Funcionários do tapa-buracos estão ‘sobrecarregados’, alega secretário

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AC Prefeitura / Evandro Ananias

Funcionários atuam com base em cronograma, mas têm de se desdobrar para atuar em período de chuva

 

A “operação tapa-buraco” é realizada pela Prefeitura de modo permanente. Com objetivo de manter a malha viária em condições de uso, é intensificada no período de chuva, que compreende os meses de dezembro a março. Em função disso, as equipes trabalham “bastante sobrecarregadas”.

É o que informou em entrevista a O Progresso o secretário municipal da Infraestrutura, Meio Ambiente e Agricultura, José Roberto Amaral.

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Segundo ele, o município passa a atender maior número de solicitações por conta das chuvas.

O motivo é que as precipitações deterioram o asfalto, ou os consertos realizados com base em cronograma pela equipe da pasta municipal.

“O tapa-buracos não tem como parar. É sempre. No período de seca, vamos minimizando e, na época de chuva, o trabalho é mais intenso”, argumentou.

De acordo com ele, há pelo menos um fator preponderante para que as equipes tenham mais trabalho neste período: a malha viária do município é “muito antiga”. “Então, o tapa-buraco acaba sendo um paliativo. Você tapa um buraco num dia e, no outro, abre-se mais em diversas regiões da cidade”.

O secretário disse que não é possível precisar qual região da cidade está mais propensa a apresentar problemas no asfalto na época de aumento das precipitações. Entretanto, informou que, desde o início do ano, as equipes que atuam na operação tamparam 30 mil metros quadrados de buracos.

Amaral afirmou, ainda, que muitos dos buracos precisam ser refeitos, porque não há sistema de drenagem de águas eficiente na maioria das ruas da cidade. Também disse que a Prefeitura não “usa material de péssima qualidade” em referência ao chamado asfalto frio (reparo por compressão).

Conforme o secretário, muitos buracos tampados com essa técnica precisam ser refeitos por conta da chuva, ou de fatores externos. Amaral explicou que a chamada massa fria precisa ser aplicada no solo, comprimida com maquinários e ficar “sem receber água” pelo tempo mínimo de 48 horas.

“Aí, ela tem durabilidade, mas, se fizermos o recape e alguém jogar água, ele se esfacela”, apontou. Em função disso – e das obras de melhoria de ruas na zona rural –, o secretário afirmou que as equipes trabalham sobrecarregadas.

O principal problema é conciliar o cronograma de trabalhos com os pedidos. As equipes têm, ainda, a demanda de manutenção das estradas rurais.

“Você não consegue manter uma sequência e seguir as metas pré-determinadas. Se acontece um problema mais grave, paramos com o serviço que estamos fazendo e nos deslocamos para outro lugar”.

Desta forma, o secretário disse que as urgências acabam atrasando as obras previstas. “Por serem coisas imediatas, temos de deslocar equipamentos e funcionários. Isso acarreta em demoras e em inquietação da população”, comentou.

Em função dessas questões, Amaral pede a compreensão da população e a colaboração para que as pessoas indiquem as regiões que mais necessitam de reparos.

As indicações são recebidas por meio do número 0800-770-0665 (ouvidoria) e pelos vereadores, por meio de requerimentos enviados à pasta municipal.

Amaral afirmou que a secretaria procura atender aos pedidos dentro de “uma sequência”. Por conta disso, acaba atrasando o cronograma definido a cada mês. “Nós pedimos esse tipo de compreensão. Nossas equipes estão reduzidas”, sustentou.

O trabalho de reparo é feito por um grupo que “não chega a 40 funcionários”. Segundo o secretário, a equipe está reduzida por vários motivos. Os mais comuns são licença médica e férias. “Em razão disso, acabamos perdendo em número e a demanda nunca cai, ela sempre aumenta”, alegou.

De modo a tentar resolver o impasse “definitivamente”, Amaral informou que a Prefeitura está desenvolvendo um projeto não de tapa-buracos, mas de “recape total do município”. “É um projeto maior”, destacou.

Em princípio, o secretário falou que não poderia antecipar os detalhes, uma vez que a ideia ainda está “em estudos”. A equipe da secretaria avalia custos, formas de como fazer o recapeamento e a captação de recursos.

O projeto é considerado ousado pelo Executivo por causa da extensão das obras. Conforme o secretário, a cidade tem, no perímetro urbano, 2,5 milhões de metros quadrados de asfalto, sendo 400 mil deles só das “principais vias”.

“É muito trabalho e muito dinheiro. Se verificarmos toda nossa arrecadação anual, veremos que temos verbas pré-determinadas para Educação e Saúde. O que sobra para os investimentos é muito pouco. Então, vai muito de trabalho da equipe, do prefeito, para haver captação de recursos”, concluiu o secretário.


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