente de comunicação, Deise Juliana de Oliveira.

 

Fernandes falou sobre o processo de transição e disse que atuará mais intensamente na captação de recursos para ampliar as atividades desenvolvidas na maior escola de música da América Latina.

 

Ele destacou que traz para o CDMCC a experiência obtida no setor empresarial. Fernandes atuou por mais de 20 anos em instituições financeiras, com passagens por empresas nacionais e multinacionais.

 

“Apesar de a OS administrar o Conservatório, ela tem obrigações financeiras e de gerenciamento igual a uma empresa, só mudam as características”, argumentou.

 

Apresentado oficialmente aos funcionários em evento interno na tarde de sexta-feira, 16, Fernandes passou por processo de transição.

 

Contou, para isso, com apoio de Defensor. “Ele ficou até esta quarta-feira, quando trocamos algumas informações de pontos como a forma de operação do CDMCC”, disse.

 

Como meta de trabalho, o diretor administrativo e financeiro visa aumentar a arrecadação de verbas junto ao Estado para ampliar as ações realizadas pela instituição.

 

“O Conservatório tem passado por um tempo com uma verba congelada. Conforme a inflação é atualizada, vamos ficando sem poder de manobra. Então, uma grande missão tanto minha como do Henrique é tentarmos capturar mais recursos do Estado, porque sem dinheiro não se faz nada”, afirmou.

 

Fernandes teve o nome aprovado dentre mais de 300 currículos, pelo Conselho de Administração do Conservatório, no dia 30 de julho.

 

O administrador atuou por dois anos como “controller” do SBT (Sistema Brasileiro de Televisão), onde respondeu por 14 empresas da divisão de comunicação.

 

Foi, também, diretor administrativo e financeiro da Bender AS, terceira maior empresa nacional do segmento de software e serviços, e trabalhou por dez anos no Santander, como superintendente adjunto de produtos financeiros.

 

Nos próximos dias, ele deve visitar outras instituições da cidade. Um dos objetivos é manter a captação de recursos via iniciativa privada. Atualmente, o Conservatório atinge 2% de repasses captados por meio de empresas.

 

“Legalmente, temos essa meta, que já está sendo cumprida. O Conservatório já faz isso, e faz bem feito. Agora, a nossa missão é ampliar isso, mas na área governamental”, voltou a frisar o novo diretor.

 

Fernandes alinhavou os planos de gestão durante a transição com Defensor, que deixou a AACT para retonar à capital, depois de permanecer cinco anos em Tatuí.

 

Em São Paulo, o economista assumiu o cargo de diretor administrativo e financeiro da AAPG (Associação dos Amigos do Projeto Guri), organização social que administra o Projeto Guri no interior e no litoral do Estado desde 2004 e atende a 25 mil alunos em cerca de 370 polos.

 

O ponto principal para o novo diretor é conseguir melhorar a qualidade dos serviços oferecidos e da gestão atual do CDMCC. Fernandes disse que tem o desafio de tentar não só manter a qualidade do que já está sendo feito como o de ampliar as ações.

 

“É preciso haver um gerenciamento constante, senão a coisa descamba. Não podemos deixar a peteca cair”, apontou.

 

Exemplos de ações que podem ser melhoradas são os módulos de RP (sistema interno) e o departamento de TI (tecnologia da informação), entre outras manutenções. “Vamos manter a coisa funcionamento, e funcionando bem”.

 

Fernandes afirmou que novos desafios virão com a transferência da sede do Conservatório da rua São Bento para a área onde fica o alojamento da escola de música, com acesso pela rodovia Antonio Romano Schincariol (SP-127).

 

O projeto de construção do “complexo musical”, como está sendo chamado o novo espaço, está sendo avaliado pelo governo do Estado de São Paulo.

 

“Em se transferindo a unidade, vai haver uma demanda, mas uma economia. Hoje, temos plantas distintas (os anexos). Então, quanto mais centralizado, melhor. Teremos menos gastos, porque ficará tudo concentrado num lugar só. Haverá racionalização melhor dos recursos”, analisou.

 

Fernandes disse que não conhece a fundo o projeto, mas destacou que ele pode auxiliar, em muito, a gestão do CDMCC. Também citou que está “conhecendo o município”.

 

Disse que teve boa recepção em Tatuí e que tem planos de passar a residir na “Capital da Música” já a partir do final deste ano.

 

“Eu vim para agregar ao Conservatório, e, em Tatuí, pretendo voltar a dar aulas. Em São Paulo, não conseguia fazer isso porque sair às 18h do trabalho para estar às 19h dentro de uma sala de aula era impossível”, comentou.

 

Fernandes é professor em cursos de graduação, pós-graduação e tecnológicos em finanças, controladoria, mercado de capitais e administração.

 

Ele tem graduação pela USCS (Universidade Municipal São Caetano do Sul), pós-graduação em administração financeira “strictu sensu”, pela Universidade Mackenzie, e possui MBA em finanças, pela Faculdade Insper – IBMEC-SP, além de formação em cursos técnicos e de contabilidade e processamento de dados.


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