Infecções do trato respiratório inferior

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Dr. Jorge Sidnei Rodrigues da Costa – Cremesp 34.708 *

As infecções do trato respiratório inferior (Itris) acometem a traquéia, os brônquios e o parênquima pulmonar (tecido pulmonar), representando a primeira causa de morte no ser humano, decorrente de infecção, e a quinta causa de morte entre as demais.

Do ponto de vista epidemiológico, as Itris são caracterizadas como pneumonia adquirida na comunidade (PAC) e traqueobronquite, e as bronquiolites que, em sua grande maioria, são de etiologia viral e predominante em crianças.

As crianças também são muito acometidas por PAC, muitas vezes associadas à bronquiolite ou resfriado e/ou gripe. Os sintomas mais frequentes são: febre, falta de ar, anorexia (falta de apetite), choro, coriza, obstrução nasal, chiado no peito, gemência (este sintoma deve ser bastante valorizado nestes casos).

Adquiridas na comunidade

O agente etiológico mais comum na PAC continua sendo o pneumococo, embora, nos últimos anos, tenha ocorrido um declínio na participação desse germe devido ao uso de vacina antipneumocócica e ao controle do tabagismo.

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Outros agentes encontrados são: Moraxella Catarrhalis, Hemophilus influenzae e, menos frequentemente, as Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus aureus.

Os vírus podem estar presentes em proporções variáveis, assim como os germes atípicos (micoplasma, clamídia, legionella). Lembramos que no calendário de vacinação já contempla a vacina contra o Hemophilus influenza e a Peumo (10 no posto e a 13 – Prevenar 13, nas clínicas particulares).

Ainda tem nas clínicas privadas a vacina Pneumo 23, que pode ser feita a partir dos dois anos de idade. Contra as outras bactérias acima citadas, não existem vacinas.

Traqueobronquite e exacerbação

A participação dos vírus influenza, rinovírus, adenovirus, vírus sincicial respiratório, coronavírus e parainfluenza, entre outros, tem sido identificada por meio dos métodos biológicos de diagnóstico, como a Reação em Cadeia da Polimerase (PCR).

Entre os agentes bacterianos, com frequência entre 26% e 81%, incluem:  Pseudomonas aeruginosa, Klebsiella pneumoniae, Haemophilus influezae, Pneumococos e Moraxella catarrhalis.

Tratamento das Itris

Na grande maioria dos casos, não se define a etiologia do germe causador da infecção, e o tratamento é empírico. Na escolha do antimicrobiano, deve-se analisar:

  1. O patógeno mais provável no ambiente de aquisição da doença;
  2. Comorbidades;
  3. Fatores de risco, como tabagismo etc.;
  4. Fatores sazonais e epidemiológicos, como viagens para lugares específicos;

Antibióticos

Entre as classes de antibióticos indicados para tratamento das Itris, incluem os macrolídeos, as fluoroquinolonas e os betalactâmicos, entre os quais destaca-se a cefalosporina oral de segunda geração axetilcefuroxima, uma pró-droga que, sendo submetida à desesterificação na mucosa intestinal, transforma-se em cefuroxima.

Os antibióticos comumente usados nas PACs são a amoxicilina simples e a amoxicilina+ácido clavulânico. Costuma-se indicar para que se faça uma boa limpeza das cavidades nasais com soro fisiológico tópico em gotas (de preferência com xilitol) e/ou em spray nasal, bastante vezes ao dia, ou seja, de quatro a seis vezes ao dia.

Fonte: Arquivos próprios do autor e folheto do Laboratório Aché com artigo científico escrito pelo doutor Clystenes Odyr Soares – Cremesp 24.204

* TEP em pediatria pela AMB e SBP, sócio proprietário e vacinador da Alergoclin Cevac – Clínica de Vacinação Humana em Tatuí.

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